Guimarães: uma terra de História, talento e ambição

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Os Vimaranenses trazem no seu ADN a coragem dos cavaleiros, a determinação dos conquistadores e a ousadia de quem nunca teve medo de abrir caminhos. Foi nesta terra que nasceu D. Afonso Henriques, o primeiro Rei de Portugal, e com ele a nação portuguesa.

Mas essa herança não pertence apenas ao passado. Continua bem presente no carácter das nossas gentes, na capacidade de trabalhar, empreender, superar desafios e transformar ambição em conquistas. Guimarães é uma terra de gente que não espera pelo futuro: ajuda a construí-lo.

Essa força revela-se diariamente nos empresários que investem e criam emprego, nos trabalhadores da indústria, do comércio e dos serviços, nos professores, investigadores, artistas e atletas, bem como nos dirigentes associativos e voluntários que, tantas vezes de forma discreta, dão vida às nossas instituições e comunidades.

Também fazem parte desta identidade aqueles que, não tendo nascido em Guimarães, escolheram este concelho para viver, trabalhar e criar os seus filhos. São Vimaranenses de coração, unidos pelo sentimento de pertença e pela vontade de contribuir para o presente e o futuro desta terra.

Importa igualmente reconhecer todos os autarcas e responsáveis políticos que, ao longo dos anos, serviram Guimarães com sentido de responsabilidade. Independentemente das suas opções partidárias, muitos deixaram contributos importantes para o desenvolvimento do concelho e para a afirmação da sua identidade.

O reconhecimento de Guimarães ultrapassa as fronteiras nacionais. A condição de Cidade Berço continua a despertar emoções e a criar laços com pessoas de geografias distantes. Um episódio recente demonstrou-o de forma particularmente tocante.

Durante o 54.º Encontro Nacional dos Expedicionários a Timor, que passou pela Casa do Lanceiro, Guimarães teve a honra de receber Pascoela Barreto Guterres dos Santos, primeira embaixadora de Timor-Leste em Portugal.

A emoção que sentiu ao visitar, pela primeira vez, o território onde Portugal nasceu foi marcante. Recordou que a Batalha de São Mamede, acontecimento associado à origem de Portugal, fazia parte das aprendizagens escolares em Timor-Leste. Um momento que nos recorda como a História de Guimarães continua presente na memória e no imaginário de outros povos.

Preservar essa herança exige, porém, mais do que recordar o passado. Exige pessoas com iniciativa, capazes de transformar a paixão em contributos concretos. É o caso de Cláudio Monteiro, residente na Vila da Feira e Veterano Lanceiro, que reuniu e trouxe para a Cidade Berço milhares de peças e artigos de militaria, contribuindo decisivamente para a criação do Museu Militar Casa do Lanceiro, um espaço dedicado à preservação do património e à divulgação do glorioso passado militar português e da unidade de elite da cavalaria portuguesa.

O espírito Vimaranense também se manifesta na força das suas freguesias e das suas tradições. Está nas festas populares, nas romarias, nas bandas filarmónicas, nos ranchos folclóricos e nas tradições transmitidas de geração em geração. Está igualmente nos grupos de teatro, nos concertos, nas exposições e nas inúmeras iniciativas culturais que enriquecem a vida das nossas comunidades.

Este património coletivo é construído e preservado pelas associações, pelos artistas e pelas populações locais. É fundamental continuar a valorizá-lo, renová-lo e aproximá-lo das novas gerações, garantindo que as tradições não ficam limitadas à memória, mas continuam a fazer parte da vida de Guimarães.

“Queremos todos em 2028 receber mais pessoas, proporcionar experiências de qualidade e criar oportunidades para a economia local.”

Também o turismo representa uma oportunidade importante para o concelho. Guimarães é frequentemente destacada pela comunicação social internacional como um destino de qualidade, reconhecimento que confirma o seu potencial e a capacidade de atrair visitantes. Queremos todos em 2028 receber mais pessoas, proporcionar experiências de qualidade e criar oportunidades para a economia local. Mas queremos fazê-lo sem perder a autenticidade, sem descaracterizar o nosso património e sem comprometer aquilo que torna Guimarães única.

Cada Vimaranense tem um papel nesta afirmação coletiva: acolher bem, valorizar o que é nosso, preservar a nossa identidade e participar ativamente na construção de uma terra cada vez melhor.

É neste contexto que 2028 assume um significado muito especial. Neste ano assinalam-se os 900 anos da Batalha de São Mamede, uma data de enorme importância para a identidade vimaranense e para a História de Portugal.

Para os Vimaranenses, não existem dúvidas quanto ao significado histórico e simbólico deste acontecimento: foi aqui, na Cidade Berço, que nasceu Portugal e onde nasceu o seu primeiro Rei, D. Afonso Henriques, figura maior da nossa História.

Ao longo dos séculos, esta memória foi preservada pela tradição popular e acompanhou a própria história do país, atravessando diferentes regimes e gerações. Por isso, as comemorações dos 900 anos da Batalha de São Mamede, o Dia Um de Portugal, devem ser muito mais do que uma evocação histórica. Devem constituir uma oportunidade para afirmar o legado de Guimarães, transmiti-lo às novas gerações e projetar a Cidade Berço no país e no mundo.

Esta celebração deve envolver toda a comunidade, mobilizar instituições, associações, empresas, escolas e cidadãos. Afinal, a História não se preserva apenas com cerimónias: preserva-se com conhecimento, participação, orgulho e capacidade de transformar o passado numa inspiração para o futuro.

Guimarães tem uma História extraordinária, um património que importa defender e, acima de tudo, pessoas com talento, determinação e ambição. Honrar o que recebemos das gerações anteriores é assumir a responsabilidade de continuar a fazer acontecer.

Porque Guimarães não é apenas a terra onde Portugal nasceu. É uma terra que continua a ter muito para dar a Portugal e ao mundo. Com coragem, trabalho, confiança e ambição, saibamos estar à altura da nossa História e construir o futuro que Guimarães merece.

© 2026 Guimarães, agora!


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