Habitação: um passado que todos rejeitaram alimenta a actualidade política

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O passado e presente autárquico continuam a provocar ondas de choque (político) entre a coligação ‘Juntos por Guimarães’ e o PS. Agora, é na Habitação.

E, entretanto, Domingos Bragança vai às inaugurações a convite de Ricardo Araújo, de obras municipais que começaram no passado – e antes de Outubro 2025 – e que agora ficaram concluídas com a administração do PSD e CDS-PP no poder.

Quando Ricardo Araújo se prepara para lançar, amanhã, a primeira pedra da construção de 75 habitações sociais, integradas no ‘1.º Direito’ – um programa da administração central – o vereador do PS, Ricardo Costa,  aproveitou o período de antes da ordem do dia, da reunião de Câmara, de hoje, para lembrar que “esse símbolo inaugural tem uma história”. E só “seria possível daqui a um ou dois anos”, se fosse um processo novo.

E lembrou que “nem tudo correu bem (ao PS) no mandato anterior na área de habitação”. E rebuscou até a deliberação sancionada pela Assembleia Municipal sobre as mesmas habitações e com o mesmo promotor.

O Partido Socialista inseriu a habitação na agenda política quando a Câmara inicia a concretização de projectos. © Direitos Reservados

Ricardo Araújo, ironizou com a frase do seu opositor nas eleições de que “nem tudo correu bem” para o desafiar a dizer, afinal, “o que correu bem na política de habitação?”, replicando que “o balanço é zero”. Acusou mesmo, o PS de nada fazer “e não foi só por incompetência” mas por uma razão simples: “A habitação não era uma prioridade política”.

Numa crítica global a um PS que se dizia “amigo e defensor dos pobres” que não tomou “medidas para apoiar o arrendamento”, Ricardo Araújo lembrou que isso aconteceu quando “Guimarães precisava tanto de habitação social”.

“Vou querer ser avaliado pelo número de casas que serão colocadas no mercado, para os vimaranenses, nem sequer pelo número de primeiras pedras que possa lançar ou pelo número de procedimentos” – ripostou Ricardo Araújo à intervenção do seu homólogo.

“Não vou ficar de braços parados se alguma coisa correr mal na tramitação do procedimento administrativo dos concursos que serão lançados.”

E fez uma promessa solene: “Não vou ficar de braços parados se alguma coisa correr mal na tramitação do procedimento administrativo dos concursos que serão lançados”. Um remoque ao passado do PS, na Câmara, que face a erros e dificuldades agiam como “se tudo estivesse bem”… dizendo que assumiria “os erros” e até que os corrigiria.

Ricardo Costa insistiria a falar de habitação, para criticar o seu adversário político de “não ter uma uma ideia e um projecto de cidade”, retomando questões levantadas na Assembleia Municipal (AM), nomeadamente a falta de esclarecimentos sobre o concurso de 320 habitações, já deliberado e cujos prazos, das duas primeiras fases, se esgotaram. O presidente da Câmara repetiu o que disse na Sexta-feira, na AM, de que em Novembro fará uma avaliação global. Acrescentou que, hoje, mesmo, “a Câmara já tinha recebido mais duas propostas de promotores interessados neste concurso”.

Ver mais: Opinião do Director

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