Bragança deve fazer “pressão legítima” junto do governo do PS

Vânia Silva faz estreia com mobilidade onde pouco se realiza.

Vânia Dias da Silva fez a sua estreia como vereadora na Câmara, substituindo António Monteiro de Castro, na Coligação Juntos Por Guimarães. Uma situação que se repetirá, ao longo do tempo, pela disponibilidade manifestada pela eleita do CDS/PP que passou a residir em Guimarães, com regularidade, depois de ter estado na Assembleia da República, como deputada e antes no governo.

Escolheu assuntos ligados à mobilidade – “está em permanente debate” – para marcar a sua primeira intervenção na reunião do executivo municipal, lembrando o fecho da ligação a Fafe, e da não existência de ligação a Braga, em ferrovia. Admitiu que o presidente da Câmara pudesse ter alguma influência num governo da sua cor política que justificaria alguma “pressão legítima” que pudesse ser feita, uma vez que, a meio do actual mandato não há nada concretizado ou desenvolvido.
Indicou problemas no setor têxtil “e numa crise que se adivinha”, incitando a definir “os modos em que se podia ajudar o sector”, reconhecendo que na área do Quadrilátero Urbano – de que Guimarães faz parte – quer Braga, quer Famalicão e mesmo Barcelos – “têm conseguido desenvolver o seu tecido industrial e até superar Guimarães nesse desenvolvimento”. Pelo que importa fazer algo em cooperação mas também individualmente.

Domingos Bragança informou que os seus colegas do Quadrilátero lhe solicitaram que, junto do governo, apresentasse as pretensões sobre o Tramway, nomeadamente “uma linha com canais próprios e dedicados, de modo a levar as pessoas para onde vivem e trabalham”.
O Ministro do Ambiente vai ouvir, no início de Março, os autarcas do Quadrilátero (que forma a terceira maior área metropolitana do país) para definir se este tipo de transporte é o adequado para a região, com cerca de um milhão de habitantes, e se pode ter comparticipação dos Fundos Comunitários.

Começa a acreditar-se que o Tramway é o transporte do futuro para a região, confortável e capaz de garantir o cumprimento de horários – por se mover em linhas próprias – e ter benefícios ambientais.
O presidente da Câmara voltou a lembrar o conjunto de obras que vão realizar-se em Guimarães, na área da mobilidade, desde a reposição de pavimentos, a desnivelamentos nas entradas da cidade, alterando “qualitativamente” as estruturas físicas que servem a mobilidade urbana, com ligações entre parques industriais e consolidando e melhorando as ligações a Famalicão e Braga. A ligação a Vizela também está a ser equacionada, desejando Domingos Bragança, uma ligação pedonal e ciclável.

© 2020 Guimarães, agora!

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