Mundial de Tiro ao voo em Pevidém

484 atiradores disputaram campeonato

Depois de 2011, Guimarães e Pevidém voltaram a receber, em 2019, os melhores atiradores do tiro em voo, modalidade olímpica, que em versão de arma de caça é uma das modalidades desportivas com mais apaixonados. Porém, em data anterior, outro campeonato do mundo realizou-se em Guimarães pelo que este é o terceiro sob a égide do Clube Industrial de Pevidém.

Ambas as edições são históricas e ainda recentes porque evidenciaram a capacidade organizativa do CIP que, contra ventos e marés, mantém-se como clube activo na prática da modalidade onde ainda têm mais campeões do mundo – Eduardo Jordão – por sinal figura presente – ainda que discretamente – na plateia desta edição, e Daniel Teixeira ganhador em 2018.

Por força destas realizações, o Clube de Pevidém ostenta no seu palmarés, o estatuto de clube organizador de excelência com elogios sucessivos que vai recebendo após cada prova pelos vários participantes de todo o mundo, facto que é reconhecido pelas federações nacionais e estrangeiras.

Outro sintoma da excelente organização a que devota a sua missão de entidade organizadora, é a procura sentida na participação deste campeonato por atiradores de todo o planeta. Este ano, foram inscritos e participaram na disputa dos vários troféus e provas, 484 atiradores, de 18 países diferentes: 153 de Portugal, 116 de Espanha, 55 de Itália, 45 do México, 44 da Argentina, 24 do Brasil, 16 dos Estados Unidos, 11 da França, 5 de Inglaterra, 3 da Colômbia e 3 do Uruguai, 2 da Áustria e do Egipto e um de Andorra, Bélgica, Lichtenstein, Marrocos e San Marino.

O campeonato do mundo de Pevidém foi o 83º da história da FEDECAT – Conselho Mundial de Federações Desportivas de Caça e Tiro – tornando-se num dos campeonatos com maior evidência no âmbito da Federação Portuguesa de Tiro com Armas de Caça.

Manuel Melo, presidente actual do CIP sublinhou o esforço feito pelo clube na promoção desta prova “não nos pouparemos a esforços e canseiras” salientando que para além da “recepção digna e calorosa” os atiradores “encontrarão provas de tiro de alto nível bem organizadas”.

De facto, o campeonato decorreu sem incidentes organizativos e a expectativa de um bom campeonato cumpriu-se mesmo em termos desportivos.

Primeiro, porque aqui nasceu um novo campeão do mundo – o espanhol Miguel Sanchez -; Guimarães e Pevidém – na melhor tradição do clube – contou com um concorrente jovem – Alberto Lopes Junior, no pódio, num honroso 3º lugar; a participação feminina pode ter sido das melhores dos últimos campeonatos não apenas em número de “damas” atiradoras, como pelos prémios recolhidos, com a equipa portuguesa a tornar-se campeã. Os atiradores de outros países revelaram-se mais eficazes do que os portugueses, obtendo resultados desportivos bem melhores em quase todas as provas.

Curiosamente, no campeonato do mundo, o pódio foi ocupado por um espanhol (1º) e por dois portugueses, André Lopes foi 2º e Alberto Lopes Junior foi 3º. Em 2020, o Clube Industrial de Pevidém, volta a organizar uma prova internacional, agora o Campeonato da Europa.

Impacto económico reconhecido – Importante para mostrar Guimarães turístico

O campeonato do mundo de Tiro ao Voo não é um acontecimento menor. Para além de ser uma das provas desportivas com mais participantes e com uma exigência imperceptível, é também um catalisador de interesses económicos, sociais e turísticos.

Economicamente, mobiliza o sector da hotelaria e restauração, durante quase 10 dias, pelo conjunto de provas que se concentram à volta da prova rainha. Guimarães recebe a quota maior de participantes e familiares mas ainda sobram clientes para os concelhos vizinhos de Porto, Braga e Póvoa de Varzim, onde se alojaram.

O Clube Industrial de Pevidém reconhece – sem fazer contas – que o campeonato do mundo que organiza é uma mais valia – ainda que sazonal – para a região e sente o impacto deste contributo pela azáfama que se nota no conjunto de provas que se vão disputando nesta semana frenética. Do ponto de vista turístico, Guimarães espalha-se por vários continentes, da Europa, à América, e África. Acentua o seu carácter de cidade europeia porque da Europa recebe inúmeros concorrentes – Espanha, Itália, França, Inglaterra, Bélgica, San Marino, Andorra, com um contingente americano de grande valia.

Em termos sociais, o campo de tiro, do Clube Industrial de Pevidém foi um palco “social” dos mestres do tiro, das suas famílias e de órgãos de comunicação social especializados no Tiro e na Caça.

As senhoras – “damas” em termos de terminologia competitiva, também desfiguraram – com a sua presença – o cenário machista de um campeonato tido como mais para homens do que para mulheres. Foram inúmeras as que apontaram ao alvo – o pombo – e as que se sentavam nas cadeiras da plateia, embelezando o cenário da prova.

E algumas delas subiram ao pódio, recendo taças e galardões. Uma equipa portuguesa de “damas” foi mesmo a melhor.

© 2019 Guimarães, agora!

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