Mais parecia umas Gualterianas das pequeninas e de salão: pela diversidade de divertimentos, desde os carrosséis às pistas, dos insufláveis às tômbolas, aos verticais de pipocas e outras bebidas. Também pelas luzes e néons que transformaram a nave principal do Multiusos num espaço concentrado de divertimentos.
No dia em que o ‘Reino da Diversão’ parou, para acolher, em exclusivo, seniores dos lares e de centros de dia de IPSS’s concelhias e os juntou com crianças dos infantários e jardins de infância, sentiu-se uma espécie de folia – e liberdade – entre os mais idosos e os mais jovens.
A corrida para os carrosséis foi quase precipitada, dada a vontade de ser criança e jovem daqueles que já se encontram na última etapa da sua existência. O mesmo aconteceu na pista de carros de choque com muitas mulheres a gozarem do prazer de uma condução, ainda que atribulada pelo impacto com outros carros numa pista livre, sem sinais de trânsito, semáforos, numa estrada de liberdade reflectida no sorriso de cada rosto dos homens e mulheres, condutores ocasionais, vindos de muitas freguesias.
“Estes pais recebem agora o que sempre deram aos seus filhos, um momento de divertimento, de prazer e de liberdade.”
Reflectindo o que ia na alma dos que deixaram a rotina do lar e do centro de dia, uma cuidadora confessa o sentir, desse povo anónimo que goza circunstancialmente um bom momento. “Estes pais recebem agora o que sempre deram aos seus filhos, um momento de divertimento, de prazer e de liberdade que não gozaram em festas em que participaram quando eram mais novos” – revela uma cuidadora do Centro Social da Costa.
Os mais pequenos gozaram de uma pista de carros de choque para a sua idade, mais disputada, que outras atracções. E andaram de barco num mar com água mas sem ondas, esticando o braço para bater na bola que se deixou pendurada para estimular o exercício e a pontaria.
Este ‘Reino da Diversão’, especial por um dia, para um público dos oito até aos 70 e daí para cima, contou com os participantes dos que integram o projecto ‘Vida Feliz’ – um hino ao exercício físico adequado para aquela idade – que se transformou numa actividade regular da Tempo Livre.
E contou com a presença de Eduardo Leite – vice-presidente e vereador da Acção Social – e Alberto Martins, vereador do Desporto.
Ambos concordaram que foi importante aproveitar a capacidade instalada do ‘Reino da Diversão’ para dar à pequenada e aos maiores de idade, num período sem muita actividade, dada a estação do ano, “um momento de convívio entre os nossos mais velhos e os mais novos”.
A feira como “diversão fundamental” foi identificada como uma iniciativa a articular pela sua “alegria e festa”, de pessoas, com faixas etárias que são marcantes: o início e o fim de vida.
Sublinharam, também, a importância desta oportunidade de uma ida circunstancial ao Multiusos, num mundo iluminado e alguma fantasia, como algo a repetir, pela sua “importância a vários níveis” – como sublinhou o vereador do Desporto.
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