Guimarães: Município quer ser aeroporto de um Space Hub e nicho da economia aeroespacial

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Estimular a economia do espaço e da investigação, a Norte, no território municipal, é uma intenção assumida pela Câmara.

Mas a jornada para encontrar o Space Hub como zénite dessa caminhada só agora começou. A Câmara já tem parceiros para fazer chegar a bom porto esta intenção; também já disponibilizou alguns meios, nomeadamente a antiga fábrica do Arquinho. 

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Mais recentemente, a Escola de Engenharia da UMinho abriu os cursos para licenciatura e mestrado na área do aeroespacial.

Até agora contou, também, com o entusiasmo de Manuel Heitor, o ex-Ministro da Ciência que emprestou o seu nome ao satélite português lançado para o espaço ainda há poucos dias. Não se sabe se o novo Ministro da Ciência também alinhará nesta jornada, ao lado do CEiiA – Centro de Engenharia e Desenvolvimento -, o mais recente parceiro do ‘Guimarães Space Hub’ que vai ter sede, no fim da rua da Caldeiroa.

Ontem, em cima da mesa de uma cerimónia destinada a agitar a intenção municipal de dar passos rumo ao ‘Guimarães Space Hub’, estavam protocolos que podem acelerar a viagem para se chegar ao final desta aventura aeroespacial.

No fundo, o que o Município protocolou com a comunidade científica ligada ao espaço foram as bases de um compromisso que levará para a antiga fábrica do Arquinho um pólo tecnológico com parceiros interessados da academia. A intenção e pretensão quer começar já com uma forte aposta na investigação aeroespacial no âmbito dos cursos lançados pela Universidade do Minho, complementados com a experiência prática do CEiiA que passará a ter também instalações em Guimarães.

Por exemplo, o desejo é que operação ‘Constelação do Atlântico’, que vai lançar um conjunto de 30 satélites que se espera estarem na órbita terrestre até final de 2026, seja feito já a partir da cidade-berço.

Na sessão realizada no Teatro Jordão, ontem ao início da tarde, ficou a ideia de que a instalação do ‘Guimarães Space Hub’ é um projecto que visa estimular a cooperação no sector do espaço, centrada nas vertentes empresarial, ensino e investigação.

A partir daí, o que se pretende é impulsionar um conjunto de novas dinâmicas colaborativas no território que possam orbitar em torno da economia aeroespacial. 

O presidente da Câmara Municipal, Domingos Bragança, referiu a importância estratégica que a ciência e o conhecimento têm para o desenvolvimento do território, e lembrou o papel decisivo de António Cunha, que, aquando da elaboração do Plano de Acção para a Transição Económica do Município de Guimarães, já antevia que o território pudesse vir a ter uma missão na área do espaço, o que agora começa a vislumbrar-se.

Depois de construído, o ‘Guimarães Space Hub’, cujo projecto de arquitectura também foi apresentado, albergará a licenciatura e mestrado em Engenharia Aeroespacial da Universidade do Minho, cujos objectivos de ensino foram sublinhados pelo presidente da Escola de Engenharia, Pedro Arezes. A obra deverá estar lançada até ao final deste semestre, como prevê a Câmara.

Há já nomes incontornáveis neste projecto do Space Hub, como José Rui Felizardo, presidente executivo do CEiiA cujo contributo é visto como fundamental, pela visão e conhecimento que demonstra na liderança de um dos mais importantes centros de investigação e desenvolvimento de produto da Europa.

Houve espaço e tempo para recordar “o sucesso do lançamento do MH-1”, que foi acompanhado por grande parte dos presentes na noite de ontem nas instalações do CEiiA, em Matosinhos, com António Cunha, presidente da CCDR-Norte, a referir que está a ser construído um caminho que a CCDR-Norte “acarinha” e cujos resultados “começam a ser evidentes”

Durante a sessão, intervieram ainda vários protagonistas na área da nova economia do espaço, como Ricardo Conde, presidente da Agência Espacial Portuguesa, Rui Magalhães, do CEiiA, André Oliveira, da N3O, e Francisco Cunha, da Geosat, que analisaram o “estado da arte” em Portugal e projectaram o futuro.

José Rui Felizardo, dirigiu-se aos alunos de Engenharia Aeroespacial presentes no auditório pedindo-lhes para que desenhassem o seu futuro. “Nós marcamos as tendências”, disse.

O presidente executivo do CEiiA fez saber que um dos focos da instituição que dirige são os jovens que agora estão a ser formados em Engenharia Aeroespacial, na UMinho, manifestando interesse num contacto com eles “o mais cedo possível”

Para esse fim, foi celebrado um segundo protocolo envolvendo a Universidade do Minho e o CEiiA. A esse propósito, Rui Vieira de Castro, reitor da UMinho, disse estar a universidade empenhada na consolidação e afirmação do aeroespacial, no que considera um momento em que se desenham “condições únicas” para construir futuro.

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