Uma América azul esmaga e afoga Donald Trump

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Era inevitável que o principal responsável pela crise no Mundo, não fosse punido eleitoralmente. Donald Trump fica ligado a um período negro da história do planeta: da guerra da Ucrânia, à guerra do petróleo no Médio Oriente, à crise no comércio internacional e da energia que abalou a Europa e até os próprios Estados Unidos.

Trump portou-se como um saqueador, usando e abusando do Estado para seu conforto familiar e económico, ao jeito da corrida ao El Dorado, nos tempos idos da América.

Sacou tudo e de tudo: do petróleo da Venezuela, quis tomar conta de Cuba, afrontou a Europa e o Canadá com as tarifas e outras coisas mais, julgava que o Irão se renderia, mostrou-se amigo da Rússia e indefectível de Vladimir Putin que nunca ousou enfrentar e pôr na ordem, deixou que a China com a ‘estratégia da aranha’, fosse implementando a rota da seda, com tentáculos em vários países.

“Portou-se como um verdadeiro súbdito de Putin com quem tem uma relação estranha de enorme dependência.”

Trump nunca foi um Presidente no verdadeiro sentido da palavra, nem sequer absorveu o espírito de outros presidentes que fundaram aquela Nação poderosa e tecnológica. Foi mais um merceeiro e um comerciante rasca que em cada viagem de Estado tinha sempre um membro da família para fazer negociatas. E portou-se como um verdadeiro súbdito de Putin com quem tem uma relação estranha de enorme dependência. Portou-se mais como o espião russo na América do que como líder do mundo livre.

O mar azul em que transformou politicamente a América é agora o oceano dos que sofreram com as suas políticas mais amigas dos seus amigos que era suposto, pois, enriqueceu os que já eram ricos. Elon Musk ao gastar, pelo menos, 455 milhões de dólares para apoiar candidatos republicanos e causas conservadoras, de acordo com uma análise das declarações de financiamento de campanhas eleitorais federais realizada pela Open Secrets, uma organização americana independente, percebeu que o poder do povo é maior que os seus dólares.

Foi isso que se viu nos resultados: no Texas, onde Musk investiu cerca de 200 milhões, viu James Talarico ser eleito e portar-se como o herói de um Estado que era uma marca republicana. E no discurso de vitória disse: “Acabámos de enviar uma mensagem a todos os multi-milionários que financiam campanhas eleitorais, a todos os milionários com fortunas na ordem dos biliões e a todos os defensores corruptos deste sistema político falhado, tanto neste estado como em todo o país: o poder pertence ao povo”.

Outras vitórias há para contar o desaire de Trump e seus acólitos fanáticos que trouxeram o poder da América para o nível da soleira da porta, e que acabaram com o insulto ingrato, pessoal, e rasca a todos os que não alinharam com este mal-estar na política do presidente americano, sem classe: Texas, Carolina do Sul, Ohio, Iowa e (pela primeira vez em mais de 90 anos) Kansas.

“Em vitórias arrasadoras e decisivas”, afirmou o senador Jon Ossoff, da Geórgia, um democrata que venceu a reeleição, “o povo americano repreendeu a depravação, a corrupção e a incompetência do fracassado presidente Donald John Trump, que estava em fim de mandato”.

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