CDU: Mariana Silva, uma mulher Verde para o desafio autárquico

O PCP abdicou de indicar o cabeça de lista da CDU para deixar aos Verdes a indicação de Mariana Silva para liderar a coligação, no próximo desafio eleitoral.


Mariana Silva não poupou nas palavras nem nas intenções. “Nós dizemos ao que vimos”, proclamou. A deputada na Assembleia da República, não hesitou em escolher o seu campo e os seus vizinhos. E começou ao ataque: “estamos aqui para combater uma gestão incompetente, arrogante, cansada, sem ambição e eleitoralista”, referindo-se claramente ao PS; e também “as águas mornas de quem está à espera que o poder lhe caia no colo”, olhando naturalmente para a coligação PSD/CDS.

Mariana Silva não poupou o bloco central da vereação municipal. E mostrou que escolheu quem governa (PS) e quem está na oposição (PSD/CDS) como inimigos de estimação política. Avisou já que “o que se vai julgar não são os tempos de pandemia”, pois, “o que estará em debate é a gestão de décadas do PS e a ausência de oposição por parte do PSD e do CDS”.

A manter este registo político, a candidata da CDU pode prestar um excelente favor à política local, adormecida, pelo poder e pela oposição, antecipando um debate político que só pode fazer bem a Guimarães.

Num discurso de sete páginas, Mariana Silva recordou o passado recente da actualidade vimaranense, vincando, o que na sua opinião, são as falhas e omissões do regime municipal: “as grandes dificuldades no acesso a transportes colectivos públicos, à habitação, a aproximação dos eleitos aos eleitores, o encerramento de serviços públicos”.

“Na luta por um concelho que tem de progredir, de se modernizar, de criar emprego, de atrair empresas inovadoras, de pagar melhores salários para assegurar melhores reformas…”

Contrapõe um projecto de governação diferente que assuma “a aspiração a um concelho mais justo, mais solidário, mais amigo da Natureza”, protagonizado por “um conjunto de mulheres e homens com experiência e juventude”, empenhados “na luta por um concelho que tem de progredir, de se modernizar, de criar emprego, de atrair empresas inovadoras, de pagar melhores salários para assegurar melhores reformas”. E que seja “um concelho mais solidário, mais fraterno, exemplar no acompanhamento e cuidado aos mais fragilizados e aos mais vulneráveis”.

“As águas mornas seriam impossíveis com a voz da CDU nas reuniões da Câmara Municipal…”

Mariana Silva disse que a sua candidatura, “é um espaço amplo de participação, discussão e intervenção, onde cabem todos”, mas, sobretudo, os que querem “quebrar velhos vícios de uma governação fechada, centralizada”, e que possa concretizar “mudanças de rumo que tanto precisamos”, capaz de ter “uma gestão do território que oiça e acolha opiniões daqueles a quem as obras no espaço público interessam directamente”.

Depois explicou como “os últimos quatros anos mostraram que a CDU fez falta na vereação”. “As águas mornas seriam impossíveis com a voz da CDU nas reuniões da Câmara Municipal” – acentuou.

Justificou, ainda porque é que “a CDU vai voltar à Câmara Municipal de Guimarães”, dando alguns exemplos: “para lutar pela igualdade de todos no acesso a bens e serviços de qualidade, de proximidade; para lutar por um concelho que valorize o trabalho e os trabalhadores; um concelho acolhedor e amigo dos micro, pequenos e médios empresários que valorize a economia”;

Nesta justificação de porque é que “a CDU vai voltar à Câmara Municipal de Guimarães”, Mariana Silva quer que Guimarães seja “uma cidade e concelho que valorizem o movimento associativo, que o envolva nas políticas culturais, desportivas, recreativas, sociais e de protecção e defesa do Ambiente e da Natureza”. E que reconheçam “o direito à criação e fruição cultural, desportiva ambiental, democratizando o acesso à cultura, desporto e lazer”.

“A CDU vai voltar à Câmara Municipal de Guimarães” por “um concelho com mais espaços verdes, promover a democratização do acesso à natureza, defendendo o ambiente e os recursos naturais”. E, para defender “como se de filho preferido se tratasse, o rio Ave”.

Por fim, a candidata da coligação da esquerda, entende que “a CDU vai voltar à Câmara Municipal de Guimarães” para defender “uma cidade e um concelho para as crianças, jovens e idosos com deficiência, para assegurar o respeito pelos trabalhadores do Município, a quem não é pago o subsídio de insalubridade”.

Depois de elogiar o último vereador da CDU – Torcato Ribeiro – na Câmara Municipal, Mariana Silva disse que ele “emprestou o rosto, a voz e muito do seu tempo a este projecto” e cujo “exemplo, experiência e generosidade, contribuiu para que me sinta hoje em condições de encabeçar esta candidatura”.

Confia, a deputada que a sua candidatura “é capaz de dar a volta que Guimarães precisa, para inverter as prioridades”.

Mariana Silva, elencou depois, as inúmeras expressões que nos vêm à memória quando falamos de Guimarães. Afonso Henriques, Associativismo, Ave, Castelo, Citânia, Cutelaria, História, Mumadona, Oliveira, Penha, Pinheiro, S. Mamede, Selho, Têxtil, Trabalho.

“O nosso sonho é acrescentar-lhes Futuro!” – concluiu.

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