Moreirense: com exibição de bom nível afasta Vitória

Os cinco golos e um 3-2 final são meros números de um jogo em que o Moreirense foi quem melhor percebeu que tudo se decidia hoje.


A exibição não deixa dúvidas, o resultado chegou ao 3-0 e esteve perto de chegar a 4 e 5-0. Quando já não mais se esperava de um jogo, surgiram ainda mais dois golos nos 5’ finais.

Rochinha e Rafa Soares contribuíram para desonerar um pouco a humilhação infligida pela equipa de João Henriques que fez um jogo quase sem mácula. 

Ao longo de 88’, o Moreirense foi a única equipa sobre o relvado que sabia o que fazer com a bola. Os seus jogadores empenharam-se na tarefa colectiva de construir um resultado que assegurasse a manutenção da equipa na Taça de Portugal.

Com dois golos na 1ª parte, ambos apontados por Yan Matheus, o Moreirense reduziu o Vitória a uma equipa de terceira, pese algum lustro que possa ter evidenciado em poucos momentos do jogo.

O Moreirense manteve a tradição de ganhar os jogos com o Vitória no seu estádio. E fê-lo de forma categórica, pois, o futebol praticado, o desempenho dos jogadores e o sistema que a equipa mostra em campo, são condimentos para tornar os jogos apetecíveis aos olhos dos amantes de futebol.

📸 Marco Jacobeu

Por sua vez, o Vitória está longe de ter um espírito colectivo vincado. Quando uma equipa depende da inspiração de Rochinha, da dinâmica de Tiago Silva e das defesas de Bruno Varela, o resto é uma manta de retalhos, que interpretam um enfadonho sistema de jogo, sem rasgo, que é previsível, aposta na lentidão e na excessiva troca de bola para o lado e não avança destemido para o campo do adversário.

O Vitória continua a ser vítima de si mesmo. Ninguém parece interessado na introspecção, todos admitem perceber de futebol mas não deixam de debitar, sucessiva e assustadoramente, palpites sobre palpites, sem uma visão de conjunto.

Há profissionalismo a mais menos nas quatro linhas em que os jogadores banais, ofuscam um pouco as poucas estrelas que o plantel ainda dispõe.

O jogo de Moreira de Cónegos, deixa feridas que ninguém quer sarar. Sobretudo, porque os erros repetem-se, o estilo do futebol da equipa é de altos e baixos, não há um sistema que sirva a este plantel. O que deixa o Vitória à mercê de qualquer adversário, mesmo daqueles que se dizem filhos menores do campeonato português.

Agora, com arbitragens cada vez mais competentes, nem o Vitória pode atirar para os árbitros as culpas que atletas, treinadores e dirigentes devem assumir por inteiro.

Em quatro meses, o Vitória afasta-se de duas competições, restando-lhe apenas o campeonato para salvar a honra do convento.

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