A empresa vimaranense MCA Group inaugurou, esta Segunda-feira, na vila do Luau, última paragem do Corredor do Lobito, em Angola, o maior parque foto-voltaico de energia renovável off-grid de África.
“O Corredor do Lobito apresenta o potencial para se tornar a primeira ligação de transporte transcontinental de África, sendo um importante eixo de desenvolvimento e integração regional.”
“Com uma localização estratégica, o Corredor do Lobito apresenta o potencial para se tornar a primeira ligação de transporte transcontinental de África, sendo um importante eixo de desenvolvimento e integração regional que tem sido objecto de diversos investimentos europeus pelo seu posicionamento estratégico junto à fronteira com a República Democrática do Congo (DRC)” – revela uma nota de imprensa do grupo de Manuel Couto Alves.
Acrescenta que “o parque foto-voltaico do Luau detém uma capacidade de produção de 31,85 MWp e baterias com capacidade para armazenar 75,26 MWh, para abastecer mais de 90 mil pessoas, evitando simultaneamente a emissão de 47 toneladas de CO2”.
A inauguração da infra-estrutura contou com a presença do Presidente da República de Angola, João Lourenço e do Ministro da Energia e Águas (MINEA), João Baptista Borges que viram como o segundo sistema autónomo (off-grid) do país com fonte solar e banco de baterias para fornecimento durante a noite, dispensa totalmente o consumo de qualquer combustível fóssil.
O parque foto-voltaico do Luau torna-se, assim, no maior parque off-grid do continente africano, superando o recorde anteriormente atingido no Cazombo, um parque solar foto-voltaico que é uma infra-estrutura instalada pela MCA de 25,3 MWp de capacidade solar, 59,46 MWh de armazenamento em baterias, 40.320 módulos foto-voltaicos de 630 Wp.
“Trata-se de um projecto que vai muito além da componente técnica: representa um compromisso com comunidades que, durante décadas, viveram à margem do acesso à energia.”
“É com enorme orgulho que a MCA contribui para a transformação energética do país com a entrega de mais um parque solar. Trata-se de um projecto que vai muito além da componente técnica: representa um compromisso com comunidades que, durante décadas, viveram à margem do acesso à energia. A conclusão dos parques do Cazombo e do Luau marca apenas o início de um programa estruturante e ambicioso, que continuará a expandir-se nos próximos anos. Acreditamos que a energia transforma vidas, cria oportunidades e fortalece territórios, e é com esse propósito que continuaremos a trabalhar, lado a lado com as comunidades, para garantir que a electrificação chega onde faz mais diferença”, refere Manuel Couto Alves, Chairman da empresa que nasceu em Guimarães em 1998.
Esta infra-estrutura, orçada em mais de 87 milhões de euros e um total de 54.912 painéis solares instalados, gerou mais de 200 empregos locais e vai permitir uma poupança anual de cerca de 18 milhões de litros de combustível. O parque foto-voltaico do Luau é o segundo a ser entregue no âmbito do ‘Projecto de Electrificação Rural’ de 60 comunas em Angola.
Num contexto em que a electricidade desempenha um papel fundamental na promoção do desenvolvimento local, o ‘Projecto de Electrificação Rural’ surge como uma resposta estruturante, colocando a energia solar no centro da solução.

Os parques foto-voltaicos isolados combinam produção solar e armazenamento, permitindo levar energia limpa e fiável às comunidades mais remotas, com benefícios directos para a qualidade de vida, para a actividade económica, através da democratização dos serviços essenciais. Os primeiros resultados já são visíveis com a conclusão dos parques do Cazombo, em 2025, a que se junta agora o do Luau, numa jornada de expansão que se intensifica até 2027.
O ‘Projecto de Electrificação Rural’, que prevê a implementação de 46 mini-redes autónomas (suportadas em parques solares foto-voltaicos) e impacto estimado em mais de um milhão de pessoas, foi reconhecido na estratégia Global Gateway da União Europeia, que visa promover ligações sustentáveis, inclusivas e de elevada qualidade nos domínios da energia, do digital e das infra-estruturas, contribuindo para o desenvolvimento económico e social dos países parceiros.
Projectado e construído pelo grupo português MCA, o financiamento desta operação foi estruturado pelos britânicos do Standard Chartered Bank com o apoio da Agência de Exportação Alemã, Euler Hermes, que concedeu uma garantia de cerca de mil milhões de euros ressegurada pelas Agências de Exportação dos Estados Português e Coreano (Cosec e K Sure). A empresa pública angolana de produção de electricidade (PRODEL Ep) é a entidade promotora.
De notar que a empresa portuguesa tem vindo a destacar-se no mercado angolano por desenvolver, com sucesso, projectos chave-na-mão que visam assegurar a utilização de infra-estruturas básicas, nomeadamente abastecimento de água e instalações de produção de energia, e outras fundamentais, como estradas. Tudo isto complementado com um programa de responsabilidade social destinado a garantir a provisão de necessidades básicas e educação, em parceria com instituições locais.
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