O presidente da Câmara justificou o “chumbo” da proposta de Nuno Vaz Monteiro para fixar uma espécie de regulamento para que o Município interviesse na reabilitação da habitação devoluta não por meras objecções políticas mas porque o seu executivo tem em preparação um “pacote” de medidas para o sector.
Foi na reunião de Câmara, desta manhã, com os vereadores do PSD e CDS-PP, a votarem contra, o PS absteve-se e Nuno Vaz Monteiro foi o único a votar a favor da sua proposta.
Dialogante, Ricardo Araújo afirmou “perceber” a proposta, reconhecer que prédios sem gente e a ameaçar ruir são “um problema” e disse ter uma solução global para as questões de habitação, mais abrangente, tudo para aumentar a oferta de habitação pública.
“Não viabilizamos a proposta mas registo que tem ideias que podem ser aproveitadas.”
“Não viabilizamos a proposta mas registo que tem ideias que podem ser aproveitadas” – acentuou o presidente da Câmara, que classificou a proposta do Chega como “um contributo positivo”, apresentada num formato “desgarrado” e sem contemplar todas as medidas e ideias que importa condensar sobre a habitação.

Deu uma nota sintética sobre o conjunto de medidas que está a preparar, desde logo a alteração dos regulamentos – um dos quais constava da agenda da reunião sobre arrendamento – e cujo procedimento agora começa para dar “resposta a outros públicos”. Incluiu, também, a elaboração da carta da habitação nestes documentos.
Nuno Vaz Monteiro não fez a apresentação da sua proposta, o que levou Flávio Freitas (PS) a interrogá-lo sobre se “foi feito algum trabalho de base ou tudo não passava de meras percepções. Admitindo que o PS quer fazer parte da solução” nas questões relacionadas com a habitação, o vereador falou de ajudas já existentes ao nível do Município para colmatar a falta de apoios referida na proposta. Pediu ainda números ao vereador do Chega e o impacto que a sua proposta traria, considerando-a com “boas ideias” mas longe “do caminho para lá chegar”, ou seja “uma solução mais integrada a vários níveis”.
Nuno Vaz Monteiro, admitiu que “não fizemos um trabalho exaustivo” para sustentar a proposta que foi entregue para ser votada na reunião como “um contributo para a solução – que não é mágica – dos problemas de habitação em Guimarães”.
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