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Quarta-feira, Julho 24, 2024

Ministro da Economia: a nação “está reflectida neste lugar singular onde se respira história”

Economia

O Ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, participou nas comemorações do 24 de Junho, no Campo de São Mamede. As celebrações incluíram a aposição de medalhas honoríficas e a apresentação do Projecto Coral da Poesia Portuguesa, composto por Tiago Simões e com actuação da Orquestra do Norte e Coro São Mamede.

António Costa Silva, na sua intervenção, começou por evocar a história dos 895 anos da Batalha de São Mamede, no local onde “começou essa aventura extraordinária que se chama Portugal”. O Ministro fez a conexão entre o passado da nação com a sua actual posição no cenário internacional: “Tem hoje na cena internacional um soft power impressionante com as relações de amizade e de colaboração que tem com todos os países da CPLP, com as relações de fraternidade com muitos países africanos e da América do Sul, com as relações intensas que tem com os grandes países asiáticos”.

Monteiro de Castro, Manuela Alcântara, Maria Jesus Carvalho, José Neves e Amaro das Neves. 📸 GA!

“As nossas caravelas hoje são os nossos empresários, são as nossas empresas.”

O governante defendeu que “sempre que fomos capazes de ter uma acção colectiva, de nos coligarmos uns com os outros, de trabalharmos uns com os outros (…), alcançamos feitos memoráveis”. Por isso, mostrou-se solidário com o presidente da Câmara, Domingos Bragança, quanto à mudança económica baseada na revolução das tecnologias. “As nossas caravelas hoje são os nossos empresários, são as nossas empresas”, declarou António Costa e Silva.

Domingos Bragança (presidente CM Guimarães). 📸 GA!

No que diz respeito ao crescimento económico, o Ministro argumentou que “temos de compreender que temos de criar condições de produzir riqueza”, mencionando os projectos de transformação tecnológica a serem desenvolvidos em Guimarães. Garantiu que o governo central vai trabalhar com Guimarães e com a CCDR-Norte, bem como todas as autarquias do quadrilátero industrial, “onde estão 67 mil das nossas empresas que são responsáveis por 4% do PIB do país e por 11% das nossas exportações”.

O Ministro da Economia terminou o discurso, “neste lugar singular em que começou a nação portuguesa”, salientando a importância da nossa língua, “uma das mais belas do mundo”. O governante citou Eduardo Lourenço, afirmando que a marca distintiva da nossa complexidade, da nossa diversidade e da nossa força é a “maravilhosa imperfeição”.

📸 GA!

O presidente da Câmara, Domingos Bragança, referiu uma série de projectos relacionados com a evolução tecnológica, nomeadamente o super-computador, instalado no campus de Azurém, a Fibrenamics, o DTX e os centros de biomedicina localizados no AvePark. Revelou, ainda, a possibilidade de um centro de competência em cibersegurança se instalar em Guimarães.

A intervenção do edil focou-se, ainda, nas metas de sustentabilidade do concelho enquanto umas das 100 NetZeroCities comprometidas a atingir a neutralidade carbónica em 2030. Domingos Bragança mencionou a candidatura a Capital Verde Europeia 2025, cuja distinção Guimarães “persegue, sem depender dela”. A mobilidade foi outro dos focos, com especial atenção ao projecto de BRT eléctrico que o autarca conta que ligue o Sul do concelho ao Norte e, daí, faça a ligação à estação de alta-velocidade, em Braga.

📸 GA!

“Um modelo de cidade que continua a promover a abertura de Guimarães ao mundo.”

Domingos Bragança sublinhou a importância da indústria e a história industrial do concelho, propondo o papel relevante de Guimarães na reindustrialização do país. O autarca defendeu um modelo capaz de promover “A salvaguarda do ambiente e, ao mesmo tempo, capaz de incentivar um inovador crescimento económico, criador de riqueza e de bem-estar. Um modelo de cidade que continua a promover a abertura de Guimarães ao mundo”. Essa abertura é comprovada, argumentou, pela presença de representantes de Kaiserslautern – Alemanha, Londrina – Brasil, Ribeira Grande – Cabo Verde, Igualada – Espanha, Bride, Compiègne, Dijon, Montaussau, Guitourcouen – França e Mé-Zóchi – São Tomé e Príncipe.

O presidente da Câmara terminou a sua intervenção citando um texto de Agostinho de Campos, intitulado “Pedras que falam (Aqui Nasceu Portugal). No final, apelou a que o Ministro da Economia ajudasse Guimarães a construir o futuro.

📸 GA!

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