Maria Vieira da Silva
Natural de Guimarães - Qualificações académicas: Mestre em Direito da União Europeia pela Escola de Direito da Universidade do Minho e licenciada em Relações Internacionais pela mesma Universidade, onde desenvolve investigação no Centro de Estudos em Direito da União Europeia. - Perfil profissional: Jurista em Direito da União Europeia e consultora em cooperação para o desenvolvimento.

O comunismo está de volta

Não há santo dia em que o nazismo (ou o fascismo) não seja invocado pela esquerda como se estivesse já ali ao virar da esquina, prestes a desencadear a III Guerra Mundial. Mas o que um olhar mais atento nos mostra é que a narrativa em torno do nazismo serve apenas para encobrir o comunismo que está de volta. Quer ver como? Vamos começar por falar da esquerda que nos últimos dias se desdobrou em comparações entre o colonialismo português e o nazismo.

O pretexto foi a morte de um militar português, Marcelino da Mata, nascido na Guiné e que serviu Portugal na Guerra Colonial, a quem acusaram de ter cometido “crimes de guerra”, de “sanguinário” e de “traidor”, por ter combatido contra o seu próprio povo.

A partir daqui foi vê-la discorrer nos media dia-sim-dia-sim sobre o colonialismo português como uma espécie de Hitler ante litteram do racismo e do extermínio, do qual nos devemos envergonhar, livrar e expiar as nossas culpas.

Como se não fosse estúpida o suficiente esta tendência da esquerda de usar a história passada para adaptá-la aos temas presentes, há ainda uma tentativa miserável de fingir que o único regime execrável do mundo foi o nazismo. Para estas figuras hipócritas o comunismo nunca existiu. É como se tivesse sido engolido pela pré-história, na senda do que tantas vezes repetiu o primeiro facínora que levou o comunismo ao poder, Lenine: “a realidade não merece existir, deve ser suprimida”.

Vale a pena, por isso, dizer, antes de mais, que o nazismo só é comparável com o comunismo. Mas, tendo em conta os factos históricos, o comunismo é um fenómeno muito mais amplo, desde logo porque chegou ao poder muito antes do nazismo e perdurou (perdura) durante quase um século, enquanto o nazismo teve um destino circular: nasceu de uma guerra e morreu numa guerra. O comunismo envolveu quatro continentes e milhões de pessoas. Os seus crimes hediondos ceifaram a vida a mais de 100 milhões de pessoas, o dobro das vítimas do nazismo, com o agravante de terem acontecido durante o período de guerra e em tempos de paz, e de ter tido como principais vítimas os seus próprios povos. O comunismo é, por isso, muito mais radicalmente totalitário do que o nazismo, quer seja através da repressão da dissidência, da “limpeza étnica”, quer seja por e ter banido, ao contrário do nazismo, a religião, a burguesia, a propriedade privada e o capital.

Acresce que ao contrário do nazismo, o comunismo não desabou por ter sido derrotado na guerra, mas devido ao seu fracasso social, político e económico.

Em suma, o nazismo foi uma espécie de réplica do comunismo, no qual o nazismo substituiu o ódio racial pelo ódio de classe dos comunistas e a ditadura em nome da raça ariana pela ditadura em nome do proletariado mundial. Ambos partilhavam a promessa do bem absoluto na Terra. O nazismo, segundo a paixão estética e naturalista; o comunismo, segundo a paixão ética, histórica e materialista.

No livro a “A Dor do Século”, Alain Besançon diz que o comunismo mata por um bom propósito, é pedagógico e obriga suas vítimas a internalizar suas novas regras morais, sendo, por isso, mais perverso que o nazismo. Ele perverte “o princípio de realidade e o princípio moral a tal ponto que pode sobreviver a 85 milhões de cadáveres”, enquanto a ideia nazista sucumbe com suas vítimas. Os comunistas precisam, por isso, de controlar o máximo de informação para, assim, “substituir a realidade por uma pseudo-realidade”.

Décadas depois, a esquerda troglodita portuguesa, que desempenha hoje o papel de Richelieu retroactivo, que pega nos enredos do passado e os entrelaça com os do presente, é a mesma que mantém até hoje a sua matriz comunista.

