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Guimarães
Terça-feira, Julho 23, 2024
José Eduardo Guimarães
José Eduardo Guimarães
Da imprensa local (Notícias de Guimarães, Toural e Expresso do Ave), à regional (Correio do Minho), da desportiva (Off-Side, O Jogo) à nacional (Público, ANOP e Lusa), do jornal à agência, sempre com a mesma vontade de contar histórias, ouvir pessoas, escrever e fotografar, numa paixão infindável pelo jornalismo, de qualidade (que dá mais trabalho), eis o resultado de um percurso também como director mas sempre com o mesmo espírito de jornalista… 30 anos de jornalismo que falam por si!

Bastos & Portilha… e uma estranha forma de manter a desunião no PS!

Iniciaram o mandato com Domingos Bragança mas não o completaram, numa espécie de adeus à política depois de muitos anos – quase a vida inteira – em posições intermédias na administração local e de liderança quando eleitos vereadores.

Mantiveram uma ligação umbilical aos lugares de origem: as cooperativas A Oficina e a Tempo Livre, onde se especializaram na Cultura e Desporto. E acentuaram alguma cumplicidade entre si.

Curiosamente, regressaram os dois – um de cada vez – ao território socialista, abraçando a candidatura de Ricardo Costa, quando sentem que o fim político de Domingos Bragança está à vista.

Bastos foi o primeiro a destacar a “casta política” a que pertence, começando a falar de legitimidade em relação a outros (militantes) hoje dispersos por sindicatos de voto – e dos quais alguns não se podem excluir.

Colocando-se em patamares superiores à generalidade dos militantes – num partido democrático e com a história do PS – quiseram fazer-se distintos, com o beneplácito de Ricardo Costa que percebeu, recentemente, que o seu exército para a governação municipal não oferecia competência, nem prestígio bastante. Bastos & Portilha… deram explicações porque regressaram – não como filhos pródigos – mas como “quadros” de competência política acima da média, sem ambição declarada, hoje, mas propensos a exercer magistratura de influência.

Bastos ficou surpreso com o convite de Ricardo e percebeu cedo qual era o seu projecto – o de disputar as eleições de 2025 e para isso trabalhou ao longo destes anos.

O ex-vereador da Cultura defende que, por isso, o ex-vereador da Divisão Económica tinha a legitimidade para ser o eleito dos socialistas – não por eleição – mas por ter anunciado a sua “boa nova”, há mais tempo que outros – a quem não reconhecia sequer o direito de ser oposição.

Antes já tinha convencido o seu amigo Portilha a voltar à luta política nas hostes do “cavaleiro” Ricardo, ao jeito de um Robin dos Bosques que roubava aos ricos para dar aos pobres. 

E introduziu uma variável nova, no seu discurso – a responsabilidade – para justificar a legitimidade de Ricardo Costa, igual à do Brandy Constantino cujo fama (neste caso legitimidade) já vinha de longe… Ou seja, Bastos dividiu os candidatos socialistas entre responsáveis (o seu) e irresponsáveis (os outros).

No dia anterior (12 de Abril), já Portilha escrevia um artigo de opinião num jornal local, onde mostrou descobrir uma nova classificação dos filiados no PS: os de neo-militantes, numa referência, sem qualquer dúvida a Sérgio Castro Rocha, presidente do conselho de administração da Vitrus.

E alardeava carregar “em mim uma parte importante da memória do meu partido nos últimos 40 anos e tenho o maior orgulho nisso”.

Quem sempre foi “politicamente correcto”, Portilha inquietou-se com “a lógica do rebanho” e vê “sinais preocupantes de definhamento partidário”, ao assistir “ao recrutamento massivo de militantes”.

Com Ricardo Costa estão os autores materiais e imateriais dos sindicatos de voto.

O ex-vereador do Desporto que carrega a memória do partido dos últimos 40 anos, não carregou uma parte importante da história socialista, mais recente: a de que com Ricardo Costa estão os autores materiais e imateriais dos sindicatos de voto e dos que tomaram o poder no partido, recrutando massivamente militantes, para ganhar a decisiva batalha de 6 de Julho de 2024 que há-de escolher o potencial presidente da Câmara se o PS continuar a ser hegemónico.

O facto de estar afastado do partido – que acha que “não pode ficar refém de ninguém”, incluindo de alguns “pastores providenciais” – que, também os há na lista que apoia -, Portilha não descobriu que também esses “são vazios de tudo”

E são-no chefes de clãs que se instalaram no PS para correr na direcção do poder. E açambarcar tudo o que é lugar na administração municipal.

Será que Bastos & Portilha não viram esta irresponsabilidade e este definhamento partidário? E porque acabaram por se juntar a eles, quando são de um “casta superior de militantes socialistas?”

E qual será o legado que Portilha vê nos que introduziram a prática dos sindicatos de voto que começou a provocar mossas, então, na unidade do partido e na sua diversidade, quase destruindo a alma do PS?

Saberá por acaso quem é o maior “cacique” do PS de hoje, com uma carteira de militantes fiéis que ultrapassa os 400?

Afinal, quem é o verdadeiro cavalo de Tróia dos socialistas? E quem tem feito do PS “um elevador social que os conduz ao destino das suas ambições pessoais”?

Nesta altura, do campeonato socialista, nem Portilha nem Bastos (ouça-se o que ele disse na apresentação de Ricardo Costa) contribuíram para a desejada (?) união do partido… Deram, mais um tiro, no porta-aviões, fazendo aquilo de que acusam as outras candidaturas…

Não se pode ser pregador da unidade quando, de facto, não se quer a união…

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