Couros: mais um impulso para se juntar ao Centro Histórico

A classificação de Couros como monumento nacional, é mais uma etapa da corrida até à Unesco para se incorporar numa zona já classificada como Património Cultural da Humanidade.


A Direcção Geral do Património Cultural lançou um procedimento para classificar a zona de Couros como monumento nacional. E a partir daí abreviar o caminho para se juntar ao centro histórico na classificação como Património Cultural da Humanidade.

A pretensão da Câmara Municipal de Guimarães de incorporar toda a cidade histórica na mesma classificação, tem seguido passo a passo. No Diário da República, desta Quinta-feira, foi publicado o anúncio da abertura do procedimento para incluir a zona de Couros – e ruas D. João I e Camões – na mesma área classificada como Património Cultural da Humanidade.

Também, com esta classificação fixa-se a zona especial de protecção, para lá do perímetro da cidade histórica – que só deixa de fora a rua de Santa Luzia.

Com o cumprimento destes trâmites administrativos, esvaziam-se as dúvidas sobre uma pretensão da Câmara comungada por toda a sociedade vimaranense, o que significa que a candidatura municipal foi aceite, até pela sua inclusão na lista indicativa da Unesco, já decidida.

Num processo que mereceu os reparos do PSD local por se arrastar no tempo, já desde 2016, o despacho de que resulta o anúncio agora publicado no Diário da República inicia um período de cerca de seis meses a um ano – a julgar por outros processos idênticos – para que não haja mais atrasos até que este alargamento da área de património cultural da humanidade se torne realidade, tornando a cidade histórica una, para além de o seu território abranger várias freguesias do centro da cidade.

Recorde-se que a Câmara tem investido nesta área, apostando na sua regeneração, quer reabilitando edifícios que marcaram a zona de Couros e sua envolvente, como a antiga fábrica Freitas & Fernandes, a aquisição para reabilitação da fábrica do Arquinho, e a quinta do “Costeado” para futura Escola Hotel; a par da construção do parque de estacionamento de Camões, e reabilitação da rua Dom João I e Caldeiroa com o objectivo central da ampliação da classificação do Centro Histórico de Guimarães, que ficam como marca da governação de Domingos Bragança.

A classificação da zona de Couros obedece às normas do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro e da Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro, e abre-se a eventuais reclamações ou recursos de quem se possa sentir lesado com esta intenção.

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