A narrativa é quase perfeita não fosse um pequeno grande detalhe: a extrema esquerda portuguesa nunca esteve alinhada com os comunistas por uma questão de liberdade…

A narrativa forjada por estes dias pretende levar-nos a crer que a extrema esquerda portuguesa é libertária desde aquela época, que esteve sempre do lado dos povos oprimidos pelo colonizador. A narrativa é quase perfeita não fosse um pequeno grande detalhe: a extrema esquerda portuguesa nunca esteve alinhada com os comunistas por uma questão de liberdade, mas por devoção aos maiores sanguinários da História. O leitor sabe quem foi Mao Tse Tung, Pol Pot, Ho Chi Min, Castro, Enver Hoxha, Tito, Ceausescu, Janos Kadar, Menghistu?

Ademais, o ódio da esquerda ao colonialismo já tem barbas, mais precisamente as barbas de Karl Marx, quando o destilou nas páginas de “O Capital”, ao descreve-lo como “o novo terreno” que criou a “grande burguesia”.

O que acontece é que hoje o comunismo foi substituído por uma esquerda radical e jacobina, que gradualmente foi abandonando a classe trabalhadora e o proletariado, para se tornar neoburguesa e snob, interessada em proteger os direitos das minorias “corretas” e não mais a massa dos pobres. É uma esquerda alinhada com o establishment global, onde os temas fobias – homo, racista, sexista, chauvinista fascista, nazista – foram transformados em novos militantes.

É ainda uma esquerda que herdou dos facínoras comunistas a presunção de superioridade, razão pela qual exerce a sua intolerância contra os vivos e os mortos, contra os eleitos e os não politicamente correctos e que usa o passado para golpear o presente. Ela quer endireitar a humanidade, resgatá-la de seus erros e do seu passado colonial, reescrever a história, o vocabulário e oferecer um futuro radiante de emancipação e libertação. Onde é que o leitor já ouviu isto?

O padrão é o mesmo e a mentalidade comunista também.

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40 COMENTÁRIOS

  1. A autora desta crónica, metendo-se por caminhos de facilitismo e de curto-circuito intelectual, ou não sabe do que escreve ou, se sabe, tirou da cartola conceitos que nem numa wikipedia têm lugar. Amálgama de conceitos é confrangedora. Fusão de ideias passa a confusão de princípios. Claramente, o objectivo anunciado é tentar colocar a esquerda no pelourinho e queimar inquisitoriamente todo e qualquer um que se intitule de esquerda. Falta muito à autora em matéria de leitura para ter uma visão alargada e por isso mais apurada. Obviamente escreve com direito de expressão, precisamente esse direito que “uma certa esquerda” lutou por e continua a lutar, já que da direita não se vislumbra uma tal atitude. Não aplaudo a iniciativa da escrita de tal crónica por a julgo básica, primária e por conseguinte inútil. A classificar em “Diversos”, ou seja, o arquivo vertical onde costumo deixar os maus textos e os textos sem interesse.

    • Espero que este seu comentário seja uma anedota … porque a esquerda lutou e continua a lutar por liberdade de expressão é no minimo um eufemismo de mau gosto! A matéria da autora não só se baseia em fatos reais e históricos como é de conhecimento geral para quem fizer uma pesquisa isenta!!! O objectivo não é de longe nem de perto uma voz inquisidora contra a esquerda .. o seu comentario pelo contrário é uma miscelânea ambigua em que como qualquer defensor de esquerda tenta impingir desacreditando o passado e criando uma ilusão de transparência e realidade.

      • Não vi, em nenhum momento, que repudiasse um unico facto que fosse, dos muitos aduzidos pela autora. Concorda com.os factos, porque não os desmente…ou só está preocupado com a autora ? Desafie-se a si próprio e destrua os factos indicados pela autora.

    • Joaquim! Joaquim ! caminhos de facilitismo ????
      Curto-circuito intelectual ???? Óóóó valha-me Deus
      Wikipedia???? Óóóó valha-me Deus!
      Mais uma vez a quer dar a volta a história se calhar o Lenin e Estaline foram um lindo par de meninos que adorava o povo e trocavam ideias e aceitavam a contradição! Ó Joaquim um bem aja e não se enerve que está tudo bem já percebemos aonde se situa!

