Vitória: naufrágio no Rio Ave por culpa própria

Um Rio Ave personalizado, com um futebol simplificado e prático, engasgou o Vitória que se mostrou uma equipa descaracterizada e sem fio de jogo.


Depois do que o Vitória vinha fazendo, a derrota com o Rio Ave, pode ser um toque a rebate, na carreira da equipa no campeonato. Nem os mais optimistas previam tal naufrágio, nem os astros deixavam antever esta desgraça competitiva.

O Vitória como que foi engasgado pelo Rio Ave impondo um futebol simples mas muito prático. A lição foi bem estudada e cedo se notou que os vilacondenses actuaram de uma forma compacta, muito consistente, emperrando o habitual estilo de jogo aberto da equipa vitoriana. Inúmeros passes, de bola para o lado, lentidão mesclada com indefinição, pouca profundidade, perdas sucessivas de bola que, por norma, traziam o Rio Ave para a intermediária da equipa de João Henriques, evidenciando um estilo de futebol descontrolado, desfigurado em relação ao que era habitual na equipa do Vitória.

Ao invés, a equipa de Miguel Cardoso, a par de uma grande competência na troca de bola, sempre com os olhos na baliza de Varela, deixou bem claro que vinha a Guimarães para dar trabalho a uma equipa que se eclipsou e mostrou não ter soluções para travar a velocidade do contra- ataque adversário, construído com poucos toques de bola, muita velocidade, precisão no remate e decisão clara na hora de atacar a fortaleza dos vimaranenses.

©VSPORTS

Com a máquina paralisada, sem soluções, abusando no passe curto e para lado, não investindo com destemor no ataque à baliza contrária, o Vitória foi cedendo um… dois golos. E ao intervalo aceitava já a derrota, pois, a reviravolta não surgiu no segundo tempo mesmo quando Quaresma, à segunda, e num penalti, fez o 1-2.

Quatro minutos depois (74’), Gelson Dala aproveitava a fífia imprudente de Varela que querendo jogar como guarda-redes fora da área, mostrou que não sabia jogar como defesa, perdendo a bola e afundando de vez o barco vitoriano com um inquestionável 1-3 favorável ao Rio Ave.

O Vitória jogou com: Bruno Varela, Sacko, Abdul Mumin, Jorge Fernandes, Mensah (Rochinha 81’), Pepelu, André André, André Almeida (Bruno Duarte 62’), Quaresma, Óscar Estupiñán, Lameiras (Edwards 62’).

Ondas no rio…

  • O Vitória jamais demonstrou o espírito colectivo e a abnegação que o distinguiu em quase todos os jogos anteriores;
  • E cometeu erros sucessivos, nas trocas de bola que deram os dois primeiros golos, obtidos com uma execução técnica de qualidade;
  • Enquanto o Vitória titubeava, num estilo de futebol lento, mole mesmo, indeciso e indefinido, o Rio Ave jogava fácil, simples, com velocidade e sempre para a frente;
  • Viu-se que para chegar ao golo o Rio Ave não precisava de ter mais do que dois homens na área do adversário. E o Vitória nem com quatro avançados lograva construir perigo;
  • Na equipa do Vitória houve mais jogadores a dar nas vistas pela negativa do que pela positiva e isso explica muito o resultado final da partida;
  • Jorge Fernandes e Mumin trocaram mais vezes e durante mais tempo a bola entre si do que os centrais do Rio Ave, o que mostra porque o Vitória não empurrou o seu adversário para fora do campo;
  • Definitivamente esta não foi uma noite de especial encanto para os pupilos de João Henriques que se deixaram enamorar pelos cantos dos peixes do Rio Ave;
  • Gustavo Correia foi o árbitro do encontro e sublinhe-se que fez um trabalho de qualidade sem influência no resultado;

© 2021 Guimarães, agora!


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