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Terça-feira, Maio 21, 2024

Cidades circulares: relatório destaca sistema de governança de Guimarães

Economia

O eco sistema de governança Guimarães 2030 está em destaque no relatório europeu Circular Cities Declaration Report 2024 como um exemplo de boas práticas em governança participativa para a transição para a economia circular

A publicação reconhece assim o sucesso da implantação deste modelo no Município de Guimarães, através de uma estrutura que integra abordagens de governação top-down e bottom-up num quadro inter-sectorial, reunindo universidades, empresas, associações sem fins lucrativos, o Governo, os decisores políticos e os cidadãos. Com base neste modelo, o relatório sublinha também a estratégia integrada RRRCiclo para a economia circular em toda a cidade.

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Através da transformação de objectivos mensuráveis em acções direcionadas, o RRRCiclo inclui planos de acção para impulsionar a circularidade em sectores-chave, bem como um plano de comunicação para promover a sensibilização e a educação. O projecto é coordenado pelo Município de Guimarães, com apoio do Laboratório da Paisagem, assim como de ONGs locais e nacionais, escolas, a Refood, as brigadas verdes e as freguesias.

Refira-se ainda que a estratégia está integrada no compromisso do Município de Guimarães para transformar a cidade num espaço sem resíduos, no âmbito de uma certificação à escala europeia promovida pela Mission Zero Academy (MiZA).

O Circular Cities Declaration Report enumerou também algumas das acções-chave desta estratégia e respectivos resultados, entre as quais a campanha ‘Mercado sem Plástico’. Com o objectivo de eliminar gradualmente os sacos de plástico de utilização única no mercado municipal e distribuir sacos reutilizáveis ou sacos compostáveis feitos de amido e óleos vegetais, até à data, a iniciativa evitou a utilização de 400 mil sacos de plástico desde 2020. Além disso, o mercado já produziu 1000 sacos de tecido reutilizáveis fabricados com 20 toneladas de resíduos têxteis recolhidos com o apoio de estudantes.

Outro ponto em destaque é a valorização de resíduos verdes, que em Guimarães ascendem a 170 toneladas de bio-massa. No Município, estas matérias-primas são valorizadas para diversos fins: as aparas de madeira são colocadas em jardins, canteiros e caminhos para minimizar a perda de água por evaporação; os adubos são produzidos através de um tratamento biológico; uma outra fração é utilizada como fonte de energia térmica para climatização, principalmente nas escolas, produzindo 0,5 GWh de energia verde por ano. A bio-massa é também distribuída ao sector privado, que a utiliza para impedir o crescimento da vegetação nas explorações locais de mirtilos.

O relatório evidencia o programa de prevenção de resíduos alimentares a três níveis, que combina a sensibilização, a promoção do consumo local para reduzir a pegada ambiental da cidade e os mecanismos de tributação, com vista a um compromisso de zero resíduos. Os cidadãos que optam pela compostagem doméstica estão isentos do pagamento da taxa de gestão de resíduos, enquanto é implementado um sistema PAYT (pay as you throw) para aqueles que separam os resíduos alimentares na fonte através da recolha seletiva porta-a-porta.

Ao nível da sensibilização, 321 alunos de 15 escolas do Município participaram no projecto 360.come, promovendo mudanças comportamentais que visam a reutilização de resíduos, a redução do desperdício alimentar e a promoção de práticas agrícolas saudáveis e sustentáveis. A implementação de todas estas medidas levou a uma diminuição de 31% na produção de resíduos alimentares.

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