Sérgio Gonçalves
Licenciado em Engenharia de sistemas Informáticos pela UMinho e Doutorado pela Universidade de Vigo na área de Sistemas Inteligentes e Inteligência Artificial. Foi adjunto do gabinete de apoio à vereação na CM de Guimarães entre 2013/ 2021 com responsabilidades nas áreas do desporto, desenvolvimento económico, modernização administrativa e sistemas de informação com relevância em temáticas como as cidades inteligentes e digitalização. Presidente da ADCL, entidade que tem uma elevada contribuição para o desenvolvimento social do vale de S. Torcato e de todo o concelho de Guimarães.

Qual o limite…?

Correm os dias apressados com uma mediática avalanche de notícias que vão desde a guerra que se desenrola lá num local que, muitos ainda consideram distante, até à economia que a muito breve prazo terá um impacto que se avizinha terrível.

A pequenos espaços, vão sobressaindo notas, de algo que tem o seu crescimento sustentado numa sociedade com uma dinâmica nem sempre positiva. A violência que diariamente existe, mas que no mediatismo de outros temas, não é de todo, devidamente enfrentada e discutida.

Com diferentes líderes a assumirem os destinos de países europeus, como em Itália, Reino Unido e mesmo o Brasil, ou eleições que se desejam livres de interferências nos Estados Unidos, o mundo encontra-se num estranho momento. Urge defender a paz, uma expressão banal, mas difícil de implementar.

A violência que trago à discussão, centra-se em ambiente escolar.

A escola é um espaço de liberdades e de democracia, quiçá um dos locais onde a democracia mais deve ser praticada. A escola é um espaço que agrega todas as tendências da sociedade e consequentemente todos os seus defeitos e virtudes.

Sentem-se um germinar de inúmeros problemas que lentamente vão corroendo o ambiente que se deseja são e cheio de vitalidade.

Se olharmos atentamente, temos notícias de casos de violência entre pares, alunos que ameaçam, agridem e pressionam psicologicamente os seus colegas. Casos de encarregados de educação que tristemente não dão o exemplo aos seus filhos e partem para atitudes menos dignas, na suposta defesa dos seus educandos. Encarregados de educação ou familiares que irrompem pelo espaço escolar e qual guerreiros destemidos violentam os atores da comunidade escolar (professores, assistentes operacionais e até alunos).

Zero de medidas de proteção da escola, zero de proteção da comunidade escolar.

Olhando para as medidas de prevenção, elas tendem para Zero. Zero de medidas de proteção da escola, zero de proteção da comunidade escolar. Uma situação que nos deve preocupar seriamente.

É na escola que formamos o futuro, é lá que espelhamos aquilo que desejamos para uma sociedade mais segura, mais desenvolvida e que sem sombra de dúvidas, beneficia a todos nós.

A família, o lar são espaços que devem ser uma base sustentada na formação de cada um de nós. Não podemos olhar para a Escola como sendo o lugar onde despejamos os nossos filhos. O local onde só existem direitos, onde achemos que tudo nos é garantido. É nesse espaço onde adquirimos conhecimento e enriquecemos a formação que de base deve existir em casa. E é aqui que reside uma enorme dificuldade.

Em casa com as dificuldades económicas, sociais que lentamente vão construindo famílias desestruturadas. Urge, pois, estarmos todos atentos e vigilantes. Não ignorar os sinais, por mais pequenos que sejam de problemas que existem na comunidade. Sim a comunidade é essencial para que o individual exista.

Não tenhamos ilusões, não somos seres que sobrevivem isoladamente, ainda que essa ilusão seja vendida a cada momento.

As ferramentas para ajudar existe, desde instituições até a apoios individualizados que discretamente estão em proximidade com a comunidade. Vamos agarrar esta oportunidade!

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