Identidade, território e verde

A execução de uma estratégia em três programas

Há três programas em que se fundamenta a estratégia de mostrar e publicitar Guimarães.

O primeiro, quer “ampliar e disseminar a garra vimaranense”. É a exibição da identidade como ferramenta imaterial de aproximação ao turista.

Recupera o logótipo que identificou “Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012”, pode utilizar nas cores preto e branco, e ter uma base formativa porque destina-se aos jovens, ao envolvimento das escolas, mapeando a identidade vimaranense, visível nas suas tradições e costumes e pode mostrar até aos vimaranenses o que é também de Guimarães. E que muitos não sabem.

As acções e programas ou eventos a levar a cabo serão primeiro mostrados e vivenciados pelos vimaranenses que se tornarão nos cicerones da nossa realidade. E seguindo as normas do “manual do vimaranense” onde se deve conter e representar a identidade das gentes da nossa terra.

“Sócio de Guimarães” é estatuto que pode vir a ser atribuído a quem nos visita, um meio de reforçar a identidade vimaranense junto de públicos diversos. Mas pode ser uma identificação dos que cá nascem, num cartão tipo multibanco, com chip, o modo de obter mais valias e participar num conjunto de acções ou eventos. Guimarães terá uma rede de embaixadores e até um kit de sobrevivência “recheado de histórias e sabores ou tradições” que pode ser adquirido, enviado e até levado para os quatro cantos do mundo.

A identidade dos vimaranenses, será mostrada ao mundo, numa invasão das redes sociais com o “#Guimarães”, com a utilização do vídeo como ferramenta de comunicação no Youtube, e ainda mostrar o que é Guimarães e a sua língua pois haverá tradução de algumas expressões locais.

A valorização do território pretende mostrar as distinções e honras de que é alvo, garantindo o aperfeiçoamento de Guimarães. E mostrando que há uma unidade sem fronteiras mas definido pelo espírito e pela alma da garra vimaranense. Um território vasto mas unificado, com complementaridade e diversidades. E como um espaço único turístico que se pretende destino.

Este território será ligado por rotas de transportes, será mostrado numa plataforma digital com partilha de segredos, exibirá o festival das freguesias vimaranenses (com actividades distribuídas por todos, calendários coordenados), potenciar as aldeias e será conhecido e identificado por uma linguagem e sinaléctica uniformes.

O Guimarães Verde mostrará ao turista a estratégia de sustentabilidade subjacente ao desenvolvimento de Guimarães, na ecologia, limpeza e preservação, com um centro histórico mais ciclável e pedonal.

A Casa da Memória transformar-se-á num “welcome desk” e aposta-se que seja o ponto de partida da visita a Guimarães. No aeroporto do Porto, Guimarães passará a ter um posto de turismo, qual embaixada por onde se pretendem passem os turistas que chegam ao Norte.

Por fim, o estudo faz crer que Guimarães pode ser um caso sério de humanização na experiência turística, ao envolver a população com os turistas. E isso é fundamental para as diversas formas como se pode conhecer Guimarães que tanto pode ser à medida (por iniciativa própria e utilizando ferramentas digitais), como uma visita verde, uma imersão no espírito vimaranense, num caminho de paixão, uma experiência acompanhada. Curiosa será a descoberta da origem, incluída neste roteiro de sugestões onde os turistas são encaminhados para encenações históricas, realizadas de forma sistemática e com o envolvimento da população.

Por fim, o uso de emblemas sociais e humanos de Guimarães. O Vitória – como um caminho de paixão para os turistas, e adeptos do adversário que podem ser vitorianos por um dia; João Sousa a quem se pode outorgar o título de embaixador pode tornar-se cicerone, num ciclo de visitas temáticas, lideradas por personalidades mediáticas ou influentes.

Como é que Guimarães será visto lá fora?

O estudo apresenta alguns conceitos em que a comunicação deverá assentar. O primeiro é de que a visita ou estadia em Guimarães deve ser “uma experiência histórica”, tornar o turista em mais um vimaranense pelo seu envolvimento com a cidade, o seu património, as suas gentes. E por aí começar um passa a palavra – digital – para amigos e outros que se interessem por esta passagem por Guimarães.

Uma comissão envolverá a Câmara, as associações e os actores locais na implementação dos projectos, o que pressupõe uma participação activa dos vimaranenses numa estratégia que não será apenas do Município mas das pessoas também.

Implicará por certo meios, ferramentas e equipamentos, de modo a que seja por uma plataforma de gestão que se obterão dados e resultados, medidos em tempo real ou periodicamente.

E mobilizará uma equipa mais apetrechada aos objectivos e funções para a estratégia definida.

© 2019 Guimarães, agora!

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