É uma estrutura que funciona como o ‘braço armado’ da Protecção Civil. Sobretudo, porque é uma força especial, agora com meios reforçados em equipamentos e meios-humanos.
O Plano de Operações Sub-Regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 (DECIR) que, ontem, ficou conhecido no Santuário da Penha, acentua isso mesmo.
O recinto do santuário esteve repleto de viaturas diversas, de agentes das forças de segurança e bombeiros, formando um contigente que terá por missão combater fogos florestais.
Ricardo Araújo, sublinhando a importância do plano apresentado para a sub-região reafirmou que “os incêndios combatem-se sempre muito antes de haver fogos” e, por isso, divulgou a estratégia que orientará o serviço de Protecção Civil.
“Queremos reforçar e investir na gestão e na limpeza das faixas de combustível, na manutenção da rede de área florestal, na sensibilização às populações, na articulação operacional permanente e no apoio logístico e técnico aos nossos agentes de Protecção Civil, às nossas forças de segurança e aos nossos bombeiros”, afirmou o presidente da Câmara.
Adiantou, entretanto, que o combate a incêndios não pode ser “uma preocupação sazonal”. Tem de ser “permanente e efectiva”, assente numa “articulação eficaz entre a parte política, operacional, técnica e académica” com o objectivo de “prevenir, mas, sobretudo, de responder sempre que for necessário”.
“A preservação da nossa floresta contribui decisivamente para aquilo que é a nossa qualidade de vida e património natural. Temos de a preservar, de a defender.”
Lembrando que sendo Guimarães a Capital Verde Europeia 2026, a estratégia da Protecção Civil deve representar “um compromisso com o futuro”, dando nota de que “a preservação da nossa floresta contribui decisivamente para aquilo que é a nossa qualidade de vida e património natural. Temos de a preservar, de a defender, porque é uma realidade próxima das casas, dos lugares, das estradas, dos espaços de lazer no nosso concelho”, disse, dando o exemplo da preservação da montanha da Penha como “fonte de inspiração para aquilo que devemos continuar a fazer”.

Ainda antes da apresentação, Ricardo Araújo reuniu com todas as entidades que integram o Centro de Coordenação Operacional Sub-Regional do Ave e contactou com diversos organismos que participaram na exposição de meios das corporações de bombeiros de Guimarães e de Caldas das Taipas, o serviço municipal de Protecção Civil, a Cruz Vermelha Portuguesa, o INEM, a Força Especial de Protecção Civil da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), o Comando Sub-Regional de Emergência e Protecção Civil da ANEPC, a Guarda Nacional Republicana, a Polícia de Segurança Pública, a Vitrus Ambiente, o Laboratório da Paisagem e os Sapadores Florestais, representados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, a CIM do Ave e a Associação de Silvicultores do Ave.
O presidente da Câmara agradeceu publicamente “a todos aqueles que fazem parte destas entidades que nos ajudam a proteger e a defender aquilo que é o mais importante, que é a nossa vida, a vida da nossa população e das nossas comunidades”.
“Uma estratégia centrada na prevenção, na gestão eficiente do risco e na valorização do território rural.”
A comandante Celina Oliveira apresentou as principais metas do Programa Nacional da Acção do Plano Nacional da Gestão Integrada de Fogos Rurais 2030 e evidenciou “uma estratégia centrada na prevenção, na gestão eficiente do risco e na valorização do território rural”.
O Plano Sub-Regional, ao nível da CIM do Ave, dispõe de 531 operacionais, dos quais 475 em modo de ataque inicial (275 pertencentes aos corpos de bombeiros e cerca de 200 que integram outras entidades, nomeadamente FEPC, UEPS, GNR, PSP, ICNF, Câmaras Municipais e Afocelca).
Relativamente aos corpos de bombeiros, encontram-se disponíveis para ataque ampliado 56 operacionais organizados em dois grupos. No que diz respeito aos meios aéreos, regista-se a operação de dois helicópteros, entre 1 de Junho e 15 de Outubro, a partir dos Centros de Meios Aéreos (CMA) de Fafe e Vila Nova de Famalicão. A sub-região ficará coberta, no âmbito do ATI, por um total de oito CMA com meio aéreo.
A apresentação do Plano de Operações Sub-Regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais 2026 reforçou o compromisso conjunto das entidades envolvidas na protecção das populações, do território e da floresta, através de uma estratégia assente na prevenção, coordenação e capacidade de resposta.
© 2026 Guimarães, agora!
Partilhe a sua opinião nos comentários em baixo!
Siga-nos no Facebook, X e LinkedIn.
Quer falar connosco? Envie um email para geral@guimaraesagora.pt.



