Vitória: cantar de galo não é a sua especialidade

Um jogo com cinco golos, que decidiu o 5º lugar, ao fim da 1ª volta não mostrou um Vitória europeu.


Quando o guarda-redes é o melhor e a equipa só joga escassos 12 minutos, não há muito a esperar. O 3-2 favorável ao Gil Vicente é uma moeda com duas faces.

Mostra, de um lado, como no futebol as coisas não são como começam mas como acabam e ninguém vislumbrava que o Vitória poderia alterar o 3-0 que se registava no marcador. E, por outro, que o Gil Vicente pudesse sofrer dois golos, quase por acidente, jogando com o brilhantismo como o estava a fazer.

No primeiro golo, Bruno Varela coloca a bola em Nélson da Luz que passa no meio de dois defesas gilistas, isola-se e coloca a bola no fundo da baliza; no segundo um defesa contrário toca no pé de Edwards e faz penalti. O 3-2 chega aos 87’ mas já não havia nada a fazer.

Antes, as duas equipas almejavam chegar ao 5º lugar, um lugar europeu e honroso no fim da 1ª volta. Porém, só o Gil haveria de se mostrar decidido na procura do triunfo que o colocaria nessa posição.

📸 Vitória SC

Os gilistas foram sempre mais maduros, mais criativos, mais determinados, sendo o maior contribuinte de um jogo agradável, com cinco golos, de futebol de qualidade, com muitos golos falhados no minuto limite.

O Vitória não mostrou ao que ia, jamais se aproximaria do 5º lugar jogando sem rasgo e sem brilho porque quando só Varela joga, defende e ataca (o primeiro golo é de um passe seu), a equipa não passa de uma manta de retalhos. Nem atinge objectivos.

Percebia-se que o jogo tenderia a inclinar-se a favor do Gil Vicente. Rever os lances em que Bruno Varela se defrontou com o último avançado gilista, dá que pensar sobre a forma como a defesa vitoriana nunca se encontrou. Foi nesse fosso que se falharam os golos que poderiam ter dado mais de três à equipa de Ricardo Soares.

Ter o 5º lugar à vista e não conseguir atingir os objectivos como Pepa classifica a exibição e o resultado e a posição final nesta 1ª volta, é manter o Vitória na zona da instabilidade.

Mas não há nada a dizer: o Gil Vicente mostrou ser melhor equipa, com bons executantes, um plano de jogo acessível e perceptível, com garra. O Vitória continua amorfo, incerto, indeciso, não se sabe se é carne ou peixe, sem estratégia de jogo que acorda tarde e sujeita-se à sorte do jogo, sem o tentar modificar.

Mesmo quando se sente que joga em casa, com adeptos permanentemente na bancada, em todos os jogos. E que desesperam por ver a equipa colocada num lugar da classificação que prestigie o passado e a história do clube.

O Vitória alinhou com: Bruno Varela, João Ferreira, Borevkovic, Jorge Fernandes, Tomás Händel (Gui 72’), André André (Marcus Edwards 58’), André Almeida (Luís Esteves 86’), Tiago Silva (Nicolas Janvier 58’), Rúben Lameiras, Ricardo Quaresma (Nélson da Luz 58’).

Amarelos: André André (24’), Tiago Silva (32’), Marcus Edwards (63’ e 90’), Borevkovic (71’).
Vermelhos: Marcus Edwards (90’).
Golos: Nélson da Luz (79’), Marcus Edwards (87’).

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