    • A autora só escreve e diz o que diz porque vive em democracia .
      Se estivesse num país que o sr. defende(cheio de liberdades ) pode crer que não podia dizer do comunismo o que agora livremente afirma.
      Há viagens de avião baratas ,porque não as aproveita e vai para a Coreia do Norte ,venezuela, Cuba,etc,e lá encontrará a sua liberdade.

      • mas socialismo e comunismo é a mesma coisa? porquê misturar? dá jeito abater o comunismo e de seguida dar uma cacetada na socialização da vida em sociedade?

        • De um modo geral os comunistas auto-intitulam-se socialistas, populares ou democráticos…
          Ora veja lá: União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, República Popular da China, República Popular da Coreia do Norte, República Democrática da Alemanha…
          E os nazis também eram socialistas… eram o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialistas (daí o acrónimo: nazi).

          Por isso, o socialismo está efetivamente intimamente ligado a toda esta escória e a tudo o que é opressão do Estado sobre os cidadãos.

  2. Parabéns à autora que não tenho o prazer de conhecer ! Lamentavelmente a verdade fica em textos que em nada alteram a prática nos dias que vivemos !
    Já o socialismo/comunismo destrói eficazmente os valores de uma Sociedade que arrasta para a miséria moral e económica !

  3. Mas que comunismo se está a falar? Está tudo privatizado. Os empregos são super rotativos e instáveis, a bolsa decide tudo.
    Tudo é comparável porque tudo está às venda até a nacionalidade com os vistos gold. Nunca tivemos com tanto liberalismo económico…

  4. Verdade pura e dura, PCP e BE são partidos de extrema esquerda, que defendem ditaduras seja do proletariado seja do politicamente correcto, com um histórico brutal e sanguinário com o objetivo de construir o novo homem à sua imagem, e claro, os amanhãs que cantam ( a marcha fúnebre).

  5. Análise absolutamente lúcida! É a verdade actual! Há muitos anos que a Europa e o mundo Ocidental estão perigosamente a ser sujeitos a uma lavagem cerebral desde as escolinhas, devidamente projectada no concílio socialista de São Paulo!! O programa revolucionário está novamente em curso. Mas silenciosamente. Quer queiram, quer não, o socialismo e o comunismo são os regimes que mais matam e torturam e ofendem os direitos humanos no mundo actual. O nazismo é passado enterrado! Felizmente!!!

  6. Basta ler a primeira frase para se perceber logo o grau de delírio desta pessoa. Depois, é estúpido o suficiente achar que a história não se relaciona com o presente, como se a História fosse mais uma novela qualquer do séc. XIX para o burguês encher a alma de orgulho (sabemos bem donde vem esta ideia do “orgulho” pela história, não é?). Eis pois a nossa burguesia portuguesa que é orgulhosa, teimosamente orgulhosa, bem à semelhança de um… nazistinha.

    É por isso que o povo português (que é mais à esquerda) começa a gargalhar com as citações desconexas destes liberais fracassados, que não sabem ler, ou nunca leram o que citam, porque é justamente esta realidade do orgulho burguês na exploração e na política classista que deve deixar de existir e ser suprimida por outra realidade, mais humanista e igualitária. Mas o orgulho burguês odeia a igualdade e a solidariedade… já sabemos bem disso. As confusões são claríssimas. Desde quando o ódio de classe é coisa dos comunistas? só na cabeça dos nazistinhas. Porquê? porque foram os comunistas que derrotaram os nazistas na guerra (o que destrói qualquer ideia de réplica que prai foi disparado, tosse, disparatado). Então, vamos esclarecer: o ódio de classe é coisa dos grandes capitalistas (do capitalismo), que tem ódio aos pobres. É isso que é o ódio de classe, seus nazistinhas. E os comunistas o que pretendem, afinal, com as classes? acabar com o regime de classes e tornar a sociedade mais justa e igualitária. É esse o seu grande crime.

    Depois, continuando sobre o factos históricos, o que é muito mais amplo e antigo é o capitalismo, mas os nazistinhas/burgueses fazem de conta que não sabem (ou às tantas, usando a mesma lógica, ainda vão dizer que o comunismo e o nazismo são réplicas do capitalismo?). Pode até ter graça para a imbecilidade burguesa atirar mortes para cima dos regimes comunistas, só que ao fazê-lo, seria justo comparar com os regimes capitalistas. É que o capitalismo já matou muito mais vidas humanas do que qualquer outro regime. E quem duvida disso, por exemplo (existem muitos mais), basta encarar mais uma “realidade que não merece existir, [e que] deve ser suprimida”: é ver onde morre mais gente actualmente por Covid-19… eia que é na União Europeia! (e depois nos EUA). Será que a Maria Vieira da Silva vai dizer que a União Europeia é comunista?

