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Quinta-feira, Fevereiro 2, 2023

Pevidém continua capital do teatro amador

Economia

Já se realizaram três de 17 espectáculos.

O Teatro do CCD Coelima, fundado em 1977, integrado, hoje, na associação cultural “Sol no Miral”, tem em curso uma mostra de teatro, internacional, com 17 espectáculos garantidos por grupos de cidades diversas: Braga, Barcelos, Vila do Conde, Avintes, Madeira, Maia, Angra do Heroísmo, Rio Tinto, Oeiras, Feira, Tomar, Paços de Ferreira, Leiria, Lisboa e de Verín e Vigo, da Galiza.
Pevidém, torna-se, assim a capital do teatro, no país, com propostas diversas, para se poder ver o melhor do teatro amador, ao longo do ano.

Rui Fernandes, é um dos sócios – amantes do teatro – de cerca de vinte e tal, que dão corpo, expressão e vida ao Tgrupo de teatro, que utiliza o pavilhão da Coelima, como sede e no qual desenvolve a sua actividade a outras iniciativas como o Carnaval de Pevidém e a “Vila Encantada” durante o Natal.
O Teatro Coelima é, por isso, não apenas uma referência cultural da vila, mas um dos mais dinâmicos grupos portugueses de teatro amador, com actividade regular e produção própria.
Vários projectos teatrais têm sido produzidos para consumo local mas para apresentação em outras terras, do continente e ilhas. A sua aceitação pelo público não deixa dúvidas, mesmo pela qualidade literária das peças. Obras de Teresa Rita Lopes e Pedro Chagas Freitas, já foram adaptadas para constituirem o repertório do grupo. Aliás, o Teatro Coelima fez uma primeira adaptação das obras do escritor vimaranense Pedro Chagas Freitas, com bastante sucesso.

Ao longo do ano, a actividade tem sido intensa, com cerca de 30 a 40 espectáculos por ano, em festivais e mostras, em fins de semana atarefados, já que o Teatro Coelima leva “a casa às costas”, transportando toda a parafernália de adereços, cenários, peças diversas, iluminação, que a sua equipa de produção monta em qualquer localidade.
Composto por gente jovem e outros que há 42 anos se dedicam ao teatro, o grupo de Teatro Coelima tem já o reconhecimento nacional que lhe permite ter uma carteira de espectáculos apreciável.
“Lançar mais projectos que sejam adaptações de obras de autores vimaranenses” é o desafio que se segue, no imediato, “uma vez que nunca estamos satisfeitos com o que produzimos”, revela Rui Fernandes, responsável do Teatro Coelima.

A Vintena MMXX – mostra internacional de teatro de Pevidém – surge também para ajudar às comemorações dos 25 anos da vila de Pevidém, numa produção que pretende ser futurista, e que tente mostrar o Pevidém que há-de vir. Será um espectáculo de ar livre, ao género de talk show. E é uma resposta e desafio a Pevidém, onde nunca se fez um evento tão grande e marcante de cariz teatral.
Até porque houve “a preocupação de lhe colocar um selo de qualidade, garantido pelo nível dos grupos convidados, abrangentes do território nacional e oferecerem projectos diferenciados que aliem o teatro à poesia, ao humor e ao drama, numa selecção cuidada e de qualidade” – e justifica Rui Fernandes.

A Mostra Internacional de Teatro de Pevidém, tem um orçamento de nove mil euros e conta com apoios da Câmara Municipal de Guimarães, Inatel, da Junta de Freguesia de Selho S. Jorge, da Moretextile Group, para além de outros mecenas.
A entrada para os espectáculos tem o custo de 1€, um valor simbólico e facultativo.
O próximo espectáculo, realiza-se a 27 de Março, pelas 22h, no Salão Paroquial de Pevidém. “Flagrante delito” é o nome da peça a apresentar pelo grupo de teatro do Ave, de Vila do Conde.

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