O Centro Cultural Vila Flor (CCVF), em Guimarães, recebe, a 30 de Setembro, a formação ‘Barreiras à participação cultural’, orientada por Maria Vlachou, da Acesso Cultura.
Os beneficiários da iniciativa são profissionais do sector cultural. E o que está em causa são os obstáculos físicos, sociais e intelectuais à participação e sobre o papel das organizações culturais na construção de práticas mais inclusivas.
Os profissionais do sector cultural têm hoje maior consciência da existência de barreiras (geralmente, apenas as físicas) no acesso aos espaços culturais. Indo mais além da vertente física (como rampas e casas de banho adaptadas), nesta formação serão abordadas múltiplas outras questões para que os agentes culturais possam ter uma visão mais holística da “acessibilidade” (e também “inclusão”) e que tenham consciência das barreiras, sociais e intelectuais, navegando por matérias como o entendimento do que é a participação cultural, os vários públicos a que se dirige e as possíveis barreiras existentes para com os mesmos, e a definição dos responsáveis por garantir esse acesso.

A Oficina lembra que “num sector em que se questiona o interesse pela cultura em Portugal” (como aborda o Inquérito às Práticas Culturais dos Portugueses da Fundação Calouste Gulbenkian – 2022), é desejado que a visão dos agentes culturais possa ser mais holística englobando uma consciência reforçada no que respeita à “acessibilidade” (e também à “inclusão”). Algo também abordado na publicação Atlas Artístico e Cultural de Portugal da Direcção-Geral das Artes que, em 2024, trouxe mais matéria para pensar as barreiras à participação cultural.
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