    Este texto é daquela burrices que até dá vontade de rir, não fosse a sua maldade intencional em denegrir e rever a História. Mas, para quem desconfia do que digo, ou se sente atraído por tal logorreia, vai ter mesmo que me explicar tim tim por tim tim quais são os termos de comparação entre “o nazismo, segundo a paixão estética e naturalista; [e] o comunismo, segundo a paixão ética, histórica e materialista.” Isto, para mim, roça a insanidade.

    • Faria melhor estando calado. Ou melhor, não escrevando. Não tem mais nada que fazer a não ser escrever disparates? Já agora, também é subsidiado pelo grupelho da “artistoide”?

  7. Sr Nuno Ricardo
    Não vou contradizer os seus argumentos muito fracos, cheios de ressentimentos, e que demonstram porque a extrema esquerda PCP e BE estão a desaparecer, nas presidenciais os dois somados não chegaram a 10%, triste mas merecido fim.
    Mas eu só queria que me citasse, um país governado por um regime comunista onde houvesse liberdade, e prosperidade. Claro que não estamos a falar dos miseráveis, Coreia do Norte, Cuba ou Venezuela esses não contam.

  8. Excelente texto de Maria Vieira da Silva, a quem cumprimento pela audácia de ir contra o politicamente correcto.
    Quanto à “resposta” do Nuno Ricardo tenho a dizer-lhe o seguinte:
    1. claro que a HISTÓRIA se relaciona com o presente e com o futuro e vice versa. E é por isso que Maria Vieira da Silva, escreve o que escreve. Porque se deu ao trabalho de pesquisar, de duvidar da cartilha politicamente correcta, de livremente ter o seu pensamento e de exercer o seu direito (e dever) de o expressar numa perspectiva de combate ao erro e de ensinar. E não foi a esquerda que lhe deu essa liberdade. Porque liberdade é inerente ao ser humano e quando é agrilhoada conquista-se.
    2.E não foram os comunistas que derrotaram os nazistas. Aqui parece que ao Nuno Ricardo já não interessa a HISTÓRIA. Quem derrotou os nazistas foi uma aliança entre os que Nuno Ricardo chama de capitalistas (Grã Bretanha e EUA) e União Soviética de Estaline (a quem o seu sucessor Khrustchov chamou de criminoso no seu discurso secreto que só veio a ser conhecido após a liberalização de Gorbatchov). Citando Joacine, o que Nuno Ricardo diz é MENTIRA, MENTIRA!
    3. Quanto ao ódio de classes não sei se os capitalistas odeiam os pobres. Mas não me parece crível tal. Quem odeia os pobres não investe para lhes dar emprego, não lhes paga um salário. Já o mesmo não se passa nos países comunistas, onde só uma classe – proletariado (cerca de 95% da população) – que sobrevive dos restos que o supremo líder ou grande irmão e os seus acólitos mais chegados ou partido, decidem deixar aos pobres para que estes continuem a executar trabalho escravo. Se se quiser documentar veja o filme de 2017 de Jon Alpert “Cuba e o Cameraman” e aí verá a realidade prática do SOCIALISMO.
    4. Não percebo para que é aqui chamada a pandemia, por acaso iniciada num país comunista. Como sabe Nuno Ricardo que é na UE e nos EUA, que morre mais gente? Conhece os números da China, da Coreia do Norte, de Cuba, da Venezuela, da Rússia, do Laos, do Vietnam…?
    5. Nuno Ricardo, para finalizar leia 1984 de G. Orwell. Percebará o que diz Maria Vieira da Silva!

