Vitória: o resultado é bem melhor que a exibição

Com um golo de Rochinha (16’), o Vitória importou-se mais em defender a vantagem do que exibir-se para uma bancada sem público.


Bino meteu trancas à porta e apostou em três centrais, para sarar a febre derrotista da equipa. A aposta resultou porque são os pontos, nesta altura, que dão vigor e saúde moral, aos jogadores, face aos insucessos da época. É claro que o treinador do Vitória apenas se interessou em controlar o adversário, numa estratégia inteligente que visava defender para não sofrer, num tempo pós cinco derrotas consecutivas, reabilitando a equipa e evitando que o Santa Clara, dono e senhor do jogo, não marcasse.

Percebe-se que o sistema de três centrais, por óbvias razões, não tenha dado relevância atacante como tão bem nos recordamos do tempo em que ele foi assumido por Paulo Autuori, com jogadores aptos para interpretar aquele sistema.

Com um golo à maior, o Vitória nunca se importou com o melhor estilo futebolístico, de um adversário directo na luta pelo 6º lugar, sofrendo e erguendo as mãos a Deus para que os atacantes açorianos, não concretizassem uma apenas das inúmeras oportunidades que tiveram.

Ao mesmo tempo, com os ouvidos em Moreira de Cónegos, o golo de Rochinha valia ouro porque aos 11’ já o Moreirense sofria três golos, numa conjugação de resultados capaz de dar mais sossego a uma equipa, que insiste na posse de bola, no toque para o lado, sem lograr construir algo de novo.

© LPFP

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E quando o fazia (67’), Edwards isolado, deixava o guarda redes do Santa Clara para trás mas chutava ao lado, com uma baliza aberta. Antes, o empate esteve à vista num lance em que Mumin cabeceia para o ar – já não é a primeira vez – e a bola cai-lhe nas costas, deixando que Costinha marcasse o presumível 1-1 que o árbitro, com a ajuda do VAR, anulou.

O Vitória jogou com: Bruno Varela, Sacko, Jorge Fernandes, André Amaro, Mumin, Mensah, Pepelu (Mikel Agu 80′), André André (Janvier 87′), Edwards (Rúben Lameiras 87′), Óscar (Noah 80′) e Rochinha (André Almeida 67′).

Notas de uma jornada positiva:

  • O triunfo frente ao Santa Clara é importante pelas consequências que tem sobre quem será o 6º classificado;
  • Com a derrota do Moreirense que na próxima jornada vai aos Açores, a conjuntura desportiva acabou por ajudar o Vitória;
  • A opção por uma defesa robusta, de cinco homens, mais o guarda-redes, também deu frutos, descontando até o demérito do Santa Clara em não marcar quando teve sorte para o fazer;
  • Bino apostou, certamente, sem outras alternativas, o que abona em seu favor, pois, também no futebol, quem não tem cão, caça com gato;
  • Rochinha voltou a ser a estrela da equipa pelo que joga e marca, Bruno Varela esteve bem na baliza e Marcus Edwards precisa mesmo de um banho de moral, o que poderia ter acontecido se tem marcado o 2-0, ao atirar para o lado;
  • Não vale a pena ser exigente com as exibições da equipa, o que importa mesmo é somar pontos, jogar de forma pragmática em busca do resultado;

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