Há medidas que podem ser aplicadas para que estas inundações não provoquem tantos prejuízos materiais e monetários, na Veiga de Creixomil.
A CDU, apresenta-as, depois de uma visita por aquele espaço verde e agrícola, acossado por inundações, cada vez mais frequentes, obrigam o poder político “a orientar opções para a protecção da população”.
Reconhecendo que “as bacias de retenção confirmam-se como contributo para limitar as inundações nas zonas baixas da cidade, como Couros, servindo para proteger pessoas e bens, proteger os comerciantes, os habitantes e o património cultural da cidade” e que Guimarães que celebra o título de Capital Verde Europeia, “é de todos a responsabilidade de tornar o território ecologicamente sustentável, contribuindo com propostas e estando atentos às necessidades do concelho nas diversas áreas”.
“Ouvimos há quase um mês os mais diversos especialistas a afirmarem que as medidas e as falhas estão identificadas.”
Crítica “as medidas que constam dos Planos de Mitigação e Adaptação às Alterações Climáticas, pois, não se concretizam na velocidade exigida, e por isso, ouvimos há quase um mês os mais diversos especialistas a afirmarem que as medidas e as falhas estão identificadas”. No entanto, salienta, “continuamos com opções políticas que não querem investir nas mesmas”.
E identifica o Laboratório da Paisagem na Veiga de Creixomil, como “uma zona de risco elevado de inundação, uma área de planície aluvial, com solos frequentemente inundáveis e erodíveis, como está classificado no PDM, banhada pelo rio Selho”. E onde se notam os prejuízos, de 650 mil euros, causados pelas chuvas, nomeadamente com infiltrações no seu interior.
As medidas que a CDU propõe e que constam do roteiro ‘Viver Melhor na Nossa Terra’, são:
- Barreiras artificiais à circulação da água:
“Foram identificadas diversas barreiras artificiais que impedem a corrente e o escoamento da água, tais como, a exigência da limpeza e assoreamento do segundo arco da Ponte Medieval da Pisca;
A possível e necessária elevação da ponte de madeira que se encontra no Corredor Verde, apesar de admitirmos que esta ponte tenha que corresponder à função actual, que é a de se encontrar um percurso pedonal e ciclável, seria importante rever a altura desta estrutura para tornar o rio mais fluído;
Barreiras de pedra que são utilizadas para o regadio, mas que não permitem a circulação da água, transformando-se, num curto espaço, em mais uma barreira, que leva à acumulação da água de forma mais célere”.
- Transformação do lado oposto ao Laboratório da Paisagem:
“Ao longo dos anos este terreno foi utilizado para a colocação de terras que permitem que fique nivelado pela estrada nacional. No entanto, este nivelamento fez com que o terreno ficasse mais elevado relativamente ao terreno onde se encontra instalado o Laboratório da Paisagem. Desta forma, a água que corre no rio a grande velocidade e com um caudal excepcional apenas se pode estender para o lado do edificado;
Seria necessário fazer um canal de segurança ao longo da margem direita do rio entre a ponte da Pisca e a ponte românica e baixar o muro desta margem em relação ao Laboratório da Paisagem. Em caso de enchente a água galgaria o muro da margem direita sendo distribuída pelo canal do lado oposto ao Laboratório salvaguardando o espaço e os bens materiais”.
- Encaminhar a corrente do Rio Selho:
“Perto do viaduto seria também possível encaminhar a corrente do rio para o lado direito, criando uma conduta que fará com que parte da água seja encaminhada por um canal de retenção, fazendo com que o caudal do rio perca força e dimensão”.
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