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Segunda-feira, Maio 27, 2024
Milene Castro Silva
Milene Castro Silva
Nutricionista e escritora. Nasceu e cresceu em Guimarães. Licenciada em Nutrição e graduada em Artes da Escrita. Exerce consultas de nutrição clínica, área pela qual nutre um gosto particular assim como pela escrita. Foi autora e coautora de vários livros na área da nutrição. A sua primeira obra foi lançada em 2018.

Como comer saudável sem gastar muito dinheiro?

Muitos acreditam que comer saudavelmente é mais caro e que significa custos adicionais. Esta ideia em muitos casos acaba por ser uns dos principais obstáculos para obter uma alimentação equilibrada. 

Existe comummente a confusão entre alimentação saudável com alimentos biológicos.

Existe comummente a confusão entre alimentação saudável com alimentos biológicos, ou alimentos sem glúten, ou sem gordura. 

Para uma melhor compreensão vou explicar de uma forma breve cada um dos conceitos! Uma alimentação saudável é adequada à rotina da pessoa, à história pessoal, económica e familiar em que o indivíduo de forma simples e prática consegue obter todos os nutrientes essenciais, em quantidade e em qualidade para a manutenção da saúde. 

Alimentos biológicos são produzidos de forma mais sustentável, com menos químicos e aditivos, ou seja, está associado à forma de produção. Alimentos sem glúten, tal como indica o nome, é sem o glúten, indicado para indivíduos com doença celíaca ou com doença de Crohn

Alimento sem gordura, tal como o nome indica, foi retirada a gordura. Embora possam ser mais saudáveis, deve-se verificar se também não têm açúcar.

Revistos estes conceitos, como podemos então possuir uma alimentação saudável e mais económica?

  • 1) Comprar apenas o que precisa. Para isso sugiro que averigue o que possui em casa (arroz, massa, feijão, grão, frutas, pão, queijo) e faça uma lista de compras já sabendo o que vai necessitar de alimentos para as diferentes refeições para uma ou duas semanas.
  • 2) Faça uma boa sopa de legumes para o almoço e jantar que dure no máximo para 3 dias. Para além de poupar energia, a sopa de legumes hidrata o corpo e nutre-o através da fibra, vitaminas e minerais. Este prato é imprescindível para a saúde.
  • 3) Compre leguminosas (feijão, favas, grão, ervilhas) em latas ou em fracos de vidros. Passe por água para retirar o excesso de sal. Como já estão cozidos basta adicionar a sopas, estufados, assim poupa na energia para os cozinhar e o preço desses alimentos é acessível. As leguminosas são alimentos ricos em proteínas, fibra e minerais. No inverno ajudam a aquecer o organismo e dão energia suficiente para as atividades diárias.
  • 4) Diminuir o consumo de proteína animal (carne e peixe) e realizar uma refeição vegetariana por semana é uma das recomendações da Direção-Geral de Saúde (DGS) para diminuir a probabilidade de cancro, deste modo porque não junta o útil ao agradável? Consuma uma refeição vegetariana por semana?
  • 5) Prefira realizar estufados, massadas ou caldeiradas. Para além de serem mais saudáveis aproveitam-se melhores os alimentos para poder-se reaquecer (evitam-se desperdícios).
  • 6) Compre alimentos avulso (legumes, frutas, cereais, frutos secos). Existem já supermercados que possuem muitos alimentos avulso. Assim evita comprar o que não necessita.
  • 7) Prefira alimentos sazonais (da época). O seu organismo vai gostar, pois fornecem os nutrientes essenciais à sua saúde e por serem locais acabam por ser mais económicos.
  • 8) Sempre que ligar o forno para um assado, faça um bolo saudável ou bolachas, sem recorrer a açúcar (prefira fruta) e gordura (prefira azeite). Assim evita desperdício de energia elétrica e varia os seus lanches. Ambos sabem bem quando acompanhado com uma tisana e fruta.

Membro efetivo da Ordem dos Nutricionistas nº1828N

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