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Segunda-feira, Fevereiro 6, 2023

Selectiva Moda e Citeve mostram ao mundo sustentabilidade do têxtil português

Economia

A Associação Selectiva Moda e o Citeve, levaram até à Heimtextil, na Alemanha, o iTechStyle Green Circle, onde mostraram a sustentabilidade dos produtos têxteis portugueses.

Tinham formas femininas e um formato de vestuário, de cores diversas, mas os vulgares produtos de têxtil-lar – lençóis, felpos, edredões e colchas – encheram-se de vida e mostraram-se com formas esbeltas, querendo evidenciar que Portugal continua na linha da frente da criação de produtos com sustentabilidade.
Braz Costa, director-geral do Citeve, sublinhou “a capacidade portuguesa” para produzir com sustentabilidade peças de têxteis-lar que são exemplo para outros países, numa altura em que ser sustentável é opção e objectivo para empresas e empresários que querem colocar no mercado produtos amigos do ambiente.

E daí surgiu o projecto de mostrar o iTech português vestido de “verde” e aplicado aos têxteis-lar. Uma tarefa que a Selectiva Moda (ASM) tem conseguido levar às feiras mais importantes da moda, têxtil-lar, desporto, protecção individual e automóvel.
As empresas que na concepção dos seus produtos apresentem um grau acentuado de sustentabilidade e ou de economia circular (reciclados) passam a integrar um stand especial nas feiras do mercado internacional.
No processo de selecção, são verificadas as características de sustentabilidade pela certificação e a utilização de recursos renováveis, redesenhados ou reutilizados, de modo a garantir a diferenciação e a inovação, e tornar-se membro do iTechStyle Green Circlesustainability showcase.

“Há um enorme conjunto de empresas, com capacidade e vontade de competir nos mercados internacionais com produtos de aguerrida sustentabilidade.

É com estes produtos, à guarda do Citeve, durante 14 meses, que é constituída a montra que percorre as várias feiras, com os produtos portugueses desenvolvidos por designers convidados.
O director-geral do Citeve, reconhece que no têxtil-lar “há um enorme conjunto de empresas, com capacidade e vontade de competir nos mercados internacionais com produtos de aguerrida sustentabilidade”, utilizando materiais amigos do ambiente. E sublinha que “a sustentabilidade passou a ser um argumento de venda e uma vantagem competitiva das empresas portuguesas exportadoras”.

Na maior feira de têxtil-lar do mundo o iTechStyle Green Circle fez uma grande estreia – após a sua apresentação no Modtíssimo – suscitou curiosidade, não apenas pela aparência – a utilização de tecidos com que se fazem lençóis, colchas, edredões e felpos em silhuetas de mulheres como pelas suas cores e também pela inovadora apresentação, uma vez que cada mulher se movia, ainda que no mesmo sítio, num bailado, de roda, que permitia ângulos diversos de visão.

© Direitos Reservados

Este conceito, é no entender de Braz Costa, “uma forma de Portugal mostrar ao mundo que dá cartas no têxtil-lar pelo que faz e sabe fazer, nos produtos que produz e vende”. “Neste momento – afirma com convicção – os produtos portugueses de têxtil-lar estão na vanguarda da sustentabilidade”. E explica porquê: “a sustentabilidade pressupõe um trabalho ao nível de investigação, inovação e desenvolvimento de produto, ou porque as matérias primas usadas tem origem renovável, logo sustentável, ou porque os processos de acabamento não utilizam produtos químicos”. E, também, porque “na sua produção há cada vez menos consumo de energia, de água e menos recurso a matérias primas de origem fóssil”.

“A sustentabilidade pressupõe um trabalho ao nível de investigação, inovação e desenvolvimento de produto, ou porque as matérias primas usadas tem origem renovável, logo sustentável, ou porque os processos de acabamento não utilizam produtos químicos.”

Ou seja, a sustentabilidade do têxtil português eleva-se por um desejo de ter um produto que seja apreciado pelas suas origens e pelo seu processo de produção, logo colocando-se no mercado internacional, com argumentos de maior competitividade, cada vez mais apreciados pela sua qualidade ambiental, pela economia do produto em si, o que é bom para a economia portuguesa no geral.
Ao produzir com sustentabilidade, as empresas portuguesas estão a resolver os problemas de agressão ao ambiente para os quais se têm de encontrar soluções, mais cedo ou mais tarde.

Neste novo processo de produção, as empresas assumem um risco: o de investir no desenvolvimento de produtos que podem não ter resultados palpáveis. Braz Costa, entende que o Estado deve ajudar as empresas com os sistemas actuais e disponíveis como com outros a criar, de modo que o caminho da sustentabilidade não tenha retrocessos. E revela: “estamos a negociar linhas de desenvolvimento que permitam fazer uma antecipação tecnológica, um pouco antes de ser adequado que sejam as empresas a fazê-lo”.

No iTechStyle Green Circle, exibido na Heimtextil, em Frankfurt, o destaque vai para as empresas de Guimarães que figuraram em grande número nesta montra de sustentabilidade.

  • A. Ferreira & Filhos, S.A. (Vizela)
  • Allcost – Têxteis para a Hotelaria, Ldª. (Guimarães)
  • António Salgado Cª, Ldª. (Guimarães)
  • Empresa Industrial Sampedro (Guimarães)
  • Estamparia Têxtil Adalberto Pinto da Silva, S.A. (Santo Tirso)
  • Lameirinho Indústria Têxtil, S.A. (Guimarães)
  • Moretextil Group (Guimarães)
  • Neiperhome, S.A. (Guimarães)
  • Têxteis J.F. Almeida, S.A. (Guimarães)
  • Têxteis Penedo (Guimarães)
  • Tintex Textiles, S.A. (Vila Nova de Cerveira)

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