Ricardo Costa tem vindo a fazer a defesa do passado socialista, de 30 anos, na gestão municipal. Muito tarde… já que olvidou esse passado no período de antes das eleições. Segundo alguns dos seus críticos no partido, a defesa do legado de Domingos Bragança teria dado mais votos que até podiam evitar a saída do poder nos órgãos autárquicos de Guimarães, com as consequências que se conhecem.
Tentando remediar essa situação, o candidato do PS que se opôs a Ricardo Araújo faz do passado que rejeitou, a arma da sua acção política, no presente e no pós-eleições de 2025, deixando no arquivo as suas propostas eleitorais com que se apresentou ao eleitorado. E com as quais era suposto combater o actual presidente da Câmara.
Nesta saga de dar brilho ao legado de Domingos Bragança – que os eleitores colocaram na mão de Ricardo Araújo -, Ricardo Costa tem uma agenda que usa sistematicamente para apoucar a política dos homens e mulheres contra quem perdeu e cuja consequência máxima levou o PS para fora do poder.
Mas à medida que evoca esse passado, mais se acentua a divisão do PS que resultou dessa trágica mudança interna que esfrangalhou a secção local em várias fatias e facções.
“A memória do mandato de 2021/2025, em formato de revista, habitual ao longo dos 30 anos, não foi mostrada aos eleitores.”
Esta corrida contra o tempo – que não voltará atrás – Ricardo Costa deixa o flanco aberto porque desse passado pouco se recorda. A memória do mandato de 2021/2025, em formato de revista, habitual ao longo dos 30 anos, não foi mostrada aos eleitores.
Foi ignorada, não utilizada em campanha eleitoral e quem tirou proveito disso foi a coligação ‘Juntos por Guimarães’ e o seu candidato à Câmara agora, no comando do poder e líder da administração em Santa Clara.
Ricardo Araújo nunca poderia rejeitar esse passado (de obras) que votou, de forma unânime enquanto vereador da oposição e que depois de eleito presidente da Câmara só podia prosseguir e inaugurar, numa continuidade natural e responsável.
Aliás, o passado que Ricardo Araújo executa tem mais de si – votou a favor no tempo de oposição e executou-o agora, para o concluir – do que de Ricardo Costa, por estar fora da vereação e por se ter desligado de Domingos Bragança, querendo fazer vingar as suas ideias e projectos que os eleitores não acomodaram no seu voto.
A política local está assim, alimentada por um passado que desune no presente os dois Ricardo’s, mais a favor do actual presidente da Câmara porque para além de executar o que vem de trás ainda tem tempo para preparar o futuro com as suas ideias… o que não acontece com o actual PS e com Ricardo Costa que navegam à vista…
Ver mais: Reunião de Câmara
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