    • Sr. João Mendes,

      Isso do “ir contra o politicamente correcto” é como vento, voa pra qualquer lado, significa nada e significa tudo. Ninguém percebe. Mas ainda bem que me escreveu por pontos, organizado e politicamente correcto, para nos entendermos passo a passo:

      1. “Como se não fosse estúpida o suficiente esta tendência da esquerda de usar a história passada para adaptá-la aos temas presentes”, diz a autora. Não são adaptações no presente que a esquerda faz, mas antes são explicações dos problemas do presente através do sentido que a história toma no desenvolvimento da sociedade. Mas se continuarmos a negar a realidade histórica para explicar o presente, qualquer dia temos a direita a dizer que foi a “Ala liberal” do parlamento fascista que nos trouxe a Revolução do 25 de Abril. Oh homem, tenha juízo!
      2. Eu acaso neguei a aliança? eu falei muito concretamente da frente ocidental da guerra, e não da guerra mundial como um todo. Acho que precisa de ler melhor sobre a derrota nazi, para perceber como isso se deu. Não há “mentira, mentira” alguma.
      3. “o nazismo foi uma espécie de réplica do comunismo, no qual o nazismo substituiu o ódio racial pelo ódio de classe dos comunistas”, escreveu a autora. O sr. João Mendes pode não ter entendido, mas eu só expliquei o ridículo do que acabei de citar e de onde vem a expressão “ódio de classe” (dum lugar muito diferente).
      4. Porque a incompetência, a cegueira ideológica e a falta de democracia da UE anda a matar pessoas. Quem trouxe o tema das mortes através de sistemas sociais foi a autora. Perceba mas é você o que diz a Maria Vieira da Silva, e não venha com omissões. É a realidade actual dos sistemas capitalistas, que dei a título de exemplo para mortes em sistemas sociais, e não vou ser reprimido para ficar calado sobre isso (e só aqui, até existe uma enorme diferença entre “sistema social” e “regime”, que se o senhor estudar lhe explica muitas das mortes em regimes). Agora, como é que eu sei que na UE e nos EUA morre mais gente? Oh homem, você tem imensos canais que lhe informam do número de infecções, de mortes, e agora até do nível de vacinação de praticamente todos os países. Não existe qualquer opacidade que você prai tenta pintar. Você consegue até saber quem anda a produzir vacinas e como (ou seja, com que política industrial). É uma escolha sua estar informado sobre isso ou viver no preconceito de saber o que diz a partir do nada.
      5. Já li, sim, mas sem preconceitos. Esse não é um livro superficial como você o julga, ao compará-lo com este artigo. Leia-o de novo, as vezes necessárias até perceber a distância.

      Li as suas palavras, mas não vi resposta ao que escrevi no último parágrafo.

  9. Parabéns pelo artigo. Infelizmente os “nossos” governantes apostam no atraso mental do povo, acham que todos somos mentecaptos, e lamentavelmente acertam como se pode ver por alguns destes comentários. Também pode ser gente com bons tachos, não acredito que possa ser um indivíduo que, depois de 45 anos de revolução, se veja atrapalhado para governar a sua casa com uns miseráveis 600€ de salário mínimo enquanto há nababos neste país, geralmente saídos de governos cessantes, com ordenados de milhares euros mensais. Perdeu-se a vergonha!!!

  10. Quem disser que a Venezuela, China, Russia entre outros, são países comunistas, está errado, certo é dizer que esses países, são dirigidos por regimes ditatoriais que nada têm a ver com o verdadeiro comunismo. Normalmente o pessoal de direita, para deturpar o comunismo, apresenta estes países como exemplo do que é comunismo. A gente da esquerda apresenta o nazismo, o sazalarismo, o franquismo, como exemplos de poder da direita . O que é errado, pois estes exemplos, foram e ainda são , regimes totalitários e ditatoriais . Se formos falar do antigamente, do comunismo e do fascismo , das pessoas que foram assassinadas e aterrorizadas por estes regimes, podemos também criticar outras atrocidades que a humanidade sofreu. Por exemplo às maos da Igreja católica, aquando da sua espécie , de mão armada, a impiedosa Santa Inquisição, e que a grande maioria , dos nossos pais e avós, católicos devotos, desconhece. Mas acerca desta eterna discussão entre a esquerda e a direita, vem sempre à baila, as comparações sobre do que uns e outros fizeram, e ainda fazem , e de quem fez mais mal a quem. O que actualmente interessa saber, é quem defende quem e quem estão contra quem. E escolher conscientemente.

