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Terça-feira, Julho 23, 2024

Vitória: Di Maria ‘encharcou’ serenata à chuva dos Silva’s

Economia

Quando o querer (dos jogadores) ajuda e a alma (vitoriana) é grande, o Vitória é mesmo mais que um clube

A beleza futebolística que se exibe no relvado, o esforço e a vontade, são sinais de um exemplo que perdura e fica na história.

O Vitória-Benfica foi um jogo bem disputado num campo encharcado que acabou com a habitual igualdade no resultado desfocado do que foi o rendimento em campo.

Um Silva trabalhou intensamente com o mesmo empenho… criou uma obra e deixou que os artistas Silva’s – Tiago e André – fizessem o resto.

Com a chuva a exigir dos jogadores um esforço maior, ninguém pode dizer que o jogo foi ‘enfadonho’. Antes foi um hino ao futebol e uma demonstração de que este Vitória tem fibra, raça e nem sempre alcança o que merece.

Como se viu, o Vitória não se poupou e, por isso, foi o primeiro a marcar, num lance em que Tomás Ribeiro foi carregado em falta por Kökçü na pequena área. O árbitro assinalou grande penalidade e Tiago Silva (35′) marcou colocado e por alto.

Esta vantagem traduzia o intenso labor do ataque vitoriano, nada incomodado com a chuva que foi caindo no relvado e que condicionou um futebol de maior qualidade.

Jota, André Silva e Nuno Santos deram que fazer à defesa encarnada, rematando e criando muita confusão perto do guarda-redes que algumas vezes teve de se aplicar para evitar mais golos do Vitória.

© GA!

O jogo esteve repartido, apenas no meio campo, pois, o Benfica também não se limitou a cuidar da sua intermediária mas viveu muito do pé esquerdo de Di Maria que coloca a bola onde quer. Foi isso que desequilibrou muito mais do que o labor dos seus jogadores empurrados para a área vitoriana para evitar um mal maior.

A derrota que esteve prevista começou quando o Vitória manteve, depois do intervalo, o mesmo arreganho, a mesma postura. E isso deu-lhe oportunidade para voltar a estar por cima do marcador, sempre com o recurso aos mesmos: Jota isola-se facilmente, cruza rasteiro e André Silva (61′) chuta de forma implacável.

Mas Borevkovic – um jogador prático e eficiente – num dos seus melhores jogos no campeonato, acabou expulso, com um vermelho directo, por uma entrada faltosa sobre Florentino.

A jogar com 10, o Vitória sofreu a pressão encarnada mas Charles Silva – também com excelente exibição – negou nova igualdade encarnada, só conseguida, já no final do jogo, quando Arthur Cabral (90′) deu o melhor seguimento a um cruzamento do inevitável Di Maria. 

Já tinha sido assim, no primeiro golo quando com o virtuosismo do seu pé esquerdo o argentino cruzou para Rafa (40′) concluir.

Estavam repartidos os pontos num excelente jogo de futebol em que o Vitória fez quase tudo para ganhar.

O Vitória alinhou com: Charles Silva, Bruno Gaspar, Borevkovic, Jorge Fernandes, Tomás Ribeiro, Ricardo Mangas, Tiago Silva, Tomás Händel, Nuno Santos (Zé Carlos 77’), Jota Silva (Nelson Oliveira 86’), André Silva.

Amarelos: Jota Silva (8’), Bruno Gaspar (38’), Nuno Santos (73’), Nelson Oliveira (95’).
Vermelhos: Borevkovic (64’).

Golos: Tiago Silva (35’), André Silva (61’).

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