A iniciativa é da Muralha, Associação de Guimarães para a Defesa do Património e realiza-se no Sábado, dia 12 de Setembro, pelas 11h00.
Miguel Bastos e António Amaro das Neves vão contar estórias sobre a Torre da Alfândega, mergulhando na história de Guimarães e da muralha que é marca turística com o ‘Aqui Nasceu Portugal’; Miguel Melo e Margarida Morais falarão do projecto de reconstrução e abertura da Torre para fruição pública.
“A defesa muralhada de Guimarães começa a ganhar forma no século XIII, no tempo de D. Sancho I.”
Num comunicado da Associação de Guimarães para a Defesa do Património, salienta-se que “a defesa muralhada de Guimarães começa a ganhar forma no século XIII, no tempo de D. Sancho I”, ganhando, posteriormente “a dimensão e imponência de uma verdadeira fortificação”.
Ao longo da história de Portugal, vários monarcas confrontaram-se com esta Torre. “D. Dinis foi o rei que deu um impulso decisivo àquela estrutura defensiva, com uma cerca completa que abraçou a vila alta e a vila baixa, mais tarde unificadas por D. João I. O Mestre de Avis mandou guarnecer a muralha com torres e ameias e terminou com a separação muralhada das duas vilas” – refere a Muralha.
Noutro passo do comunicado, há mais pormenores sobre como “as torres foram sendo construídas” e as funções que tinham de vigilância e controlo de entradas nas portas que davam acesso à cidade muralhada.
Com o crescimento do burgo, as torres e a própria muralha foram perdendo a sua utilidade e a maioria das torres ruíram e desapareceram (à excepção da Torre da Alfândega).
A muralha existente passou a ser um exemplo de resistência e “foi sendo apropriada para servir de encosto e suporte para várias construções que foram surgindo ao longo da história da cidade. Noutros casos, a muralha e as suas torres foram simplesmente destruídas e as suas pedras usadas para outras construções”.
São episódios como este que Miguel Bastos e António Amaro das Neves recordarão sobre a Torre da Alfândega que abriu ao público, depois de recuperada, a 3 de Agosto de 2024, constituindo uma importante “varanda” sobre a cidade e permitindo a fruição daquele espaço por parte dos vimaranenses e de quem nos visita.
A Torre da Alfândega é a única das torres que sobreviveu ao tempo. E deve o nome que hoje tem advém do facto de perto dela se ter erguido a Alfândega de Guimarães, quando antes era conhecida por Torre das Biscaias.
“Aquela torre é, e sempre foi, uma torre sem porta de entrada, embora permitisse vigiar outras portas de entrada no burgo velho.”
No mesmo comunicado da Muralha escreve-se que “aquela torre é, e sempre foi, uma torre sem porta de entrada, embora permitisse vigiar outras portas de entrada no burgo velho”.
Outra curiosidade: a Torre da Alfândega ostenta uma das mais felizes e curtas frases que define Guimarães: ‘Aqui Nasceu Portugal’. A frase que surgiu numa conferência de Agostinho de Campos, a 28 de Setembro de 1927, na Sociedade Martins Sarmento, e que mais tarde, haveria de ganhar a dignidade de símbolo que hoje tem após a sua inscrição na Torre da qual se fará a visita.
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