AVH: crise provoca demissão dos órgãos sociais

A Associação Vimaranense de Hotelaria insatisfeita com ausência de apoios entra em crise interna por falta de solidariedade e divergência com estratégia de divulgação de Guimarães.


Depois de ter aprovado as contas de 2020 e o relatório de actividades, os órgãos sociais da AVH apresentaram a sua demissão, provocando novas eleições.

A assembleia geral em que tal demissão colectiva foi apresentada, ocorreu a 28 de Junho de 2021 e surge na sequência da avaliação do estado do sector.

Na nota em dá conta aos órgãos de comunicação social, a AVH sublinha que “a decisão de demissão, constitui antecipação da vontade já transmitida anteriormente pela maioria dos membros dos órgãos associativos de não se proporem a novo mandato”. Foi unânime entre os detentores dos cargos e entre os sócios presentes na assembleia geral.

Reconhecem os órgãos sociais que “o desgaste e pouca disponibilidade dos responsáveis associativos para o exercício permanente das suas funções, que permitisse perseguir as metas e objectivos a que se propuseram, designadamente quanto ao plano de apoio à economia local e aos sectores da restauração e alojamento” é uma consequência próxima.

“Contribuiu fortemente a ausência de apoio cabal e de solidariedade, pelas entidades competentes, quanto às preocupações e necessidades dos empresários dos sectores abrangidos pela AVH…”

Assinalam que para esse “desgaste, contribuiu fortemente a ausência de apoio cabal e de solidariedade, pelas entidades competentes, quanto às preocupações e necessidades dos empresários dos sectores abrangidos pela AVH, às acentuadas divergências quanto à estratégia de divulgação de Guimarães como destino que se pretende desenvolver, tendo como exemplo flagrante e derradeiro a exclusão, sem justificação plausível, dos estabelecimentos da restauração e alojamentos do mais recente pacote de medidas aprovado pela Câmara Municipal, denominado Retomar Guimarães, em clara desvalorização dos descritos segmentos comerciais”.

Um dirigente da AVH, recorda que em 6 de Novembro de 2020, a associação “propôs como medidas de apoio ao sector, algo que em Fevereiro deste ano foi proposto pelo Município de Famalicão, e o Município de Guimarães adoptou, o que não faz sentido face à nossa proposta e ao apoio que a ela foi dado”.

A AVH afirma, entretanto, que “ficarão devidamente assegurados todos os compromissos e obrigações assumidos até à tomada de posse dos novos órgãos associativos, mormente quanto à gestão da plataforma digital Proximcity”

A direcção cessante continuará ainda, até à entrada em funções dos novos órgãos, “a procurar sensibilizar todas as entidades competentes para a adopção das medidas de apoio que propôs para minimizar o impacto severo da pandemia sobre os sectores da hotelaria, restauração e similares, certa de que fez tudo o que se encontrava ao seu alcance para atingir os seus objectivos e que as medidas e acções que vem propondo, sempre de forma fundamentada e equilibrada, serão as mais adequadas à sobrevivência do sector”.

Esperam, “com a entrada em funções de novos responsáveis e novas formas de diálogo e a eventual redefinição de estratégias, possam ser alcançados outros resultados quanto ao apoio às nossas actividades, em maior número e mais satisfatórios do que os concedidos até à data de hoje”.

Desejam que “a decisão de cessação de funções possa igualmente sensibilizar o Município e demais entidades a adoptar semelhante exercício, de repensar estratégias, políticas e auxílios, que confiram apoio efectivo e promovam a sustentabilidade dos sectores abrangidos pela AVH”.

As eleições para os órgãos associativos encontram-se agendadas para o próximo dia 16 de Setembro de 2021, em hora e local oportunamente a designar.

© 2021 Guimarães, agora!


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