  11. Sò uma pergunta, à qual desde hà muitos anos ninguem soube/pôde/ou quiz responder: o nazismo/fascismo é interdito, e muito bem!!! Se o comunismo é pior…muito pior em todos os sentidos, porque é que não é interdito também???Pelo contràrio, é mesmo considerado “democràtico”…muito, muito democràtico!!!Pago um “pirulito de bolinha”(a rapaziada nova não conhece-é favôr explicar) a quem me responder!!!Agradeço antecipadamente. Luis Correia luiscorreiarca@gmail.com

  12. Creio que o erro básico da autora, foi, desde o primeiro ao último parágrafo, não conseguir omitir o seu juízo favorável à direita e porque não dizer ao nazismo, uma vez que o relativiza constantemente perante o comunismo. Artigos assim “apaixonados” não prestam um profícuo serviço à “verdade histórica”. Os tempos que vivemos em 2021 embora ressuscitem fantasmas de um passado que há uma década achávamos distante, não nos dão mais espaço para em sã consciência discutirmos a realidade entre os chavões esquerda ou direita! O TRUMP nos EUA, o Maduro na Venezuela, Viktor Mihály Orbán na Hungria ou Recep Tayyip Erdoğan na Turquia, são atores que ajudaram a misturar e a confundir as peças neste jogo louco. O sociedade atual reage com a mesma intensidade contra os regimes desgraçados do passado. Mas com um porém! Sempre o faz ao abrigo de conveniências! Aliás, não é nenhuma novidade. Maduro não é comunista! É um narcopretrolífero! Trump não era nenhuma símbolo do capitalismo! Era um sonegador fiscal narcisista! O nacionalismo é sim o que nos deve preocupar no moimento. Ele vem com as cores da segunda década do século XX (e sabemos no que deu) mas vem com cores específicas do atual momento em que as redes sociais e o uso dessa mídia, tem potencial para desancar e destruir a democracia. (Como As Democracias Morrem – Levitsky,Steven,Ziblatt,Daniel)
    A autora deste artigo sabe muitíssimo bem que o capitalismo e o comunismo são duas faces perversas da mesma moeda. Mas não serão regimes totalitários (nacionalistas ou não!!!) que irão nos livrar deles! O crescimento da extrema direita em países onde seria impensável há vinte anos, demonstra um cansaço do regime democrático que infelizmente veio a se perder nos últimos anos. Salvando a democracia e investindo nela (o que não é fácil nem imediato) com certeza nos livraremos das mazelas apontadas no artigo. De contrário, o mundo sucumbirá a sereias que já nos afundaram no século passado, mas que aproveitando-se da amnésia de muitos, estão ali sensuais se apresentando!

  13. Vou baixar a fasquia, alguém me aponte um país socialista que tenha existido, ou exista, próspero e livre.
    Só isso, sem devaneios, ou ficção científica.

  14. Parabéns partilho totalmente. Desenvolvi a mesma tese num trabalho de fin de curso en 1981…na altura não era uma opinião muito a contra corrente. O que é triste é que com tudo o que se sabe quarenta anos de pois não seita une evidência!
    Como é possível o nível de demagogia que existe hoje en Portugal. Uma verdadeira tristeza e um entrave à democracia.

  15. Mas que gente tão letrada,a grande maioria dos comentadores escreve, escreve , mas a única coisa que fazem de facto são acusações mutuas , depois de ler tais comentários , o único que posso fazer , é : V.Exas estão prontinhos para virarem comentadores de futebol

  16. Quais foram os partidos que em 1974/75 boicotavam tudo o que era comícios do PS,PSD, CDS, que pela força não deixavam haver símbolos ou bandeiras desses partidos, que prendiam indiscriminadamente com autorizações impressas e assinadas em branco desse paladino da liberdade chamado Otelo ( podia ser hotel) , que as contas dos prisioneiros deixando as família na destes-vos abandono, que torturavam-nos nas prisões, só porque eram considerados reacionários, ou porque lhes apetecia prender e torturar.
    Alguns desses partidos PCP, e descendentes BE, PEV continuam na assembleia da república como se fossem partidos democráticos, de tal maneira foram branqueados.
    Só que hoje em dia a malta abriu os olhos e não valem nem 10%, e a breve trecho se o politicamente correto for posto no seu lugar irão desaparecer e mai-lo mamão/tachista do Manadu ba

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