Arquitectura: a casa que gira em função do sol foi premiada

É o movimento do sol que a faz girar, tornando-a numa casa rotativa a quem foi dado o prémio de arquitectura, inovação e sustentabilidade.


O dono da casa é Filipe Bandeira, engenheiro de estruturas especiais sensível a questões energéticas que desafiou o seu irmão Pedro Bandeira, a construir uma habitação unifamiliar, na periferia de Coimbra.

Pedro Bandeira, professor e presidente da Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, situada no campus de Azurém, foi premiado pela sua ideia de construir uma casa que gira em função do sol.

O prémio atribuído pelo Fundo Ambiental do Ministério do Ambiente e a Ordem dos Arquitectos (OA) é-lhe entregue, hoje, no Museu da Água, em Lisboa, na presença do ministro do Ambiente e da Acção Climática, João Pedro Matos Fernandes, e do presidente da Ordem dos Arquitectos, Gonçalo Byrne.

“A Casa Rotativa enquanto edifício evoca os faróis, os moinhos de vento e os engenhos solares de há um século; além disso, a sua invulgar motricidade abre territórios na arquitectura ao nível da legislação e da ligação ao contexto (solo, céu, pessoas), reinventando questões de sustentabilidade, ecologia, ambiente construído e quotidiano. O projecto venceu entre 42 candidaturas e gira até 300 graus em seis minutos, gastando 4 cêntimos de electricidade” – revela a UMinho.

Pedro Bandeira nasceu em 1970 na Figueira da Foz. É presidente e professor da Escola de Arquitectura, Arte e Design da Universidade do Minho e investigador do Laboratório de Paisagens, Património e Território (Lab2PT) . 

Já venceu o prémio SIM da Samsung, o prémio de crítica de Arquitectura da AICA/Fundação Carmona e Costa e foi finalista do prémio europeu Mies van der Rohe. Representou Portugal na Bienal de Arquitectura de Veneza (2004) e de São Paulo (2005). Como curador, colaborou com a Casa da Arquitectura, a Trienal de Arquitectura de Lisboa, o Município do Porto e o Centro Internacional das Artes José de Guimarães, entre outros. Tem diversas publicações sobre cultura arquitectónica e é co-editor da série “Fascículos de Fotografia” da editora Pierrot le Fou.

A outra categoria do prémio, intitulada “Dissertação”, foi igualmente ganha, ex-aequo, por um investigador da UMinho. 

Jorge Fernandes concorreu com a sua tese “Modelling the life cycle performance of Portuguese vernacular buildings: assessment and contribution for sustainable construction”, do doutoramento em Engenharia Civil na Escola de Engenharia da UMinho. 

O júri elogiou-lhe na documentação e avaliação dos sistemas técnico-construtivos da arquitectura regional portuguesa, que parte de um inquérito de 1955-1960, focando ainda os valores da ecologia da construção associados às opções de arquitectura. 

Jorge Fernandes é investigador do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE), membro da Iniciativa Internacional para um Ambiente Construído Sustentável (iiSBE) e tem explorado novas formas de integrar princípios da arquitectura tradicional em edifícios sustentáveis modernos.

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