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Segunda-feira, Abril 22, 2024
José Duarte
José Duarte
Vimaranense, vitoriano, militante do CDS-PP. Licenciado em Bioquímica e estudante de mestrado em Ciências da Saúde na Universidade do Minho.

Entre o Passado e o Futuro: Parte I

“Insanidade é continuar a fazer o mesmo e esperar resultados diferentes”. Assim diz esta popular frase de Einstein. Frase que representa na perfeição aquela que é a visão de um cientista quando confrontado com dificuldades nas suas investigações. Quando falha ou fracassa, reflete e reformula as suas perspetivas sobre o seu tema de estudo.

De facto, na política também não deverá ser diferente e por isso, urge a necessidade de avivarmos o cientista que vive dentro de cada um de nós. Começo fazendo uma análise reflexiva dos últimos oito anos de governação.

O país viveu, desde 2015, governado pelo Partido Socialista.

E, em primeiro lugar, forma governo tendo perdido umas eleições. Mas, talvez reconhecendo quem, na verdade, tinha originado a famosa “crise da Troika” e que encostou o governo português à parede durante o período 2011-2014, os portugueses quiseram que a coligação PSD-CDS fosse merecedora de vitória.

Ainda assim, inicia o seu mandato suportado pela CDU e pelo BE com um país já em franca recuperação e livre de qualquer amarra financeira. O sentimento generalizado é que esta (em 2015) era finalmente a altura de o país viver um ciclo de crescimento, onde a recuperação de rendimentos, o reforço do investimento público, a regeneração da economia seriam as grandes bandeiras e as reais conquistas.

Se a desculpa fosse a fragilização por não ter vencido as eleições, em 2019, o PS vence-as ainda que sem maioria e tem de reeditar a geringonça.

Se a desculpa fosse a instabilidade dos parceiros de coligação, em 2022 o PS vence as eleições com maioria absoluta.

Mas o resultado é que infelizmente, o país está pior do que em 2015.

As instituições estão desprestigiadas, entre cenas de pancadaria em ministérios, desautorizações de ministros, graves crises por incompetência dos governantes, aconteceu um pouco de tudo.

Atrasos que podem atingir mais de um ano em consultas e cirurgias.

O SNS vive dos piores tempos de que há memória, com urgências fechadas, atrasos que podem atingir mais de um ano em consultas e cirurgias e 1 milhão de pessoas sem médico de família. Factos que alimentaram como nunca a saúde privada, a que já recorrem cerca de 3 milhões de portugueses.

A educação está desprestigiada, a exigência é menor, os resultados escolares caíram mais do que a média europeia nos últimos resultados de PISA e o prestígio da escola portuguesa esfumou-se, com greves de professores à mistura.

O investimento público bateu recordes de não execução sucessivamente, enquanto se alimentam buracos sem fundo como a TAP onde se investiu mais de 3.2 mil milhões de euros, ou a CP que se fica pelos serviços mínimos nos poucos dias em que não faz greve.

A economia recupera ao nível da baixa média europeia (que para 2024 se prevê de 1.3%), motivo de regozijo se taparmos os olhos para os países de leste que sucessivamente nos ultrapassam.

Em conclusão o país está na cauda da Europa e caminha arrastando os pés, como tão bem descreve um dos principais obreiros do atual estado de coisas.

A questão é simples:

É o Partido Socialista merecedor de mais oportunidades depois de deixar o país neste estado?

Em conclusão, a minha recomendação é que oiçam, leiam e reflitam sobre o projeto da Aliança Democrática. Vejam as propostas, o seu principal rosto e as pessoas que o acompanham (reflexão que também farei numa segunda parte deste artigo). Um projeto que, acredito, parte para um país em pior situação do que em 2015, mas que tem a ambição e a esperança de o relançar e devolver aos portugueses a capacidade de sonharem com um futuro cada vez melhor para si e para as próximas gerações.

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