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Sábado, Janeiro 28, 2023

Em Guimarães há 41 PME de excelência – pelo menos até 2020

Economia

Cerimónia de consagração decorreu em Braga

Fernando e Paula Barbosa vieram “a correr” para Braga. Os proprietários da GuimaBombas, sediada em Vermil, estavam a sentir, em primeira mão, os efeitos da greve dos motoristas de matérias perigosas, que colocou o país na reserva entre 16 e 18 de Abril. “Tem sido muito duro, mas cá estamos”, contava Paula. “Não estamos relaxados”, acrescentou Fernando. Contudo, estavam ali para “receber um miminho”: pela terceira vez, conquistaram o estatuto PME Excelência 2018.

A distinção, atribuída pelo IAPMEI (Agência para a Competitividade e Inovação) desde 2009, teve este ano lugar no Altice Fórum Braga, no dia 17.O primeiro-ministro, António Costa, esteve presente na entregados galardões, assim como Pedro Siza Vieira (ministro-Adjunto e da Economia) e João Neves,secretário de Estado da Economia. Ao todo, foram premiadas 2378 empresas.

Mas a GuimaBombas, de importação de bombas automedidoras, não foi a única empresa do concelho vimaranense presente na cerimónia. Longe disso: durante um ano, prazo de validade para esta classificação, 41 negócios de Guimarães são PME de excelência. E há algumas que dão provas de longevidade, assinalando este ano datas redondas. Um desses casos é a Sebastião e Martins, que há quase quatro décadas se destaca na fabricação de papel e de cartão canelados. Quem representou a empresa de Santo Tirso de Prazins foi Miguel Martins, um dos administradores. E esta não foi uma estreia: “Já é o nosso oitavo ano consecutivo enquanto PME Excelência”, referiu o administrador da empresa, que valida o seu título ano após ano desde 2011.

Um sinal da “qualidade e serviço” da firma, como apontou Miguel, num concelho onde não falta concorrência. “No final dos anos 90, o têxtil e o calçado eram os principais mercados. Depois, tivemos de apostar na indústria alimentar”, explicou. “A entrada da China na Organização Mundial do Comércio”, em 2001, colocou alguns obstáculos à Sebastião e Martins; contudo, esta é uma “empresa que sempre deu lucro”. Ainda assim, a empresa familiar não quer ficar parada no tempo. “Temos de acompanhar as mudanças e estar em constante investimento”, disse Miguel. “Por isso, apostamos na evolução da maquinaria e automação, na área do IT [tecnologia de informação] e na reformação dos nossos funcionários”, apontou ainda.

Guimarães já foi “mais fértil” para negócios

Quem também se encontrava pelo Altice Fórum Braga era António Silva. “Sou o empregado mais responsável do Bolama”, dizia, em tom de piada, o homem-forte da cadeia de supermercados. Na opinião de António, o Bolama é “um bom primeiro emprego” para os “jovens da região”. A julgar pelo que o sócio-gerente das lojas Bolama disse, muitos terão passado por lá desde 2010, o primeiro ano em que o Bolama foi considerado uma PME de excelência. No ano passado, a empresa investiu num centro logístico situado em Ronfe, de modo a apoiar a distribuição para todas as lojas. “É tão grande quanto isto”,exclamou, apontando para a área onde decorreu a cerimónia.

Para António, não há “negócios fáceis”. Lurdes Leite partilhou a opinião, mas acrescentou: “Guimarães já foi muito mais fértil para alguns negócios.” Neste caso, o têxtil. A chefe de vendas da Fábrica de Etiquetas Silva, de Lordelo, veio receber a distinção, que “é sempre importante”. Ainda que reconheça a perda de fulgor do tecido industrial têxtil na região, Lurdes ressalvou que a empresa tem conseguido “bons resultados” desde o início, em 1987.

Os bons resultados de negócios como os de Lurdes não são, para Pedro Siza Vieira, “por acaso”. O ministro-Adjunto e da Economia frisou: aquelas 2378 são “verdadeiramente excelentes”. O número é “o maior desde o começo”, tendo existido um aumento “de 60% em quatro anos”. Este conjunto de PME também apresenta o quadro de maior autonomia financeira “de sempre”. Para António Costa, essa autonomia é resultado de “um casamento feliz entre bancos e empresas”. O primeiro-ministro sublinhou que o “país precisa de uma década” em que exista convergência com os valores financeiros da União Europeia.

Do número total de negócios premiados, 604 são de média dimensão, ao passo que 122 são microempresas. A maior parte, 1652, são empresas de pequena dimensão. Num todo, as 2378 PME de excelência são responsáveis “por um volume de negócios superior a 10 mil milhões de euros” e por mais de 86 mil postos de trabalho. Indústria (30,2%), comércio (25,4%) e turismo (19,8%) são as áreas em que a maior parte das empresas se inserem. Em Guimarães, o caso é diferente. A indústria têxtil é líder: 16 empresas do concelho foram premiadas. Já o comércio, a retalho ou por grosso, é a área de actuação de 9 PME de excelência vimaranenses. Empresas de calçado, cutelaria, construção ou restauração também foram galardoadas.

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Guimarães é o 3º concelho do distrito com mais PME de excelência

No que diz respeito a distritos, Braga é o 4º com maior concentração de PME (10,9%), numa lista liderada por Lisboa, Porto e Aveiro. Tem 240 PME de excelência. O concelho bracarense foi o que mais contribuiu: do total, 61 situam-se nesse município. Seguem-se-lhe Barcelos, com 56, e Guimarães (41), a fechar o pódio, mas por pouco: em Famalicão, há 40 PME de excelência. Esposende, Fafe, Vila Verde e Vizela também são casa de algumas das empresas premiadas no certame.

© 2019 Guimarães, agora!

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