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Segunda-feira, Julho 15, 2024

Heimtextil: a descoberta de um mundo novo e sustentável

Economia

Reportagem 2024

É incontornável, todas as empresas lançam os seus produtos visando a sustentabilidade, a introdução de novas fibras com misturas de produtos naturais. O processo de tingimento também se afasta cada vez mais dos químicos que afectam a pele. Todas estas alterações na produção redundam em produtos novos, divulgados por simples tácticas de marketing.

O têxtil-lar parece dar-se bem com este mundo novo, colocando no mercado propostas ousadas que mostram como as empresas apostam fortemente no desenvolvimento do (seu) produto.

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O curioso desta evolução e opção por uma produção mais amiga do ambiente, que não sendo nova no vale do Ave, é, hoje assumida por todos e não há ninguém que se coloque à margem. Depois de ter participado na limpeza do rio Ave e das suas águas turvas, o sector têxtil deu os primeiros passos na economia circular, aproveitando o velho para o refazer de novo. 

E persiste no caminho da inovação ao nível do produto ao mesmo tempo que se adapta ao novo mundo comercial e digital.

Na Heimtextil, relativamente aos produtos têxteis portugueses, houve novidades para tudo e para todos.

A Lameirinho apresentou o melhor lençol do mundo, composto por 1600 fios por polegada quadrada, com efeitos no sono, e produzido com fibras de banana, laranja ou bambu. As flanelas recicladas, da Têxteis JFA prometem tornar-se numa estrela do firmamento da empresa ao lado de outras estrelas como as toalhas dry tech, ultra-leves, que receberam prémio na ISPO, em Munique.

A Lumatex não se desliga do cânhamo, que incorpora nas fibras que utiliza na sua gama de produtos sustentáveis como os tecidos de linho. 

Há um brilho especial na toalha de banho que a Mundotêxtil levou para Frankfurt. Rainha dos têxteis europeus, a empresa de Vizela, encantou clientes americanos com esta inovação brilhante, adicionado ao fio de algodão que sendo uma solução mais cara não deixará de encantar os clientes.

Todos os desenvolvimentos de produto são feitos na gama alta das colecções das empresas. Foi essa opção que fez com que a Coton Couleur fosse até ao limite da Europa com a Ásia, na Turquia, passar o Cabo da Taprobana, dos mercados mais europeus. Almofadas de algodão com carbono positivo pode dar uma nova imagem à roupa de cama e tornar-se numa alternativa ao linho.

A Coelima numa versão Mabera, também entrou neste esplendor do têxtil, apostando em roupa de cama confortável e na roupa para andar em casa. Nestes, o processo de tingimento utilizou pigmentos naturais e fibras de misturas de cânhamo e algodão.

Nesta forma de crescer sustentável, reciclar produtos em stock, modernizar infra-estruturas e usar tecnologias inovadoras, produzir sem agredir o ambiente, as empresas lançam no mercado produtos mais sofisticados que ganham clientes em todo o mundo.

As Heimtextil Trends ajudaram a este processo de renovação do têxtil-lar, num processo evolutivo que o torna mais qualificado e competitivo. São indicações precisas sobre a escolha das matérias-primas, o uso de produtos identificados e com origem na natureza. Também, as cores que o mundo natural fornece em abundância e em várias matizes, são fonte inspiradora de criativos que são capazes de formatar o tom próprio de cada peça.

Nesta partilha de conhecimento – de que as Heimtextil Trends são um bom exemplo – haverá, agora, o tempo da bio-engenharia assegurar que os fios reciclados e as fibras naturais se incorporam no processo produtivo e na qualidade do produto têxtil.

A Cork-a-tex tornou-se na matéria prima que a Têxteis Penedo tem agitado os mercados. O ano de 2024 será o ano da sua afirmação não apenas nos produtos têxteis como em material desportivo.

Mesmo tendo pela frente um 2024 difícil, o facto é que nos têxteis-lar ninguém vai ‘deitar a toalha ao chão’. Há muito saber acumulado, empresas habituadas a oscilações nos mercados, a contextos que causam custos evitáveis, que dificultam a vida de empresários que continuam a investir e a modernizar um sector resiliente que subiu para um patamar de qualidade média-alta.

Habitualmente, a Heimtextil fazia actualizações do estado do sector e projecções sobre o futuro próximo. Mas ninguém arrisca, hoje, prognósticos dada a efervescência da política mundial, com guerras em todo o lado, uma luta desenfreada pelo controle do mercado das matérias-primas, do domínio dos transportes marítimos.

Contudo, a feira de Frankfurt ainda não tem nem substituto nem sucedâneo à altura, porque não perdeu a sua humanidade, factor essencial nos negócios, mesmo com os avanços das soluções tecnológicas e do desenvolvimento da venda online e o uso massivo das ferramentas tecnológicas.

A Heimtextil, tal como os têxteis-lar vai-se adaptando ao correr do tempo, protagonizando informação valiosa ao nível do conhecimento, acertando a sua vitalidade com o relógio da digitalização. E também promete redesenhar o espaço da feira na edição de 2025 que terá um layout diferente que resulta da parceria com o Studio Urquiola.

Como disse a Guimarães, agora!, Olaf Schmidt, vice-presidente para a área têxtil, “A Heimtextil nunca fica parada”.

© 2024 Guimarães, agora!


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