A denúncia do contrato de aparcamento subterrâneo com a Guiparque, leva a autarquia a equacionar uma nova visão para a alameda Dr. Alfredo Pimenta mesmo tendo em conta que o local será o ponto de partida e de chegada do MetroBus.
Dar nova vida ao parque de estacionamento actual e transformar a sua plataforma numa moderna interface intermodal do transporte público é um desafio e uma visita ao passado da antiga central antes de se mudar para o GuimarãeShopping.
De facto, no tempo de António Xavier, na presidência da Câmara aquela alameda foi uma central de camionagem com “barracas” de madeira a servirem de escritório das diversas empresas.
O processo de construção da ligação às Caldas das Taipas do BRT e o fim da concessão do parque de estacionamento – vão acelerar a definição do que se quer transformar naquela área. E sobretudo um arejado, moderno e europeu interface de transportes.
A discussão entre o vereador do PS e o presidente da Câmara sobre o futuro daquela plataforma urbana foi singela porque até Ricardo Costa queria saber que planos municiais concretos existem para aquela zona central da cidade. “O que pergunto é se há algum projecto para o parque subterrâneo e para a zona envolvente” – questionou.

Ricardo Araújo confirmou, entretanto, a existência de um “programa ambicioso” em fase inicial de estudo para a alameda Dr. Alfredo Pimenta, em que se prevê o alargamento do parque subterrâneo e a criação de um interface que integre diferentes modos de transporte.
“Considerando que ali será o início e o fim da ligação do MetroBus às Taipas e ao AvePark, poder criar um centro intermodal.”
“Estamos a estudar a possibilidade de alargarmos a zona de estacionamento e, considerando que ali será o início e o fim da ligação do MetroBus às Taipas e ao AvePark, poder criar um centro intermodal”, explicou. A preocupação para reforçar a zona de estacionamento é evidente, articulando-o com o sistema de transportes públicos e implantando uma nova central de camionagem naquela zona.
O presidente da Câmara confia que esta é uma oportunidade para uma requalificação mais ampla e abrangente, transformando a alameda numa “porta de entrada” da cidade. Para já, tudo se condensa num conjunto de intenções preliminares, aberto a transformações e enriquecimentos com ideias novas, num conjunto de opções que os serviços municipais podem estar a avaliar.
Sobre a concessão do parque de estacionamento subterrâneo já não há dúvidas que não será renovada, por ter terminado há alguns anos. Foi a vereadora Sofia Ferreira, então, que manifestou a intenção de reaver o espaço para fins municipais, o que foi contrariado pelo concessionário alegando que a ex-vereadora não tinha poderes para o acto, o que não foi aceite pelo Município.
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