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Guimarães
Terça-feira, Fevereiro 7, 2023
Vítor Oliveira
Vítor Oliveira
Tem 40 anos e atualmente é Chefe de Gabinete do Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, depois de ter exercido funções de Adjunto entre 2013 e 2017. Licenciado em Comunicação e Pós-Graduado em Economia Social, foi seis anos Docente Assistente Convidado no Instituto Superior de Línguas e Administração (ISLA) e Diretor Executivo do CyberCentro de Guimarães durante onze anos. Entre 1996 e 2002, trabalhou como jornalista na Empresa Gráfica do Jornal “O Comércio de Guimarães” – GUIMAPRESS e no portal “Diário Digital”.

25 anos a lidar com a diferença

A Associação de Paralisia Cerebral de Guimarães (APCG) inicia o programa de comemorações do seu 25º aniversário no primeiro dia de junho. Simbolicamente, no Dia da Criança, utentes, familiares e amigos vão celebrar o quarto de século de uma instituição que se bate por promover a melhoria da qualidade de vida da pessoa com paralisia cerebral. Ao jantar de aniversário deste sábado, seguem-se um Acampamento (19 a 21 julho), um espetáculo de Dança Inclusiva (26 julho), a habitual caminhada solidária em setembro (dia 15), um programa específico de Jogos Com Barreiras (18 outubro), a Gala dos Afetos (19 outubro) e uma Sessão Solene a 20 de outubro, data em que se celebra o Dia Nacional da Paralisia Cerebral. Um vasto programa que pretende assinalar o papel fundamental da APCG que, ao longo dos anos, em estreita parceria com o Município de Guimarães, foi criando vários equipamentos de apoio às pessoas com paralisia cerebral e outras situações neurológicas. Um ombro social determinante para as famílias que, deste modo, têm na APCG um braço estruturante que cria condições para aumentar a participação na vida social da pessoa portadora de deficiência. Ao completar 25 anos, a nossa APCG tem novos projetos. E precisa, também, do cidadão comum. Do vimaranense solidário, como somos. Os tempos são duros, é verdade, mas são muito mais duros ainda para quem, ao nascer, foi marcado por uma circunstância de parto, de infeção, de negligência… Nada custa mais do que a insensibilidade e a indiferença. Nada mais dói do que ver uma criança chorar em esforço por tentar fazer um movimento tão simples como deslocar um pé e não conseguir, por não respeitar a ordem do cérebro. Todos nos lembramos dos nossos filhos a correr, pela primeira vez, atrás de uma bola. Temos em mente a primeira queda, o trambolhão ou o passo atabalhoado no processo natural de descoberta do ser humano. Faz parte da nossa memória. Há, contudo, pais que nunca experimentaram essa sensação e estão em dor constante, lá no fundo. Lutando contra moinhos de vento, procuram descobrir outras felicidades. Em família. É lá que o sorriso está sempre pronto a rasgar. E onde a alegria ilumina o rosto. Às vezes, basta a atitude de um simples gesto, porque sensibilizar tem o seu tempo. Também demora. Como demora ver desembrulhar (devagar) uma surpresa oferecida a uma pessoa com paralisia cerebral. No final, o prazer da conquista é muito maior…

© 2019 Guimarães, agora!

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