Câmara: vereadores à volta dos números da “bazuca” destinados a Guimarães

Os grandes projectos para Guimarães, passam pelas questões da mobilidade urbana e do modo como se ligará entre si, com diversos meios de transporte, por entre estradas e ruas.


Foi no período de antes da ordem do dia de uma reunião, com uma agenda com de questões rotineiras que, o poder (PS) e a oposição (PSD e CDS/PP) se juntaram para conversar sobre Guimarães e os seus projectos para o futuro.

Invocando 1884 e os acontecimentos dessa época – chegada do comboio a Guimarães, exposição comercial e industrial e a edificação da escola Francisco de Holanda – Bruno Fernandes, vereador do PSD, quis dizer qual a quota parte dos 16,6 mil milhões da “bazuca” europeia vão chegar a Guimarães, via investimento público. E concluiu que a via de acesso ao Avepark, já negociada com o governo, era o único projecto incluído no pacote de obras públicas garantidas. “A bazuca nada de novo prevê para o concelho” – acentuou.

“Estamos a perder centralidade para captar investimentos e a demonstrar não ter o arrojo evidenciado em 1884…”

Mas não se ficou por aqui. Citando também o Plano Nacional de Investimentos 2030, o vereador do PSD defende que “Guimarães verá o comboio passar, entre tantos milhões”. O que tal significa é que “Guimarães não poderá escrever nova página dourada – tal como a de 1884 – pois, estamos a perder o comboio”. Conclui que “estamos a perder centralidade para captar investimentos e a demonstrar não ter o arrojo evidenciado em 1884” – defendeu.

O presidente da Câmara citou um estudo preliminar elaborado pela Universidade do Minho que vai definir melhor o sistema urbano em que Guimarães se insere, na sua relação com a região. E que tem a ver com o facto de o concelho ser “a porta de entrada, do interior norte e transmontano, nos eixos de alta velocidade”.

Defendeu que Guimarães “nem é litoral, nem interior” e que contará com as verbas e projecto constantes do Plano de Recuperação e Resiliência e outros fundos europeus para afirmar essa característica geográfica, cujos projectos e estudos estão “agora a ser maturados”, de modo a que em 2023/24 estejam prontos para ser executados.

Domingos Bragança, disse que vem aí uma época de debates com a população e de influências junto dos corredores do poder. Ele próprio tem “uma articulação com o governo muito boa”, como fez questão de frisar. Incitou os deputados no parlamento com sangue vimaranense a elevarem a sua palavra, em defesa do concelho.

E anunciou que Álvaro Costa, professor da Universidade do Porto, voltará a trabalhar com a Câmara no desenvolvimento do sistema urbano que Guimarães quer ter até 2030.

No diálogo político que se seguiu Bruno Fernandes deixou clara a divergência do seu partido e coligação com a estratégia municipal, a propósito da maturação que os projectos devem ter. “Essa é a nossa divergência, já houve tempo e mais que tempo para fazer estudos e projectos, pois o Senhor já é presidente da Câmara há oito anos e o PS está na governação municipal há 30…”, acusou, reforçando que Domingos Bragança “fala dos projectos… mas vai passando tempo”.

O presidente da Câmara considerou esta adenda de Bruno Fernandes, “como uma folha em branco”. E virando-se para a história afirmou que “Passos Coelho nem queria ouvir falar da via do Avepark”, ao contrário de Emídio Gomes que, como presidente da CCDR-N, na altura, acreditou “sempre no projecto”.

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