Um parque infantil de última geração foi inaugurado em Ponte

E de repente, Guimarães passa a ter o parque infantil mais “luxuoso” na vila de Ponte.


Identifica-se como o primeiro “parque inclusivo” no concelho de Guimarães. Marca uma nova geração de equipamento urbano para crianças e jovens com especificidades diversas e com uma utilização de espaço de lazer e fitness. Tem um mobiliário urbano mais vistoso e colorido, rampas de acesso para pessoas com mobilidade reduzida e adequadas a invisuais, e, por fim, tem parque de estacionamento, assim como espaços ajardinados e relvados. Tudo em 1500 m2 de área, em terreno da Junta de Freguesia.

© JF Ponte

Nem a própria cidade, com áreas urbanizadas nobres, mais população e mobiliário urbano moderno, têm estes equipamentos de “luxo” que o dinheiro municipal permite, fazer como excepção, em Ponte. Um privilégio não alargado a outras vilas e freguesias do concelho e que é traço do actual presidente da Junta, Sérgio Rocha.

“Estamos perante uma obra bem conseguida e de referência, quer no âmbito da dimensão social ao proporcionar as condições necessárias para crianças e adultos com mobilidade reduzida…”

O presidente da Câmara, classifica-o como “exemplo de uma obra completa para servir todos os cidadãos”. E, como em tudo a que Ponte diz respeito, Domingos Bragança, não poupa nos elogios, sustenta que “estamos perante uma obra bem conseguida e de referência, quer no âmbito da dimensão social ao proporcionar as condições necessárias para crianças e adultos com mobilidade reduzida, como na área da sustentabilidade com a criação de mobiliário a partir de materiais recicláveis”. O presidente da Câmara quis inaugurar este parque no dia em que se fazem as comemorações dos 75 anos da Organização das Nações Unidas (ONU), no âmbito dos objectivos de Desenvolvimento Sustentável para 2030 sob a missão de “fornecer acesso universal a espaços verdes e públicos seguros, inclusivos e acessíveis, especialmente para mulheres e crianças, idosos e pessoas com deficiência”. E passa a ostentá-lo como, mais uma referência, para acentuar a condição de “Guimarães cidade amiga das crianças”.

Este parque, inovador no estilo e na concepção, com materiais nobres no pavimento, desenhados e coloridos, pode não ter um desenho arquitectónico global de excelência mas tornar-se-á ímpar e distintivo, pelas suas valências que também elas são um luxo, nos tempos que correm, um parque de estacionamento abonado, cujo chão tem granito da região, uma rua alcatroada, espaços ajardinados cosmopolitas, com palmeiras envolventes, madeiras exóticas, pintadas de cores diversas, passeios de cubos de cimento – alguns pintados em cor de tijolo, recipientes para lixo de madeira espalhados pelo recinto, bancos de madeira para acompanhantes e vigilantes, numa construção vistosa marcada essencialmente pela decoração do chão e dos brinquedos que serão utilizados pelos seus utentes.

Também os postes de iluminação pretendem marcar um estilo, desadequado daquele que marca a intervenção municipal no território, mais modesta e menos vistosa. Mas que torna Ponte num lugar de excepção face à generalidade das restantes vilas e freguesias do concelho.

O presidente da Junta sublinha e destaca o “seu” parque com a característica de ser sustentável em termos de ambiente. Uma classificação perfeita, se a poucos metros, não existisse a via de acesso ao parque industrial, sempre movimentada, nos dois sentidos, por carros e camiões, das pessoas que trabalham nas empresas ali instaladas ou que por ali passam para rumar a outros destinos. O autarca de Ponte destaca que este equipamento “está suportado com iluminação produzida por painéis fotovoltaicos, porque as questões ambientais também estiveram sempre presentes, desde a colocação dos ecopontos, equipamento urbano produzido por materiais recicláveis e as plantas que vieram do Horto de Ponte”. E até não falta espaço de carregamento para veículos automóveis eléctricos.

Curiosamente, o parque infantil está pronto, e agora inaugurado mas dadas as restrições da pandemia a sua utilização está proibida e apenas o parque de estacionamento pode ser utilizado.

© 2020 Guimarães, agora!

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