25 de Abril: há um sentimento de pertença das forças políticas

A revolução de Abril, 47 anos depois, não deixou nenhuma força política de fora (da representatividade eleitoral municipal), acentuou o pluralismo, contribuiu para a coesão, alicerçando o alcance de uma data que é, afinal, de todos.


O 25 de Abril continua factor de coesão e de consenso na política local. Nenhum partido com representação na Assembleia Municipal, questionou a data, através dos seus representantes. Tal não significa que não se tenha olhado para o 25 de Abril de 1974 e seguintes, em jeito de retrospectiva, em forma de radiografia, ou em tons claros de reflexão.

Falar de Abril, entusiasma ainda os portugueses porque reconhecem naquele dia 25, como o primeiro dia da liberdade, da democracia, que marca o nosso presente e tenderá a acentuar a marca do futuro, apesar de naturais derivas totalitárias de pequenos grupos, que agitam bandeiras do populismo, para ferir de morte, uma revolução, hoje, apropriada por um amplo sector da sociedade portuguesa, da esquerda à direita.

No órgão mais democrático do poder local, sem tiranetes ou aprendizes de ditador, populistas, ou esquerdistas de algibeira, ouviu-se mais o lado do cidadão do que do político local, houve mais consenso do que divergência, com a partidarite a roçar o mínimo indispensável. E sempre com um olhar diverso mas coincidente, próximo e distante, aberto e não fechado. Um arco íris político que marca uma sociedade de tolerância, plural e democrática.

© Município de Guimarães

A sessão reflectiu a sociedade vimaranense: falaram mais homens do que mulheres, num 5-2 futebolístico; ouviram-se mais os nascidos antes do 25 de Abril do que depois, também noutro 5-2 de goleada; a cidadania ganhou expressão pelo consenso em torno da data; uns acentuaram a reflexão que se deve fazer sempre para que nada do que o 25 de Abril representou fique para trás; também houve quem optasse por retratar a data; e quem a visse como uma radiografia, onde se podem notar as doenças do sistema. E a enquadrasse num contexto global da nossa história.

Numa vertente mais local, o que se ouviu de partidarite foi menos do que o habitual, pois, o 25 de Abril deve ser de todos e não apenas de alguns. É bom que essa defesa se faça cada vez mais, por muitos, para que se evitem incursões extremas que possam fazer regressar o totalitarismo.

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