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Guimarães
Quarta-feira, Fevereiro 28, 2024
Sérgio Gonçalves
Sérgio Gonçalves
Licenciado em engenharia de sistemas informáticos pela UMinho e doutorado pela Universidade de Vigo na área de sistemas inteligentes e inteligência artificial. Foi adjunto do gabinete de apoio à vereação na CM de Guimarães entre 2013/2021 com responsabilidades nas áreas do desporto, desenvolvimento económico, modernização administrativa e sistemas de informação com relevância em temáticas como as cidades inteligentes e digitalização. Presidente da ADCL, entidade que tem uma elevada contribuição para o desenvolvimento social do vale de S.Torcato e de todo o concelho de Guimarães.

2024

Entramos num novo ano, uma nova realidade ou a continuação da mesma que nos deixa em 2023. Este ano com mais um dia que nos permite realizar projetos e abraçar novos desafios.

É já um lugar-comum elencar uma série de resoluções que nos dão alento para enfrentar um ciclo de 366 dias.

Uma avaliação no final do ano transato, deveria ser o ponto de ordem para que as novas resoluções sejam elas eficazes e exequíveis. Algo que na maioria das vezes não fazemos.

Em 2024 teremos importantes decisões a tomar. Condicionados no nosso dia a dia por eventos que não controlamos, como são as terríveis guerras para as quais não se vislumbra uma solução, teremos nas nossas mãos uma capacidade enorme e forte de decidir o nosso futuro. O nosso voto. É a forma mais pura de, em democracia, exercer um dever cívico que molda o dia de amanhã.

Observando pela perspetiva negativa, é triste que muitos cidadãos não tenham a consciência da importância deste ato. Mas tenhamos esperança de que uma mudança de mentalidade seja gradualmente realizada e, não tenhamos necessidade de passar pela aprovação desse direito (como os nossos antepassados), para darmos o devido valor à democracia.

Pela perspetiva positiva, a participação é importante e traz sempre a valorização da democracia e comporta em sim também um reforço da cidadania e do controlo das ações realizadas pelas lideranças eleitas.

O crescimento económico, a coesão social, só fazem sentido se existir planeta.

Em 2024 trará consigo eventos que terão impacto diretamente no nosso ecossistema, as alterações climáticas são um dado inegável, ainda que repetidamente existam setores que à boleia de uma selvagem visão económica, acenem com argumentos que comparados com o bem-estar do planeta não são aceitáveis. O crescimento económico, a coesão social, só fazem sentido se existir planeta. Teremos de fazer um esforço por aceitar que os sacrifícios, são na realidade um investimento no futuro e na nossa existência. A expressão “Não há planeta B”, é, talvez, desajustada aos tempos que vivemos, porventura o planeta A está mesmo em risco.

Correm rápidos os dias, entre notícias mais ou menos mediáticas e que nos absorvem sem que tenhamos muitas das vezes o espaço necessário para parar e pensar.

Os inúmeros estímulos, caem em cima de nós sob a forma de notificações que, sem que tenhamos consciência, desviam o foco do essencial.

Esta reflexão surge no contexto eleitoral e de pré-campanha, onde as ideias e projetos de desenvolvimento tendem a ser descurados, colocados em segundo plano, dando primazia aos títulos mediáticos, que na sua grande maioria, não contribuem para o esclarecimento.

Pensar, refletir, pesquisar e juntar ideias e argumentos exige esforço e deve ser fomentado. Só assim teremos o discernimento e a capacidade de realizar as escolhas mais acertadas.

Não tenhamos ilusões, os malabarismos semânticos, os argumentos falsos e a mentira andam por aí. Sempre andou. Está mais ativa que nunca numa sociedade digital, onde a informação circula a uma velocidade incrível.

É da responsabilidade de cada um de nós olhar para a história e não permitir de todo que os maiores erros sejam, de novo, cometidos.

© 2024 Guimarães, agora!


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