PS: Bragança de afectos e de sonhos quer deixar a sua marca

Os presidentes de Junta foram apresentados como pilares da democracia mas os socialistas continuam a confiar em Bragança como a estrela do seu universo.


PARTE I

O PS fez a apresentação de alguns dos seus candidatos… evidentes, de facto e formais, cujo compromisso e comprometimento com a causa de “um bem maior” foi afirmada.

Porém e para lá da exaltação dos seus presidentes nas freguesias, o PS anunciou, também, o óbvio – a recandidatura do actual presidente da Câmara para um mandato mais, o último se for eleito.

Domingos Bragança emergiu, assim, como a estrela da companhia socialista: com os seus afectos e sorrisos, a sua leveza de trato, os seus sonhos, a sua liderança que quer seja mais marca do que marcante.

Exibindo o seu egocentrismo democrático, de um “idealista mais realista”, Bragança apontou metas e sonhos que deseja sejam marcas dos seus mandatos. E, também, ele assumiu, um compromisso – mais velado do que no passado – com os candidatos actuais, relativamente a projectos que possam ser concretizados em cada freguesia. E que incluam o caderno de encargos político de cada candidatura. Um compromisso subtil que pode querer dizer que ninguém vai ficar para trás, acreditando que todos eles “terão os melhores projectos para as vossas freguesias”.

No elogio que fez aos candidatos, Domingos Bragança, fê-lo como agradecimento pela sua sua disponibilidade para servir Guimarães mas também pela fé que têm “acreditando no nosso projecto”.

“Vocês são os melhores ou dos melhores, de todos os melhores” – disse numa espécie de exaltação socialista aos autarcas de base. O elogio foi distribuído com a fé que Bragança tem de “com alegria e entusiasmo”, todos terem capacidade para apresentar “os melhores projectos para as vossas freguesias”.

Prometeu, ser e estar mais próximo dos candidatos do PS, pois “quando vocês estiverem com as vossas pessoas, eu vou estar também”, para discutir “o projecto educativo, cultural, de reabilitação urbana, de desenvolvimento sustentável”.

E porque sabe que na apresentação desses projectos, “vocês vão fazê-lo com a generosidade e com a imaginação, como um sonho que parece ser uma utopia e impossível de realizar”.

Elegeu a “coesão territorial” de Guimarães como “marca de Domingos Bragança” – nas suas próprias palavras – para explicar como pode fazer ao dinheiro o que fez a Rainha Santa Isabel às rosas.

“Nós fizemos mais investimento neste mandato do que no anterior, fizemos mais e reforçamos o investimento nas freguesias…”

“Dizem que o investimento nas freguesias, neste segundo mandato, foi mais impressivo… não foi nada disso, é errado. Nós fizemos mais investimento neste mandato do que no anterior, fizemos mais e reforçamos o investimento nas freguesias”.

E disse isto, porquê? Ele próprio explicou, colocando-se na posição de um candidato, que “vocês podem dizer… eu vou-me envolver com a comunidade, vou apresentar projectos que depois não posso realizar”.

E respondeu… “podem, havendo vontade, vocês mobilizam a vontade colectiva que faz partilhar recursos… os recursos aparecem porque estão disponíveis para os melhores projectos e para os melhores líderes”.

O recandidato do PS à Câmara Municipal, deixava implícito que, afinal, os presidentes da Junta podem fazer mais com recurso à sua força colectiva e não deixar que cada um fique virado para seu lado. Uma forma clara de mostrar que o poder municipal está disponível para ceder mais poderes e mais recursos.

E dizia ainda mais. “Quero que vocês façam este caminho muito levemente…”, ou seja, aos presidentes da Junta basta mostrarem ao presidente Bragança “entusiasmo… naquilo que querem fazer…” percebendo apenas que “o futuro passa pela educação, pela ciência, pela cultura e pelo ambiente”.

Um pouco deslumbrado, afirmava: “Que bonito que é a Ecovia do Ave, do Selho e do Vizela (para servir Lordelo e Moreira de Cónegos), que bonito que é termos os trilhos da biodiversidade da Penha, da Lapinha, Citânia e Castro Sabroso e de todas as zonas que fazem as riquezas ecológicas de Guimarães”.

Não encerrando os capítulos das suas “marcas”, Bragança lembrava: “Diziam que tudo isto era impossível fazer-se, mas vamos fazer este parque linear da biodiversidade de Ardão (Silvares) a Donim e Arosa/Castelões e para sul até Serzedelo/Gondar”.

Emocionado com as ecovias, à beira rios, Bragança prometia “recuperar todos os moinhos, açudes, toda a fauna e flora, toda a biodiversidade” com a colaboração das freguesias. “É com a sua envolvência que estamos a consegui-lo” – acentuou.

“Esta forma de fazer projectos individuais assumidos como projectos colectivos e apropriados pelas pessoas, é isso que faz a nossa força e a diferença…”

Nesta altura, o homem que o PS quer ver cumprir três mandatos, falava com uma emoção contida mas perceptível. “É esta paixão, esta força emocional, esta vontade férrea, esta forma de fazer projectos individuais assumidos como projectos colectivos e apropriados pelas pessoas, é isso que faz a nossa força e a diferença” – defendeu.

Num discurso, completo, virado para os presidentes da Junta, Domingos Bragança quase dizia como gostava de ser surpreendido na sua abordagem com o presidente da Câmara. E deu alguns exemplos. “Quando trabalhamos em equipa sobre os vossos programas, mais importante do que o seu formato – papel ou digital – é o brilho nos olhos que expressa a emoção do vosso coração de fazer bem, neste bem maior que é Guimarães”.

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