Congresso do PS: Ricardo Costa reafirma ideias do seu projecto

O PS distrital culminou, em congresso, o seu processo eleitoral, institucionalizando os resultados de 18 de Julho, em Celorico de Basto, no último Sábado.

Nem foi uma segunda – ou outra eleição -, nem uma nova votação que alterasse o espírito do que os militantes decidiram, em 18 de Julho.

Os socialistas institucionalizaram agora, em congresso estatutário, os resultados que confirmaram, quase há dois meses, Joaquim Barreto como renovado – pelos votos – presidente da Federação, onde contou com a oposição – alternativa – de Ricardo Costa, que esteve à beira de ter a confirmação dos seus pares, de todos os concelhos, para um primeiro mandato como presidente da Federação, uma meta não atingida graças ao não apoio de alguns militantes da secção de Guimarães. E fizeram a escolha dos restantes militantes que assumiram funções nos órgãos da Federação, segundo os resultados escrutinados, também, a 18 de Julho. O que havia para ganhar ou perder, foi em 18 de Julho e não agora, pois, as eleições dos órgãos da Federação não se realizaram a duas voltas.

Neste caso, quando o congresso se iniciou, já se conheciam os resultados prováveis e possíveis, e até alguns dos ocupantes dos lugares de cada órgão, pelo que a tripla do totobola (1X2) nunca se aplicaria neste caso.

Houve, porém, quem pretendesse tirar desforra dos resultados agora, fazendo crer que houve uma dupla derrota, um contributo menos para acentuar a paz que o PS precisa para ganhar os desafios eleitorais que tem pela frente e onde todos se deviam empenhar, para somar mais e dividir menos.

Ontem, o PS agitou-se e dinamizou-se com estas candidaturas, vincou o seu espírito democrático, apesar de alguns dos seus dirigentes desejarem praticar a democracia da exclusão, como que castigando os vencidos, ameaçados que chegaram a ser por uma ilusória perda de “confiança política” de quem se julga acima de tudo e de Deus; com as eleições da Federação, o PS discutiu o seu posicionamento na sociedade enquanto entidade aglutinadora dos seus órgãos concelhios; neste último Sábado deu forma àqueles resultados, o que trouxe apenas ao Congresso Distrital a monotonia da previsibilidade. E da desorganização porque a convocatória não foi cumprida, tal como estava definida, a tempo e horas, incidente que poderia ter ressuscitado o célebre caso do “meio voto”, de há dois anos.

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Ou seja, era previsível que, com os resultados de 18 de Julho, Joaquim Barreto teria uma maioria nos órgãos da Federação, nomeadamente na comissão política e que Ricardo Costa conseguisse institucionalizar a sua tendência, com dignidade, sem falsas promessas ou falsos acordos que desvirtuassem a sua representatividade no distrito (à volta de um terço de membros na comissão política). Ou arrumasse as suas ideias na gaveta. Tudo sem pôr a unidade partidária em causa e sem excluir ninguém, como alguém desejaria.

Foi isso que fez, o militante vimaranense, dignificando a política, erguendo a bandeira do seu projecto, saudando os vencedores, incentivando a militância para os desafios eleitorais que se aproximam. Deixou, em Celorico de Basto, a concepção de um político aberto, tolerante, não segregado pelos resultados eleitorais e muito menos zangado com a realidade. E um modelo de boas práticas democráticas de quem sabe que o PS não é ele mas sim a soma de todos.

Na nota que a sua candidatura enviou à imprensa, Ricardo Costa não esconde a realidade, nem pinta os resultados eleitorais: reafirma as ideias do seu projecto, torna claro que não vai desmobilizar a sua tendência ou desistir das suas ideias e projecto político, não trai os que votaram em si, nem os abandona ou enjeita, respeita a vontade dos militantes, não se esconde dos seus adversários, mostra-lhes a sua cara, nem aposta em tácticas invasivas ou manobras de bastidores. E muito menos em propaganda barata, o que não é de todo inocente num processo em que há quem julgue ganhar em votos mas perdendo em dignidade, desafiando a lógica democrática dos partidos, querendo impor-se pela autocracia.

Ricardo Costa exibiu os seus votos de cerca de 44% contra os 56% de Joaquim Barreto, lembra que teve uma votação importante nas concelhias com maior peso distrital – Guimarães, Barcelos, Famalicão, Vila Verde e Terras de Bouro e tendo empatado em Amares – que sustentam, afinal, a sua representatividade na Federação: 24 conselheiros (em 25 possíveis), e dois membros para cada um dos órgãos de Jurisdição e comissão de Fiscalização económica e financeira. E “onde não deixarão de participar activamente” – promete.

“O PS tem de encontrar, para o distrito de Braga e para Portugal, as melhores soluções para os problemas que o país enfrenta, desde logo nas eleições autárquicas de 2021…”

Sem ressentimentos, Ricardo Costa transmitiu aos seus apoiantes a mensagem de que “ficou claro no Congresso distrital de Celorico de Basto, a diversidade, cuidado e empenho partidários dos socialistas eleitos pela candidatura “Todos como Um. Todos Um”, bem assim como de muitos outros delegados, eleitos e inerentes, da candidatura de Joaquim Barreto, auguram ao PS do distrito de Braga tempos de grande entusiasmo e trabalho político em favor dos cidadãos, de Braga e de Portugal”. E de que “o PS tem de encontrar, para o distrito de Braga e para Portugal, as melhores soluções para os problemas que o país enfrenta, desde logo nas eleições autárquicas de 2021, visando um reforço da implantação partidária do PS nas autarquias locais”.

© 2020 Guimarães, agora!

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