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Segunda-feira, Julho 15, 2024

Anit-Lar: Luís Ribeiro Fontes admite Heimtextil mais curta

Economia

Reportagem 2024

“O sector do têxtil-lar, continua a ser um dos sectores mais dinâmicos da economia. Está em 5º no ranking dos 150 países fornecedores” – revelou Luís Ribeiro Fontes, secretário-geral da Anit-Lar.

Na Alemanha, onde o ouvimos, durante a Heimtextil, Luís Ribeiro Fontes não faz prognósticos para o futuro do sector porque “todos gostariam de ter essa resposta”. No entanto, acreditando que depois de um primeiro semestre ainda difícil, tem fé de que “o segundo já será melhor, mesmo com as condicionantes da geo-política que afectam o mundo, de uma inflação que abana o mercado”.

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Mas o têxtil-lar tem, pela frente, desafios incontornáveis, derivados da “inconstância de alguns factores como a guerra, a inflação, perda de poder de compra, tudo conjugado dá em retracção que afecta a indústria”.

Outro desafio que se depara no caminho a seguir pelo têxtil-lar é o avanço rumo a uma indústria mais digital. Declara que “todas as empresas têm em cima da mesa o investimento tecnológico”. Luís Ribeiro Fontes esclarece que “apesar de 2022 ter sido um ano difícil, houve investimentos nesta área da digitalização”.

Acredita que as empresas têm uma nova oportunidade para acelerar a transição digital, confirmando que no geral “sempre souberam aproveitar todos os quadros comunitários de apoio para se modernizarem. E isso vai acontecer, de novo, agora com o PT 2030”.

Luís Ribeiro Fontes identifica a digitalização e também a sustentabilidade não apenas como um desafio mas como “uma oportunidade”, acentuando que “a sustentabilidade sempre foi uma boa prática de gestão transversal às empresas do sector”.

Não duvida de que o aproveitamento dos fundos europeus “será dentro daquilo que foi no passado, agora apontando em novos desafios, nomeadamente os relacionados com  descarbonização da indústria, a substituição e renovação do parque de máquinas”. Acentua “não esperar, como tem sido habitual, por decisões demoradas” da administração pública e dos governantes.

Relativamente à Heimtextil 2024, o secretário-geral da Anit-Lar notou que “as empresas portuguesas estiveram a trabalhar genericamente bem com os seus clientes tradicionais, registando novos contactos, num trabalho consistente que fazem desde o primeiro dia da feira”.

“A Heimtextil afirma-se como feira de produto, marcando o seu posicionamento no mundo.”

Numa feira com mais de meio século de existência, com o comércio a posicionar-se de forma diferente, com a opção de compra dos consumidores a alterarem o mercado, “a Heimtextil afirma-se como feira de produto, marcando o seu posicionamento no mundo”.

Espera e acredita que a maior feira do planeta ainda manterá as suas virtualidades face às transformações que atingem o universo comercial do têxtil-lar. Faz eco, no entanto, de uma alteração que não mudaria a imagem da Heimtextil: “a de ter menos um dia de duração”, que produziria efeitos positivos nos custos da feira, para as empresas, admitindo até que lhe fortalecesse a sua importância. Mas “haja vontade da organização, para ir de encontro ao interesse das empresas” – concluiu.

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