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Quinta-feira, Fevereiro 2, 2023

Inauguração sim, foi no Sábado

Economia

Parque de Camões à espera do Tribunal para entrar em funcionamento

A Câmara Municipal mantém a data da inauguração do parque de estacionamento de Camões para o próximo Sábado, apesar de em Tribunal ter entrado uma providência cautelar que requer a suspensão da sua abertura ao público.

O Parque de estacionamento de Camões, preenche as condições de poder ser aberto ao público no mesmo dia da sua inauguração.

A Câmara Municipal confirma que as entidades que certificam a sua conformidade com leis, com a segurança e com os regulamentos, confirmam que o seu bom funcionamento está garantido. Reconhece, porém, que pode não abrir ao público e entrar em funcionamento como seria desejado pela autarquia, durante as Gualterianas.

A providência cautelar que deu entrada em Tribunal sustenta que no acesso pedonal à rua da Liberdade, há um muro de vedação não concluído.

O Juíz a quem coube o processo decretou, entretanto, provisoriamente a suspensão da abertura do parque. A Câmara contestou a decisão e a providência cautelar e requereu a sua improcedência e se o Tribunal assim não o entender que a suspensão apenas se restrinja à vedação ao público da ligação pedonal entre a rua da Liberdade e entrada do parque de estacionamento, a única área que está em causa nesta providência.

A Câmara mantém a cerimónia de inauguração para o próximo Sábado, pelas 11 horas, aguardando pela decisão do Tribunal apenas para a questão da entrada em funcionamento do parque que será imediata se o Tribunal lhe der razão e julgar improcedente a providência cautelar.

Este incidente não afectará o funcionamento do parque dado que a empreitada já está concluída, fiscalizada e certifica em ordem a poder servir o público.

O parque de estacionou é um investimento municipal de 5,5 milhões de euros, valor da adjudicação.

Pitágoras concebeu projecto – Projecto de 2016 com dois estudos prévios

O parque de estacionamento da rua de Camões é um projecto do Gabinete Pitágoras. É um projecto de 2016, visando a área no quarteirão definido pelas rua de Camões e Caldeiroa. Uma área entre casas, no coração da cidade, sujeita a escavações arqueológicas, e sondagens geotécnicas – o sistema construtivo e estrutural dependiam delas – , em fase de estudo prévio, uma vez havia ali vestígios de tanques usados pela industria de curtumes que podiam pôr em causa a concretização do projecto.

Depois da pronúncia de entidades externas sobre a viabilidade da solução e obtidas as informações “claras, precisas e fundamentadas”, o projecto começou a ser desenvolvido, após dois estudos prévios, sem imponderáveis ou interpretações subjectivas.

Projecto enquadrou-se na envolvente da cidade histórica.

O programa da solução arquitectónica visava um parque de estacionamento coberto, com 450 lugares, arrecadação uma portaria de controlo de entradas e saídas de automóveis. Suprimia-se, porém, uma zona de restauração e comércio de 300m2 previsto no programa do concurso.

Definida ficava a entrada do parque pela travessa da rua de Camões, por detrás do edifício da CGD e a saída, a sul, pela rua da Caldeiroa, criando-se um atravessamento pelo interior do quarteirão para ligar as ruas de Camões, Caldeiroa, Toural e Alameda e a travessa da rua de Couros. Em termos de volume, o parque configurava um edifício de três pisos úteis, com a cobertura ajardinada e acessível, com acessibilidade universal, com boa iluminação, ventilação e desenfumagem natural.

Apesar de se apresentar com um conjunto extenso, a solução encontrada deixa o parque enquadrável e integrado na paisagem interior da área de logradouro, comum vários prédios, que o escondem do olhar do centro da cidade, ou seja, encaixa-se no meio das casas de dois a três pisos, em lotes estreitos e profundos, e com vizinhança para casas senhoriais que marcam o edificado da zona.

O programa previa que se pudesse preservar tanques da curtimento e de outras estruturas industriais existentes, para salvaguardar a memória do local.

O projecto levou em conta a possível consideração de águas livres subterrâneas que deviam ser encaminhadas, articular com cuidado a volumetria dos edifícios com os logradouros envolventes e uma ruptura com a envolvente do parque.

Na concepção da solução arquitectónica do parque, o Gabinete Pitágoras levou em conta algumas regras, aplicáveis, na zona, nomeadamente: “a zona para onde se realiza este projecto situa-se à ilharga das zonas “nobres” da cidade histórica, da cidade intramuros e da sua grande praça exterior o Toural. E se a cidade se consolidou originalmente entre dois elementos significativos – o Castelo e a igreja da Oliveira – pólos importantes na génese da fundação da cidade, encontrou, também, pólos exteriores – igrejas e conventos que conjuntamente com os arruamentos que das portas da muralha traçavam os percursos em relação com outros burgos e territórios – que estabeleceram e consolidaram a morfologia. Mais tarde, em outro tempo, ocupou com fábricas os espaços sobrantes e intersticiais que resultaram desta malha”.

© 2019 Guimarães, agora!

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