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Quarta-feira, Julho 24, 2024

Moreirense: triunfo com o Covilhã num jogo com 10 golos

Economia

Terminou os seus 34 jogos deixando no relvado do estádio Comendador Joaquim Almeida Freitas a beleza e a força do seu futebol e do espírito de equipa construída sob a batuta de Paulo Alves.

O jogo entre o 1º e o último da classificação foi vivo, disputado, com duas mãos cheias de golos. O que abona em favor da competitividade da Liga 2.

No relvado, o Moreirense deixou a sua imagem de marca: uma equipa que massacra o adversário, joga rápido, impõe a sua lei e dá espectáculo.

Paulo Alves acaba o campeonato com a sua missão cumprida e o seu objectivo intocável: desde que se colocou como 1º da tabela nunca mais permitiu veleidades a quem quer que fosse.

A sua estratégia de jogar sempre com os olhos postos na baliza contrária serviu para marcar muitos golos e embelezar o espectáculo. É evidente que teve alguns riscos porque, por vezes, os adversários tiraram partido desta nuance ofensiva, deixando aberto o flanco e sofrendo golos.

É claro que acaba o campeonato com o melhor ataque mas sem ter a defesa menos batida, num pragmatismo como o resultado com o Covilhã demonstra: não é importante sofrer quatro golos se se marcam seis.

Hoje, entre a noite e o dia, a exibição do Moreirense foi sempre clara, jogando para o espectáculo, interpretando um sistema de jogo que tornou a sua equipa a mais forte da prova, jogando em habilidade e com velocidade, utilizando o primeiro toque, o ataque pelos flancos e mostrando beleza em alguns lances que deram golos dentro da área e que desequilibraram o resultado.

Quando o jogo terminou, eram mesmo muitas as crianças que erguiam as suas cartolinas, com o “dá-me a tua camisola Kodisang” e muitos outros nomes que cada um ou uma dava a entender a sua preferência.

E porquê? Primeiro porque foi mais uma época histórica, o Moreirense foi campeão e voltou à Liga principal do futebol português. Depois porque os seus jogos, raramente, foram chatos.

A bola corria mais que os jogadores, deambulava no relvado ao ritmo elevado de um jogo em que, nunca se viu cansaço dos jogadores, a alegria estava sempre presente em cada rosto da equipa de Paulo Alves, num sinal de contentamento com uma época feliz, onde a criatividade dos jogadores também se fez notar.

O Covilhã também participou no espectáculo e com mérito porque marcou quatro golos ao campeão, numa prova em que estava quase tudo decidido, nos primeiros três e no último da classificação.

A história deste jogo acaba por ser a história do Moreirense nesta época, numa equipa com rostos, com um sistema, um timoneiros e intérpretes variados no que toca a marcar golos.

O Moreirense alinhou com: Sérgio Dutra, Victor Garcia (Lawrence Ofori 74’), Lucas Freitas, Rocha, Pedro Amador, Gonçalo Franco, Fábio Pacheco (Aparício 58’), Walterson Silva, Alan (Soriano Mané 58’), Madson Monteiro (Kodisang 59’), André Luís (Platiny 75’).

Golos: Madson Monteiro (7’), André Luís (16’), Walterson Silva (37’, 39’ e 52’), Alan (46’).

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