Vimágua: quando a factura aumenta e o preço não sobe

Monteiro de Castro vê na alteração do tarifário um aumento do preço da água, Adelina Pinto diz que a água não aumenta apesar de a factura passar a ser maior.


Os vereadores foram confrontados, na última reunião da Câmara Municipal, com uma proposta de aumento do preço da factura da água, constante de um novo tarifário que foi aprovado pelos vereadores socialistas com a oposição dos vereadores do PSD e CDS/PP.

Na proposta que a Vimágua mandou para a Câmara, salienta-se que o preço da tarifa de água vai manter-se até 2022. E que todas as rubricas do tarifário serão mantidas e sem qualquer interferência no preço da água. Porém, a factura vai aumentar em 1 de Janeiro de 2021, quando a Vimágua aplicar um agravamento de 2,98% na taxa de saneamento para pagar às Águas do Norte uma tarifa que tem a ver com as águas residuais.

António Monteiro de Castro, vereador do CDS, considerou que “se é verdade que a habitação, a saúde, a educação, a cultura, o desporto e os transportes, são serviços importantes que o município deve promover, ao serviço da sua comunidade, o abastecimento de água e saneamento, manifesta-se como dos mais prioritários de todos, já que se trata de um bem precioso, de primeiríssima necessidade e sem o qual não podemos remediar”.

É por aí que se reconhece ao cidadão “o acesso à água de qualidade”, não deixando de salientar que, “a Vimágua, deveria criar melhores condições de preço para os seus munícipes”. Reconhece que a empresa municipal “tem condições para poder ser mais ambiciosa no tarifário agora proposto, apresentando não uma proposta de aumento, mas sim de redução das tarifas”.

“Ao longo dos últimos anos a situação de elevadíssimas perdas de água que rondam os 35%…”

Explica o vereador do CDS que essa redução de tarifas devia acontecer “porque estamos a atravessar a maior crise das últimas décadas, um período não de agravamento dos custos das famílias, mas antes de desagravamento”. E depois “porque, tal como temos vindo a alertar, ao longo dos últimos anos a situação de elevadíssimas perdas de água que rondam os 35%, valor muito acima das congéneres vizinhas, algumas das quais com perdas da ordem dos 15 a 20% constitui uma situação que vem contribuir para o agravamento dos custos ao consumidor”. E acrescenta o facto de os “exercícios anteriores têm sido substancialmente positivos, com margem para tal, à excepção dos resultados de 2019 que sofreram um abalo face à situação ainda não resolvida do irregular encaminhamento das águas pluviais para a rede de saneamento que provocaram um aumento do custo do tratamento da ordem dos 2.000.000€”.

Nota, entretanto, que “com este terceiro aumento consecutivo da tarifa de saneamento – 3,49% para 2019; 4,11% para 2020 e agora, com este aumento de 2,98 % para 2021, significa um aumento de 10,95%, isto é, quase 11%”, na factura da água que os munícipes pagam.

© GA!

Adelina Pinto que presidia à reunião, por impossibilidade de Domingos Bragança, dadas as suas funções na assembleia geral da Vimágua, defendeu que a empresa municipal “não tem aumentado as tarifas de água – e assim vai continuar até 2022 -“ acentuando a responsabilidade social da mesma, no apoio às famílias com tarifas sociais e ainda a famílias numerosas. Esclareceu que, em 2021, a Vimágua tem 7,5 milhões de euros para investir no reforço de redes.

Monteiro de Castro, contrapôs que “muitas dessas medidas que a Vimágua adopta foram impostas pela administração central”, deixando claro que “não está em causa o que está bem, mas tão só o que está mal”. E neste caso, é o não desagravamento da “factura da água”, que fez com que cerca de 8 milhões de euros fossem pagos pelos clientes como tarifa de saneamento. 

© 2020 Guimarães, agora!

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