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Segunda-feira, Março 4, 2024

Greves nas escolas: situação causa “desassossego” ao executivo municipal

Economia

O vereador do PSD, Bruno Fernandes, mostrou-se preocupado com a situação da greve de docentes e não docentes e questionou o papel do Executivo camarário. A vereadora da Educação, Adelina Paula Pinto, garante que o município “nunca esteve presente em nenhum fórum de discussão” acerca do novo modelo de contratação de professores.

Na reunião de Câmara desta Quinta-feira, o vereador da oposição, Bruno Fernandes, interpelou o executivo do PS acerca da situação de greve nas escolas, em particular, o “impacto” que a luta está a ter no dia-a-dia das escolas. O social-democrata quis “perceber se a autarquia, naquilo que são as suas competências, pode minimizar o impacto que esta luta dos professores está a ter”.

Por outro lado, saber se um dos motivos da luta dos professores, a da transferência dos concursos nacionais para municipais, “está a ser discutido na esfera intermunicipal e na esfera municipal e saber a posição do Município”. Ainda assim, Bruno Fernandes reitera que “desejando que os professores atinjam os seus objectivos”, a “preocupação” da oposição “é com os alunos”.

📸 Direitos Reservados

“Precisamos de voltar a ter algum sossego na escola para bem de todos nós.”

A vice-presidente da Câmara e responsável pelo pelouro da Educação, Adelina Paula Pinto, reconhece as preocupações da oposição. “Enquanto vereadora da Educação tenho, obviamente, uma grande preocupação porque tivemos dois anos de pandemia e agora temos uma série de questões que estão a desassossegar a escola”. A socialista admite “toda a legitimidade” e “validade” da luta dos professores e não docentes mas diz que “precisamos de voltar a ter algum sossego na escola para bem de todos nós”.

“Temos sempre defendido este direito à greve que os professores têm.”

Quanto ao papel do executivo camarário, Adelina Paula esclarece que “o Município tem aqui um papel muito reduzido”. “Temos sempre tentado acalmar pais e encarregados de educação que vêm junto de nós com as suas preocupações, nomeadamente dos miúdos mais pequenos. Portanto, temos sempre defendido este direito à greve que os professores têm”, assegura a vereadora.

Adelina Paula Pinto atesta que o Município “nunca esteve presente em nenhum fórum de discussão que se colocasse em cima da mesa que, de alguma forma, fossem os municípios a fazer a contratação de professores em qualquer que fosse a fase de contratação”. Acrescenta, ainda que “nunca foi” intenção do executivo camarário, “nunca foi vontade” e, portanto, não percebe de onde aparece esta questão. Explica que há, efectivamente, um conselho de directores mas que “nada tem a ver com o Município”.

“Aquilo que foi transferido para o Município no âmbito da descentralização de competências são áreas absolutamente funcionais. São os pagamentos das instalações, as obras, a água, o gás, a electricidade, são os produtos de limpeza. Portanto, não há nenhuma transferência que tenha a ver directamente com a parte da aprendizagem ou do currículo e nunca esteve em cima da mesa”, esclarece.

📸 GA!

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