O seu talento era polivalente: escritor, pintor, professor, “um homens do mil dons” como escrevem os seus admiradores. O seu falecimento foi registado na comunidade. E salientado pelos que o conheciam como alguém “habitado por universos interiores que partilhava com uma generosidade rara”.
Com o seu sorriso peculiar Joaquim Salgado Almeida era muito mais que um pintor, poeta, escritor, escultor ou historiador, afinal, “a matéria de alma, daquelas que não se explicam, apenas se sentem”.
A sua ligação a associações era incontornável, na Unagui – entre os séniores – e em Osmusiké onde evidenciava o seu timbre cultural. Além disso, foi autarca em Creixomil, pela CDU num dos momentos de intervenção que decidiu juntar ao seu intenso percurso de activista e artista social.

Conhecido por falar com “mais sal” de tudo “o que o rodeava, dando sabor até às memórias mais duras, às batalhas de outros tempos e às de agora”, Joaquim Salgado Almeida deixou a sua última obra – um monumento de arte que o definia com um espírito inquieto, subtil, inaugurado em 2025 e denominado ‘Pilar da Fundação’, promovido pela freguesia de Candoso São Martinho, no lugar do Reboto (do “rio revolto de sangue”, após a Batalha de São Mamede).
“Partilhava-as com um sorriso singular, um sorriso que nascia nos olhos e se prolongava no mundo.”
Muitos ainda recordam como “os seus pincéis deram vida a incontáveis telas, feitas de cor, de visão e de emoção. Partilhava-as com um sorriso singular, um sorriso que nascia nos olhos e se prolongava no mundo”.
Cidadão com duas famílias (a sua e mais natural) e a da sociedade (amigos e associações), Joaquim Salgado Almeida, despede-se desta vida como um “amigo sem fronteiras, alheio a idades, títulos ou diferenças. Na sua casa cabiam todos, e em todos encontrava motivo para partilhar”.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.



