A concelhia de Guimarães contribuiu (com pouco) para a eleição de José Luís Carneiro, como Secretário-Geral do PS, garantida que estava pela sua candidatura única.
No entanto, os 321 votos registados como apoio, na concelhia que se dizia ser a maior do PS no país, são um mau retrato da sua grandeza com apenas 0,015% de votos dos 21.219 (97,1%) que José Luís Carneiro obteve no país e que o levaram a dizer que é o líder mais votado com assento na Assembleia da República.
Há várias leituras sobre a afluência às urnas, numa concelhia que sempre estimou e deu nota da sua capacidade mobilizadora, independentemente da representatividade das suas tendências.
Nesta eleição, com uma única lista de delegados – aglutinadora de várias tendências para não dar um mau exemplo de divisão – o resultado final de 321 votantes – mais 11 em branco e cinco nulos, num total de 337 – são o significado directo de uma desmobilização, não totalmente explicada pela travessia no deserto do partido, depois das eleições locais de 12 de Outubro ou pela candidatura única de José Luís Carneiro. O facto de alguns militantes terem lido a presença exígua nas urnas como algo que deve pôr o partido a reflectir, pode ser visto como um alerta.

Outro sinal – e um agravante para uma concelhia que se orgulha de ser uma das maiores do país – ter aquela votação é factor de que, afinal, o poder eleitoral da concelhia é mais fugaz do que sustentável.
A falta de uma liderança notória e notada, exercida por correspondência e encapotada, também não foi mobilizadora de nada, como alguns notaram. O afastamento de outros dirigentes da dinâmica partidária que não tendo virado as costas ao partido depois de terem objectivos pessoais de representação e nomeação em outros orgãos de poder cumpridos, pode ter contribuído para a não mobilização dos cerca de 1.200 militantes com direito a voto.
Contudo, as próximas eleições para os órgãos locais do partido podem esclarecer melhor se esta desmobilização foi circunstancial – e talvez a menor dos últimos cinco anos – ou tem razões mais profundas.
La Salette Marques (Lista A) venceu em Guimarães com 83 votos mas a nível nacional a vencedora foi Carla Eliana Tavares, com 64,5% uma maioria de 33 delegados na comissão política.
Sónia Fertuzinhos era a n.º 1 da lista da comissão política e tinha o apoio de Gabriela Nunes e Fátima Saldanha.
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